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Arnaldo Antunes - Ao vivo
Escrito por Abonico Ter, 06 de Outubro de 2009 00:22
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Fortes inspirações sessentistas marcam a nova fase dançante e colorida do cantor
Texto por Bianca Sobieray
Fotos de divulgação (posada) e Fernando Souza (show)
Reinventar os anos 60 parece um tamanho clichê – afinal, conhecemos pencas de bandas que se inspiram naqueles tempos para criar música e estilo. Bem, essa regra não se aplica inteiramente quando se fala de Arnaldo Antunes em seu novo trabalho. Cujo título, Iê Iê Iê, soa quase como um pleonasmo.
Para começar, é quase impossível encaixá-lo em uma definição comum de música com referências puramente sessentistas. Isso porque outros estilos também são facilmente identificados nas novas canções de Arnaldo, como o surf music, além da forte referência da música pop, que diluiu um pouco a naftalina datada das músicas. Porém, o pop é diferente do que se viu e ouviu com os Tribalistas, apesar de muitas das músicas do novo disco ter sido fruto de parcerias entre Arnaldo e diversos artistas, entre eles Marisa Monte e Carlinhos Brown.
No último dia 2 de outubro Arnaldo esteve em Curitiba para apresentar seu show, no Curitiba Master Hall. Sua banda de apoio contava com nomes bastante conhecidos como o ex-guitarrista do Ira! Edgar Scandurra e o baterista Curumin – além de Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo) e Marcel Jeneci (teclados). Todos esses músicos também gravaram os instrumentos no álbum recém-lançado.
Sintonia no palco
Ao vivo tudo parece completamente sintonizado, desde o cenário do show (feito de camisetas coloridésimas e de estampas diversas, colocadas uma ao lado da outra, no fundo do palco) até o figurino dos músicos (terninhos a
Quando chegou o momento de “Meu Coração”, Arnaldo protagonizou um dos pontos altos do show. Desceu do palco e cantou no meio do público, iluminado por uma luz vermelha que remetia a um coração. Logo depois, foi a vez do hit “Sua Menina”.
Apesar das várias referências usadas para compor as novas músicas, a maioria segue a vertente dançante e up da nova fase deste quase cinquentão. Logo, ele garante unidade tanto ao álbum quanto ao novo show. E com pouco mais de uma hora e meia de duração, Arnaldo encerrou a apresentação na capital paranaense da mesma forma que começou e se manteve durante todo o show: na maior animação.
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