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Os Grandes Grupos Vocais Femininos.

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Os primeiros grupos vocais femininos, Phil Spector e a Motown.

Uma revolução feminina estava começando a despontar no início dos anos 60: minissaia e Twiggy influenciando uma massa de moçoilas de uma geração de pós-guerra, perseguições raciais ainda eram o centro de um confronto mudo, inclusive no mundo da música e as mulheres negras americanas passariam a ser incorporadas ao mainstream de gravadoras.

Total homogeinização de seguidores de Elvis Presley e Beatles; apareceu, para a alegria de um pop romântico com bases R&B, uma gravadora inusitadamente nascida da obsessão de um negro chamado Berry Gordy Jr. 

O papa criador da Motown. Uma gravadora única e diferente. Onde os maiores nomes da black music passaram e fizeram história. E Phil Spector que lançou Ronettes, vindo a atormentar a vida de uma das primeiras cantoras de Girls Groups, Ronnie Bennet, de Be my Baby....que acabou desistindo da carreira por apanhar demais, quem sabe, do marido Spector.

 E assim, lançava-se o primeiro álbum de Marvin  Gaye, Supremes, Stevie Wonder e mais tarde, Lionel Ritchie e a importante banda clã dos Jacksons Five, nascia a Motown, uma gravadora especializada em música negra – e para brancos – ou não, a Motown lançou na história do pop americano nomes hoje, que são desconhecidos por boa parte dos jovens que curtem alguém como Amy Winehouse e sua voz aclamada por todos os públicos ouvidores e enraizados no que significa o verdadeiros blues, jazz e rock. Uma voz poderosa e cravada em divas como Aretha Franklin, Ella Fitzgerald, Nina Simone e tantas outras mulheres possuidoras de uma voz  íngreme e sensual. Porém com os confrontos modernos além do pensamento destruidor do rock atual.

Estas garotas apreciadoras de uma grande safra de artistas belos e românticos. Límpidas de qualquer vestígio de uma encenação popularesca, onde a música pop se tornou produto de consumo sem a vértebra pré-emancipatória destas mesmas garotas que queriam sonhar com amor e delicadezas, perfumes, cartas e roupas elegantes, sem o brilho estrondoso das grifes de Pret-a-Portè, que começaram a desencarrilhar vários confrontos da moda pelo estilo pessoal e não mais pelas simples convenções sociais de uma época de recém inaugurada explosão de contra-culturas e vertentes desafiadoras do sistema sócio-político cultural embargante, arregaçaram as mangas provaram serem frutos de um Robert Johnson, um Bluesman, referência nas comunidades de R&B, que fazia pactos com o demônio para enfim, conseguir um lugar ao sol nas paradas da antiga revista Billboard, onde despontava Jefferson Airplane e Mariane Faithfull perto das vistas da cultura exagerada dos livros beatnik e do contra senso cultural de uma população carente de magia e brilho daquelas vozes incomensuramente radiantes, radiofônicas, iluminadas de emoção, de crenças e sem discursos.

E por outro lado, lembramos de divas semi-atuais, como Nancy Sinatra na sua loirice sixties...

Tal e qual seu pai outrora magnficou as telas de cinema e da música on the radio fazendo-nos hoje pensar numa trilha de Kill Bill por um carácter único e exclusivamente hereditário. " The boots are made for walkings" está aí pra nós, garotas, dançarmos até a pista se esvair em apenas saias rebolativas de uma noite serena de meninas-garotas. 

Pensando nelas, nesta mulheres divas, nesses cabelos de ébano alisados e nas danças estilo boogie-woogie, falarei sobre o processo da entrada na música negra feminina sob a ótica dos trios de garotas “bubblegum”, do gospel como língua materna, do folk americanos de raiz rural. A verdadeira música americana construída por alicerces que necessitavam com urgência de grupos exclusivos para as garotas que só queriam viver um pós-Elvis revisitado, comportado, porém, cheio de energia. A energia sensual camuflada de vários preciosismos de construção de visual e indumentária propriamente ditas.

Porque naquela época era importante a vestimenta das moças, que por vários motivos não queriam romper padrões, elas não tinham a rebeldia selvagem,  o adereço e muitos grupos girly se paramentaram de um séquito de admiradores exigindo o bem-estar social da época da camuflação do rock para o temível boogie-woogie sensacionalista de trejeitos, falsetes e lembrança de um 50 que jamais voltaria. Porisso muitos destes grupos femininos tiveram que estabelecer uma certa fórmula de sucesso que não entrasse em confronto com a dinâmica e paternalista autoridade cravada de racismo e que via, nestas mulheres, caso não houvesse essa “maquilagem”, simplesmente o mesmo fator demoniáco e sexista que gerava a grande contradição de uma época que resistia bravamente e só lutava pela paz. O limite entre o sucesso e o ostracismo fizeram muitas destas garotas de grupos que eclodiram, cairem no esquecimento ou simplesmente abandonarem a carreira por medo da censura.

