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Arnaldo Antunes - Ao vivo

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Fortes inspirações sessentistas marcam a nova fase dançante e colorida do cantor

Arnaldo de terninho sixtie e bem coloridoTexto por Bianca Sobieray

Fotos de divulgação (posada) e Fernando Souza (show)

 

Reinventar os anos 60 parece um tamanho clichê – afinal, conhecemos pencas de bandas que se inspiram naqueles tempos para criar música e estilo. Bem, essa regra não se aplica inteiramente quando se fala de Arnaldo Antunes em seu novo trabalho. Cujo título, Iê Iê Iê, soa quase como um pleonasmo.

 

Para começar, é quase impossível encaixá-lo em uma definição comum de música com referências puramente sessentistas. Isso porque outros estilos também são facilmente identificados nas novas canções de Arnaldo, como o surf music, além da forte referência da música pop, que diluiu um pouco a naftalina datada das músicas. Porém, o pop é diferente do que se viu e ouviu com os Tribalistas, apesar de muitas das músicas do novo disco ter sido fruto de parcerias entre Arnaldo e diversos artistas, entre eles Marisa Monte e Carlinhos Brown.

 

No último dia 2 de outubro Arnaldo esteve em Curitiba para apresentar seu show, no Curitiba Master Hall. Sua banda de apoio contava com nomes bastante conhecidos como o ex-guitarrista do Ira! Edgar Scandurra e o baterista Curumin – além de Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo) e Marcel Jeneci (teclados). Todos esses músicos também gravaram os instrumentos no álbum recém-lançado.

 

Antunes e sua banda em CuritibaSintonia no palco 

Ao vivo tudo parece completamente sintonizado, desde o cenário do show (feito de camisetas coloridésimas e de estampas diversas, colocadas uma ao lado da outra, no fundo do palco) até o figurino dos músicos (terninhos a la Beatles – e no caso de Arnaldo, o acréscimo de um Ray Ban Wayfarer). O show começou justamente com a faixa-título do novo álbum, “Iê iê iê“, para colocar todo mundo pra dançar. “Consumado” levantou ainda mais o público que cantava em uníssono a já conhecida faixa de outro trabalho anterior de Antunes, o disco Saiba.

 

Quando chegou o momento de “Meu Coração”, Arnaldo protagonizou um dos pontos altos do show. Desceu do palco e cantou no meio do público, iluminado por uma luz vermelha que remetia a um coração. Logo depois, foi a vez do hit “Sua Menina”.

 

Apesar das várias referências usadas para compor as novas músicas, a maioria segue a vertente dançante e up da nova fase deste quase cinquentão. Logo, ele garante unidade tanto ao álbum quanto ao novo show. E com pouco mais de uma hora e meia de duração, Arnaldo encerrou a apresentação na capital paranaense da mesma forma que começou e se manteve durante todo o show: na maior animação. 


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