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The Name
Escrito por Abonico Dom, 04 de Outubro de 2009 01:53
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Trio sorocabano deixa o pós-punk soturno de lado, envereda para o lado groovy e vê a carreira deslanchar
Texto por Abonico R. Smith
Fotos de Stephanie Toth/Divulgação
Quando se fala em banda de pós-punk é normal ficar um pouco com o pé atrás hoje
O The Name sabe muito bem disso. Formado em 2006 (na mesma cidade paulista de Sorocaba que dera ao rock independente nacional das décadas anteriores estandartes como Vzyadoq Moe e Wry) por três amigos que já haviam tocado juntos dez anos antes em uma banda “de adolescência”, o grupo assumiu por completo sua veia musical anglo-saxã e fez sangrar a veia dark em dois discos (um single e um EP) marcados por faixas soturnas, carregadas de arranjos pesados, inclusive os vocais. Contudo, Andy, Molinari e Alves (respectivamente os donos da guitarra, do baixo e da bateria) nunca andaram de preto dos pés à cabeça, muito menos tinham uma certa identificação com a tribo gótica. Até que cruzaram seu caminho com o de uma espécie de “fada-madrinha musical”, que ajudou a transformá-los e os fez ganhar não só uma identidade própria como também desenvolver um novo e irresistível encanto.
“A gente sempre se preocupou mesmo com essa impressão mais sombria que era passada. Nunca quisemos ser góticos, nunca houve a intenção de ter essa imagem”, atesta o também vocalista Andy, também responsável pelas letras e vozes. Então a trinca resolveu dar um passo estratégico e ousado, que se configurou em algo fundamental para a guinada dada pela banda no meio do ano passado. “Como queríamos achar alguém que ajudasse a gente a evoluir, fizemos uma lista de nomes do país inteiro que se dispusessem a nos produzir. O Du Ramos foi o primeiro para quem a gente mandou o material. Como ele já tinha experiência com bandas alternativas brasileiras, tínhamos a esperança que desse certo.”
O tiro, para surpresa até mesmo dos três músicos da cidade paulista de Sorocaba, mostrou-se certeiro até demais. Ramos não só se interessou pelos meninos como ainda mandou sua resposta quase que imediatamente, já propondo parceria. Primeiro, encaminhou os shows da banda para que a Tronco Produções (produtora paulistana, que cuida da agenda de grandes nomes do independente nacional – como Holger, Lulina e Black Drawing Chalks) cuidasse. Depois, incorporou a banda no seu Research Club, seu novo empreendimento. Inspirado por exemplos como o da Warp e a Factory de Tony Wilson, o criador do extinto selo independente Slag, ex-empresário do Cansei de Ser Sexy e ex-label internacional da Trama concebeu o Research Club para cuidar de todo o direcionamento da carreira de uma banda, planejando cada passo de acordo com a necessidade específica do próprio artista. Inclusive servindo de selo, quando necessário.
Rápida ascensão
Os primeiros frutos da parceria entre Name e Du puderam ser notados no início deste ano, quando a banda lançou o segundo EP, Assonance, com influências de grupos mais funky (e bem menos conhecidos por aqui) do pós-punk, como A Certain Ratio, Liquid Liquid e Gang Of Four mas um discípulo mais recente de ambos, o Rapture. “Deixamos as músicas depressivas de antes para embarcar na tendência de cada um de nós. Eu fui para um lado mais pop; os outros dois, para o groove e o percussivo”, comenta.
Produzido pela dobradinha formada por Ramos e o multiinstrumentista Sergio Ugeda (membro de bandas como Diagonal e Debate e um dos cabeças da Tronco), Assonance trouxe um The Name bem mais voltado para as pistas (“Come Out Tonite”, “Can You Dance, Boy?” e a faixa-título) tanto quanto para o pop (“Tenant”, faixa definida pelo próprio Andy como “o lado romântico do trio, com uma letra que fala pura e simplesmente de amor”). Com o EP veio o crescimento da fama no cenário independente nacional. “Tudo começou lá no Goiânia Noise, no final do ano passado. Depois do festival, veio uma exposição tão rápida que deu para assustar”, comenta o vocalista. Além de viajar para tocar em outras cidades e estados brasileiros, a temporada fecha com convites para uma pequena turnê internacional, prevista para o início de 2010, com participação em festivais independentes como o canadense Pop Montreal e o novaiorquino CMJ
Para fechar este segundo semestre o The Name também gravou uma insólita cover, que ainda não chegou a pintar na rede. A música se chama“Just An Illusion” e foi um um grende sucesso de 1982 do grupo Imagination, um trio disco-soul britânico que durou quatro anos na primeira metade da década de 80 (veja aqui o clipe original).
Outra novidade deste final de 2009 será o lançamento do tão aguardado novo single do grupo. “You Want It Back Now” marca a evolução natural de Assonance (não só o EP como também a própria faixa). Leia-se: o som do grupo está ainda mais dançante, com camas eletrônicas recheadas de percussão e guitarra mais suja. “Estamos utilizando ao máximo notebook e pads eletrônicos nos shows, inclusive”. A faixa-título é um desbunde pronto para ser provocado por qualquer DJ mais antenado nas novidades nacionais – ainda mais se for no remix recheado de sintetizadores e assinado pelo DJ Kurc. “A letra fala sobre a noite. Mas mais especificamente sobre a ânsia de viver logo o que se gosta”. Mais autobiográfica impossível...
>> Assista aqui ao clipe da nova música "You Want It Back Now"
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