E mais ou menos na metade dos anos 60 muitas destas artistas juntamente com compositores e produtores manufaturaram o que era o autêntico Girl Group Sound politicamente correto e deixando muitas vezes a individualidade das performers de lado e levando a música para outras direções que não só a música “popular”.

Porém algumas sobreviveram e trilharam um caminho de exclusividade e respeito da indústria, no caso, cito Diana Ross.

Ela iniciou sua carreira na Motown com o grupo Supremes que atingiram a marca de 100 milhões de discos vendidos. Durante  os anos 70 até a metade dos anos 80, Diana Ross ganhou “Grammys”, “Tonys” e entrou para o ranking da Revista Billboard como A Garota do Século. O “Guinness Book” declarou Diana Ross artista de maior sucesso do século 20. E novamente a influência gospel fez parte do início da carreira do Supremes e diana, consecutivamente, criando um estilo próprio eternizado e dificilmente superado. Em breve, quando a Motown Records se alocava em Hollywood, Diana Ross se transformaria em uma grande estrela de cinema.

Lady Sings the Blues

E finalmente Diana Ross foi produzida pela Motown, novamente para interpretar a maior de todas as divas do jazz, Billie Holiday, sucesso estrondoso, tendo Ross apenas perdido o Oscar para, na época Liza Minelli

Desta de grupos girly, tais como: Supremes, Ronettes (do criador Phil Spector), Marvelettes, Shangri-las, Velvelettes, Swans, etc, pode-se ter uma idéia do que ocorreria com algumas musas e frontgirls de grupos assim.

E Marvelette’s emplacaria 19 canções no Top 40 de R&B e dez no Top 10 Pop norte-americanos. Destes, o mais famoso é "Please, Mr. Postman", que atingiu o primeiro lugar e depois teria sido regravada pelos Beatles, Carpenters, simon and Garfunkel e até Lemonheads. O sucesso das Marvelettes precedeu a de outros grupos femininos da Motown, como The Supremes, The Shirelles, Marta and The Vandellas.

Wanda Young foi para o Marvelette’s como Diana para os Supremes. Os hits ficaram inesquecíveis para sempre: ; "Too Many Fish in the Sea", "Don't Mess With Bill" o "The Hunter Gets Captured by the Game"

Tomando como partida na seleção do clássico destas Divas que impuseram um modelo que sobrevive até hoje no equilíbrio entre a voz,  glamour e sensualidade que são copiados até hoje.

Até pouco tempo atrás as meninas ouriçavam-se ao som das Spicy Girls e hoje, tendo a idade púbere de 13 a 16 anos ouvem Lilly Allen e se encantam com as pin-ups contemporâneas que à décadas, caracteres permeiam os sonhos de garota bela e voluntariosa. E nenhuma consegue chegar aos pés da beleza e da versatilidade das musas de um tempo onde não bastava ser apenas bela, se produzir e emplacar nos hit parades, precisava cantar de verdade, emocionar e fazer tirar lágrimas da platéia.

Vamos pensar numa música para esclarecer: " The boy with the beatle hair" do grupo The Swans, que faz parte da minha única e brilhante coletânea Slow Fizz - "Here come the girls". uma músia que desde os 14 aos 30 qualquer garota de 16 anos, mesmo que ligadas nos plugs tecnológicos da informática, vai ficar pilhada e entretida na poética ritmada da verdadeira fusão de blues com o pop romântico.

 The Blossoms e outras tantas

Levaram a música além de West Coast. Um grupo de backing vocals inaurando a modalidade desde 1954, como the Dreamers. Era Darlene Love que teve seu nome mudado por Phil Spector, executivo da Motown, que durante anos teve no Blossoms seu “Girl’s Group” preferido, com o hit "Zip-A-Dee Doo-Dah". Anos depois, elas ainda animam a tradicional festa de Natal de David Letterman!

E lembrando das backing vocals não deixamos de lado The Ray Connif Singers, The Ray Charles Singers, Johnny Mann Singers e as Sweet Inspiration Singers. Me fiz recordar de Shirelles, de onde apareceu Dione Warnick, mais um dos grandes grupos vocais de moças que deixaram sua marca de batom vermelho na discografia feminina da grande Motown

 

 


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