Quarta Fev 20

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Bernardo Bravo – ao vivo

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Curitibano leva aos palcos sua atual sonoridade, marcada por ruídos e temas do Brasil de hoje em dia

Bravo: estética erótica japonesaTexto por Mayara Melo (show) e Livia Lakomy (entrevista)

Fotos de Mayara Melo

Foi na noite de 21 de outubro, na curitibana Cia dos Palhaços, que Bernardo Bravo fez sua segunda apresentação em Curitiba com o show relacionado ao recém-lançado álbum Coyoh. Acompanhado por Caro Pisco (percussão), Denis Mariano (bateria), Du Gomide (guitarra), Marc Olaf (teclado) e Rodrigo Chaves (baixo), ele subiu ao palco iniciando com “Coyoh”, primeira faixa do disco, e já fez boa parte do público se mexer.

Relembrando o processo de criação do disco, o artista foi contando um pouca da história de algumas destas novas músicas e como várias referências pessoais foram sendo colocadas em suas letras.

Na reta final de uma apresentação eletrizante – que apostava em vários ritmos e fazia todo mundo dançar – Bravo atendeu ao pedido do público e tocou “Guria”. Música feita em homenagem aos amigos que não tiram da boca o vocativo tipicamente curitibano, aliás.

“Tora na Delícia” foi o som que fez absolutamente toda a plateia mexer corpo e cantar. Junto. Encerrando o set, “Coração Traíra” fez Bernardo perguntar ao público “quem não se identificava com aquela música”.

Mantendo afiado o repertório do novo álbum – complementado por um ótimo som e a direção das luzes organizadas por Lucas Amado – Bernardo Bravo fez daquela sexta-feira uma verdadeira apresentação de como se firmou de vez na condição de um dos mais encantadores artistas pop da capital paranaense. Em prosa, melodias e arranjos. (MM)

Set List: “Coyoh”, “5 Minutos”, “Verve”, “Desencontro”, “Perdeu a Graça, Fim”, “Pega Paga”, “Distração Letal”, “Gata”, “Guria”, “Tora na Delícia”, “Inquietação”, “Coçadinha” e “Coração Traíra”.

Capa e contracapa do novo álbumBERNARDO BRAVO EM TRÊS TEMPOS

1) DIFERENÇA DA SONORIDADE DOS TRABALHOS ANTERIORES

“Eu sempre ouvi muita música estranha, você lembra quando a gente era criança. Lembro que eu ouvia Garbage, outras coisas que as pessoas não ouviam muito. Então eu sempre assimilei muito tudo isso. Só que eu não reproduzia na música. Eu tinha um pensamento oposto: eu ouvia tanto barulho no mundo que a minha reposta sonora para me acalmar era fazer música calma. Então, eu fazia música calma por que eu compunha de noite, no meu apartamento, na casa dos meus pais, quietinho. Isso me gerava um bem-estar. Agora eu me injuriei de ser calmo, me injuriei de ficar acalmando as pessoas, me injuriei de ser banda de abertura. Soma a isso o barulho que a gente ouve e aí minha cabeça abriu. Comecei a trocar uns links com uns amigos e a entender o rolê ‘johncageiano’, os vazios, os ruídos, saca???”

2) NOME LIGADO À ESTÉTICA JAPONESA DAS ARTES DO SHOW E DO DISCO

“Eu tinha pensado em um ‘Coió’ inicialmente com “i” e “ó” acentuado, mas achei muito pobre. Ou talvez seja outro processo de raciocínio. O nome ‘coió me levou à coisa do Japão, por causa do som “coióóóóóóó”... (risos) E é um coió de “oh” com “h”. Aí me veio essa coisa. O “y” eu achei que gerava um equilíbrio na palavra, porque tem dois “o” e duas consoantes com um perna no meio. A tipografia fica superbalanceada. Esse disco foi muito mais instintivo, a gente nem pré-produziu. Eu fazia uma célula no Garage Band, ficava brincando em cima com a guitarra e ia fazendo a letra junto. Isso quase nunca acontece, mas por isso é uma letra superfluida. Fiz isso em casa e daí joguei pros meninos e cada um gravou separadamente. Eles nunca tinham se conhecido nesse repertório até a semana do primeiro show no Teatro do Paiol. As primeiras ideias que iam surgindo das músicas eram as que eu usava, até pra ficar mais idiota mesmo. Coyoh é intenso e cheio de camadas, traz uma pesquisa da arte erótica japonesa da Shunga, o que se reflete nas letras meio sacanas. Durante a composição, da vontade de refletir o que era imediato em mim. Meu processo foi esse: a primeira ideia que saiu é a ideia que vai ficar. Senão, a gente intelectualiza demais. O trabalho era pra não ser intelectualizado. E para o futuro próximo não vou cortar a unha e aprender a tocar guitarra com palheta. Vou continuar tocando com unha e uma bomba de chimarrão. Sou muito tendência, né? (risos) Identidade até no instrumento. Se precisar de guitarra bonitinha com palheta, tenho o Du Gomide do meu lado. E agora vão rolar turnê, quatro clipes louquíssimos... Vou fazer até passinho de Britney Spears. Furo exclusivo para o Mondo Bacana! E em ‘Coração Traíra’ quero a galera fazendo guerra de corações, jogando bexigas d’àgua uns nos outros, em câmera lenta... (risos) Imagina isso! Pô, Vai ser muito massa. A cena musical curitibana como você nunca viu!”

Ruído das ruas e vibe amor-em-tempos-de-tinder são elementos de Coyoh3) BRASIL CONTEMPORÂNEO

“Acho que antes, no Felixbravo, eu estava mais a fim de trazer pro mundo referências do século passado e retrasado. Era um romântico, parnasiano, colecionava dicionários. Era uma referência consciente de uma época, de tentar trazer pro mundo moderno uma leitura original e nova, mas com aquela beleza lírica. Era uma repostas que me satisfazia artisticamente. Com o Coyoh eu resolvi calar a minha boca e resolvi absorver, e o que eu absorvi foi isso... (risos) Esta contemporaneidade do Brasil de hoje, com o barulho nas ruas, a gritaria no Congresso Federal e a vibe estilo amor-em-tempos-de-Tinder. Isto tudo foi consciente. Eu compus muita coisa lírica no meio do processo, mas deixei tudo na caderno e nem sei o que vai sair disso. Eu só selecionei o que era riff e o que tinha a ver com essa questão de estupidez, sacanagem, vazio. Tudo que vinha com essa energia eu guardei. O mais gostoso é se desconstruir, saca?” (LL)

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