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Machine Head + Sepultura – ao vivo
Escrito por Abonico Sex, 21 de Outubro de 2011 00:55
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Americanos e brasileiros fazem em Curitiba shows opostos em sinceridade e espontaneidade
Texto por Angelo Stroparo
Fotos por André Smirnoff (X-Press On!)
Sábado (15 de outubro) chuvoso em Curitiba, grana sempre curta e, mesmo assim, arrisco em dar as caras num Master Hall onde as atrações principais seriam, respectivamente, Sepultura e Machine Head. Por quê? Bem, na verdade, foram três questões a me abduzirem da cama&coberta para os shows naquela noite.
A primeira delas: “o Sepultura ter se transformado num cover de si mesmo”. Esta é a frase pronta mais batida que ouço nos últimos 15 anos. Teria mesmo? Hummm... É claro que eu queria ver isso de perto. Jamais fora a uma apresentação da banda em formato 100% “pós-Cavalera”. Bem... a segunda, é que depois de tantos anos (comecei a ouvir falar do Sepultura em 1987!) me pergunto se ainda existem fãs (que não os de carteirinha, é claro) de um “auto-cover” por ai!? E a última, por duvidar do Machine Head.
Sepultura no palco, público ansioso. O pau quebra bonito! (no melhor sentido desta contradição, é claro!) "Cover de si mesmo" uma ova!!! Não interessa que eles tocaram canções “das antigas” basicamente. Eu avalio o show e não a qualidade das últimas criações dos caras. Tá...eu sei que existem outras razões para os mineiros serem taxados de "cover de si mesmo". E sei que os últimos álbuns não são lá “grandes coisas”. Não entro no mérito, insisto, mas o indiscutível é que o Sepultura, ao vivo, ainda é muito foda! E chega de blá-blá-blá! ”Ah! Mas no Rock in Rio...”. Não sei! Vi e ouvi pela TV. E pela TV, a história é outra. Sim meus amigos, checar os fatos, sem reservas, é sempre muito recomendado!
Comparar o Sepultura do Max com o de Derrick sempre foi uma besteira. Afinal, quantas vezes uma mudança de formação aperfeiçoou a carreira de alguma banda neste planeta? Chego (quase, vejam bem, quase!) a torcer para que a formação atual da banda consiga uma virada, até mesmo uma reinvenção (e por que não?!), semelhante à protagonizada pela Nação Zumbi no início da década passada.
Wax simulacra descartável
Mas e o Machine Head, hein? Como foi? De um ponto de vista técnico? Bom, apesar das guitarras em volume demasiado, os músicos são competentes e o desempenho foi enérgico, sem dúvida. Mas aquele repertório baseado em canções do novo álbum Unto The Locust (irregular, diga-se de passagem) somado à chatice descomunal de Robb Flynn, ficou cansativo ao extremo e provocou bocejos em grande parte do público (no caso do Sepultura, acredito que ocorreriam bocejos também se eles tivessem escolhido o mesmo caminho do Machine Head).
Quantas vezes uma pessoa pode ser capaz de falar a palavra “fucking” dentro de uns 120 minutos? O líder do Machine Head é capaz de cometer umas 300 repetições pelo menos. Sem contar a demonstração desnecessária de um bizarro cacoete para animador de auditório do cara (em quase todas as músicas, o líder do MH ordenava comandos para a platéia, bem ao estilo Ivete Sangalo). Haja saco! Claro que tinha gente curtindo. Tinha uns que até obedeciam aos tais comandos insistentes de Flynn para bater palmas e cantarolar as canções. Já tinha um figura, inclusive, com o isqueiro aceso!!!
E o que dizer daquele papinho furado de “nunca ter havido uma oportunidade de tocar no Brasil” e de que ele desejou “muito tempo por isso”. Ah! Larga mão! Não vieram antes porque era possível se bancar tocando apenas no agora capenga “primeiro mundo”. Papo furado às 2hs e pouco da madruga??!! Por favor...
O Machine Head, ao vivo, é uma banda fake. Tudo no show dos caras, da introdução ao fechamento, tinha cara de encenação. Até pra fazer um gesto obsceno e bem manjado, o baixista Adam Duce teve que contar o tempo da batera e forjar uma carinha de bad boy. Pelo amor de Deus!!! Frustrante! Tudo que o subestimado Sepultura mostrou em seu show franco e despretensioso, faltou ao MH. Atitude não se adquire com dicas de produtores. Nem se mostra através de muita maquiagem, discurso falso, gestos ensaiados, roupas “pseudo-descoladas” e cabelos escovados... Ok, Robert Flynn?
Se houve momentos bons? A introdução com “Imperium” e o encerramento com ”Davidian”. E tá loco de bom! Depois de tantos anos, o Machine Head não precisava mais aparecer por estas terras. Até nunca mais, se Deus quiser!
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escrito por Ricardo310, 18 de fevereiro de 2012
escrito por Angelo Stroparo, 22 de fevereiro de 2012
...veja bem. Eu não sou e nunca fui um metaleiro, tudo bem? (Velho?, bem...recentemente completei 36 anos de vida...pode ser,... não chego ao ponto da discórdia completa quanto a esta sua observação grosseira...). Não tenho nada contra(e nada à favor, é claro!) idólatras da sua estirpe, pelo contrário. Acredito na liberdade de expressão.
Agora,... quanto ao resto de seu comentário: se você prestar mais uns dois minutinhos (acho que é suficiente, em seu caso) de atenção, meu texto diz “momentos bons”, nunca “Ah!! Que delícia que eles vão tocar as (fiquei enojado ao repetir essa sua ideia capenga de “clássico”)clássicas(!?)” . Não me “amarrei” coisa nenhuma! A síntese do show foi um marasmo sem fim, enfadonho mesmo. Fiquei muito feliz quando acabou e pude, então, ir para minha casa dormir. Ah!, antes que eu me esqueça, o que significa ”novo” para você?, hein??!! Esse novo álbum do Machine Head?!
Que bom que dezembro de 2012 está bem próximo! Adios, infortúnio!!
P.S.: Não, não me desculpo por ter feito uma “crítica negativa” a sua banda do coração, bebê!
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