Quarta Fev 20

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Sisters Of Mercy

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Andrew Eldritch fala ao Mondo Bacana sobre a vinda a Curitiba e o motivo de não lançar mais discos

Eldritch (agora careca), entre Catalyst (de moicano) e Christo (com bem mais cabelo): formação mais duradoura de um Sisters Of Mercy que permanece fazendo música nova e olhando para a frenteTexto por Abonico R. Smith

Fotos: Mark Somai/Divulgação

Bastaram cinco anos apenas. Durante este curto intervalo de tempo, entre 1985 e 1990, foram lançados quatro álbuns – três sob o nome Sisters Of Mercy e um com o “projeto paralelo” Sisterhood. Então, o cantor, compositor e multi-instrumentista Andrew Eldritch inscreveu seu nome na galeria dos grandes heróis do rock britânico no fim do século 20. Desde então, mais quase nenhum outro disco de carreira – a não ser compilações oficiais, uma de singles e outra de greatest hits. Mais nada. Mas a banda ainda está na ativa, viva e esperneando. Fazendo shows e correndo o mundo. Compondo obras novas, ainda inéditas em registros fonográficos oficiais. Rearranjando faixas antigas, com readequações para os dias de hoje e uma formação consolidada, que já dura uma longa década (o maior tempo em que Eldritch permanece ladeado pelos mesmos asseclas), um quarto de tempo de toda a carreira.

Assim pode ser resumida a trajetória sui generis de Eldritch, que desembarca nesta semana no Brasil mais uma vez. Serão três shows em seqüência neste fim de semana. Na sexta, 16 de setembro, em São Paulo, no Tom Brasil. No domingo, 18, no Rio de Janeiro no Vivo Rio. A grande novidade, porém, fica com a inclusão de Curitiba, cidade onde a banda nunca tocara antes. Ensanduichada na agenda, no sábado, 17, a capital paranaense recebe Eldritch, os guitarristas Ben Christo e Chris Catalyst mais a icônica bateria eletrônica Doktor Avalanche (há um bom tempo comandada ao vivo por um técnico atrás de três computadores). O show será no palco da Ópera de Arame e terá a abertura de Relespública e Punkake, duas das mais conceituadas e longevas formações do rock curitibano atual – saiba aqui mais detalhes sobre a gig, que ainda tem ingressos disponíveis.

Por telefone, direto da Alemanha, país onde optou por morar há muitos anos, Eldritch conversou com o Mondo Bacana. Na pauta do bate-papo entraram Donald Trump e a ascensão dos partidos de direita pelo mundo, o vício incurável de Eldritch pelo consumo de informação, sua igual paixão por livros, a recente perda do amigo e companheiro de Sisterhood Alan Vega, a melhor das bebidas sulamericanas, o ineditismo da capital paranaense, a democracia regulando a escolha do repertório de cada show e, claro, os reais motivos que levam à permanência deste longo hiato de lançamentos de gravações oficias do Sisters Of Mercy. Todos estes temas, somados a uma extrema vontade de falar e rir, reforçaram toda uma amabilidade que contrasta com a figura sisuda, sombria e até mesmo antissocial transmitida pela imagem construída nos clipes e fotografias da banda durante o tempo em que esteve atrelada a gravadoras e as engrenagens corporativas do showbiz. Hoje Eldritch já está liberto de quase tudo isso e encara a vida com mais leveza. Inclusive de todos os longos fios de cabelo ostentados em tempos passados. Só continua usando roupa preta e cantando para os seus fãs na penumbra de uma grande fumaça.

PASSAGEM POR CURITIBA

“Não sei muito sobre a cidade, mas já vinham me falando que a gente teria um bom público por aí, que gosta bastante da gente. Até que deu certo de encaixar uma data nesta turnê.”

SET LIST DEMOCRÁTICO

“Nunca sabemos com antecedência o que exatamente iremos tocar em cada show. Temos cerca de quarenta músicas ensaiadas. Horas antes de subir no palco nos reunimos nós três e votamos nas músicas em que estamos com vontade de tocar ou aquelas que têm a ver com o que estamos sentindo no momento. As mais votadas, então, compõem o repertório, que fica em 21 músicas.”

MÚSICAS INÉDITAS

“Sim, estarão presentes nos sets de Curitiba, Rio e São Paulo algumas músicas inéditas da banda, feitas depois de nosso último disco. O Sisters Of Mercy é uma banda que não se prende só ao passado. Continuamos em frente, compondo novidades sempre, de acordo com aquilo que pensamos e sentimos. E vários clássicos chegam modificados, tocados de outro jeito, com novos arranjos.”

NADA DE DISCO NOVO

“Não me empolgo nada com a ideia de um dia voltar a fazer um disco, sequer lançar as músicas na internet. Não compensa. Gravar coisas novas requer um custo, seja em estúdio ou ao vivo durante os shows. Os técnicos envolvidos e os músicos que me acompanham, estas pessoas têm de ter recompensado seu talento e toda a dedicação. E o mercado fonográfico mudou: discos físicos ou digitais não significam mais nada economicamente para o artista. Sem falar na pirataria. Então para quê gastar dinheiro se não haverá retorno? Tenho filhos e família para sustentar aqui na Alemanha. Esta é minha prioridade. E os nossos shows ficam como o jeito dos fãs ouvirem as novidades.

LETRAS LITERÁRIAS

“Os livros, sobretudo os de ficção, me ajudam muito a escrever os versos que eu faço. A literutura é, sempre foi e sempre será uma grande inspiração para mim. Estou sempre acompanhado por livros, lendo até dois ou três títulos ao mesmo tempo.”

ARTE E POLÍTICA

“Claro que se expressar através da música ou da literatura é um grande jeito de combater os pensamentos e ideais perigosos que sempre andam nos rondando por aí. Agora nos últimos anos cada vez, aliás, com o crescimento de uma nova e poderosa direita em vários países da Europa e também em outras partes do mundo. Veja, por exemplo, toda a ascensão que Donald Trump já teve desde o início da corrida presidencial nos Estados Unidos. Ele não só conquistou a vaga de candidato oficial do partido republicano como também existe um sério risco dele ser eleito no fim do ano. E se isso acontecer eu não quero nem ter a ideia do que o mundo pode passar. Então nossas palavras, em verso ou prosa, são muito importantes como uma arma contra tudo isso.”

MEDIA JUNKIE

“Sou um inveterado viciado em informação. Estou sempre checando o noticiário, várias  vezes por dia. Adoro acompanhar, pela internet, tudo o que anda acontecendo pelo mundo. Quero sempre ler e saber mais sobre o que rola por aí. Esta é minha outra paixão, além dos livros. O jornalismo me aproxima da realidade.”

BEBIDAS PREFERIDAS

“Não sou muito de tomar álcool mas quando estou no Brasil, claro, adoro uma caipirinha. Acho uma delícia e por muito tempo ela foi a minha bebida predileta entre todas. Quer saber qual é a favorita agora? Estou com grande predileçãoo pelo pisco sour, que é comum tanto no Chile quanto no Peru. Logo depois que passarmos pelo Brasil, nós iremos a estes dois países. Então, vou aproveitar!”

ALAN VEGA

Trabalhei com ele durante o projeto Sisterhood. Já era seu fã desde os tempos dele no Suicide e também gostava de sua carreira solo. Fiquei muito, muito, muito triste ao saber de sua morte agora em julho. Alan era uma pessoa incrível. Muito doce, divertido e de companhia agradável.”

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