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Living Colour - Ao vivo
Escrito por Abonico Sáb, 17 de Outubro de 2009 00:28
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Revival dos anos 90 nos palcos brasileiros começa com virtuosismo e hits guardados para o final
Texto por Tanara de Araújo
Fotos de Stephan Solon/Via Funchal
Depois de uma remessa oitentista (A-Ha, Information Society, Pet Shop Boys) nada mais natural que os anos 90 reclamarem seu quinhão nos palcos brasileiros. Em uma temporada que ainda promete o Faith No More e o Jane’s Addiction para novembro, o Living Colour se responsabilizou pela abertura das porteiras. Para divulgar o álbum The Chair In The Doorway — recentemente lançado após cinco anos de limbo — o quarteto de Nova York agendou quatro datas no país. Entre a estreia
Se não conseguiram ensiná-los a ter noções de figurino, os anos só fizeram bem ao virtuosismo dos músicos do Living Colour. O guitar hero Vernon Reid pode até insistir em vestir-se de modo duvidoso — seu paletó xadrez + jeans rasgado + chapéu de caipira + óculos vermelhos era praticamente uma fantasia da “festa do ridículo”. Em compensação, segue inabalável no posto de um dos instrumentistas mais geniais de sua geração. Ao vivo, salta com segurança das execuções fiéis às improvisações sem macular o repertório. A mesma capacidade de gerenciar tais nuances — incluindo aí uma curiosa parceria com discretos sintetizadores — é estendida aos demais integrantes. Doug Wimbish enriquece as canções com linhas de baixo potentes, mas sem excessos de firulas. Corey Glover se dá ao luxo de brincar com os vários níveis de alcance de seu gogó. E Will Calhoun é a tradução em suor, pratos e bumbos da palavra energia — embora, fique claro, isso não justifique quase dez minutos de solo de bateria, com ou sem baquetas de néon.
Encerramento apoteótico
Ao invés de polvilhar a crème de la crème de seu patrimônio ao longo das quase duas horas e meia em cena, o Living Colour revelou a estratégia do final apoteótico. Se um clássico atrás do outro aos trinta do segundo tempo não contribui para uma apresentação mais redonda, é fatal na hora de garantir uma impressão derradeira positiva. E não deu outra. A partir de “Elvis is Dead”, a plateia não só recobrou o ânimo, como seu excesso de adrenalina esparramou-se de volta ao palco. Uma vez reacendidas suas peculiares “cores vivas”, o quarteto rapidamente reverteu uma noite à beira do morno em bailão rock’n’roll. Nesse pacote, incluiu peso extra na sua versão de “Should I Stay Or Should I Go” (do Clash), uma ligeira alteração de condução em “Type” e até uma divertida citação de “Hound Dog” (Elvis Presley) em, claro, “Elvis Is Dead”. Com as pilhas recarregadas, Glover e Wimbish entusiasmaram-se, inclusive, a passear no meio do público.
Ah, sim. Para quem esperou até o final do texto para chiar que o Living Colour não é “anos
Set: “Middle Man”, “Time's Up”, “Go Away”, “Sacred Ground”, “Burned Bridges”, “The Chair”, “Decadance”, “Young Man”, “Method”, “Open Letter (To a Landlord)”, “Bi”, “Papa Was a Rolling Stone”, “Glamour Boys”, “Behind The Sun”, “Bless Those”, “Hard Times”, “Out Of My Mind”, “Elvis is Dead”, “Type”, “Cult of Personality”. Bis: “Love Rears Its Ugly Head”, “Should I Stay Or Should I Go” e “What's Your Favorite Colour”.
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