Quarta Fev 20

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Céu – ao vivo

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Show baseado no álbum Tropix traz conceito provocativo e uma cantora menos tímida do que o habitual

Céu trouxe à Ópera de Arame brilho, estilo retrô e um pouco de desibiniçãoTexto por André Mantra (resenha) e Abonico R. Smith (entrevista)

Fotos de Beatriz Ling

Céu sempre traz consigo ao menos duas expectativas em seus shows. A primeira é se ela vai reproduzir no palco aquele som que a cada álbum a mantém relevante no meio musical – para provar que não é apenas teoria ou truque de fonograma. A outra é se vai quebrará o gelo e ficará mais à vontade diante do seu público – a timidez da artista é sempre comentada entre os seus fãs, apesar de todo carisma que carrega ao longo dos anos. Além das respostas a estas questões estarem sempre nas entrelinhas (ou seja, nas suas letras confessionais e cada vez mais contextualizadas no mundo externo), o conceito do novo álbum Tropix acaba por ser a principal entre todas.

Depois de três anos sem aparecer na capital paranaense, quando defendeu o penúltimo trabalho fonográfico autoral, Caravana Sereia Bloom, a Ópera de Arame estava lotada naquela noite de sábado, 12 de novembro de 2016. O local recebeu um público bem equilibrado entre os gêneros – com média de idade entre 25 e 30 anos – e que ficou de pé durante uma hora e meia, ignorando os 1572 assentos disponíveis.

A esta altura da turnê, o espetáculo está mais maduro  O foco principal é Tropix, já que 11 das  18 canções ali executadas são do álbum lançado no primeiro semestre deste ano. Por isto as novidades estavam na ponta da língua de praticamente todo o público ali presente, apesar do apelo que exercem os seus clássicos (sim, já tem música da cantora presente há mais de uma década no mercado fonográfico e no cotidiano do seus fãs). As obras da última safra eram cantadas com energia e o misto de satisfação e sinergia eram flagrantes.

O conceito de Tropix é minimalista para os padrões da cantora, atualmente sem aquelas camadas de guitarras de outrora (quando contava com Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, e Lúcio Maia, da Nação Zumbi), sem DJ e sem percussão entre outros recursos. Os arranjos, que soam mais eletrônico nas gravações de estúdio, ao vivo aproximam mais do rock, apesar do rigor na fidelidade na execução. Aliás, Céu canta cada vez melhor. Reproduz todas as notas, falsetes e oitavas que constam nos registros e não raramente, levantou a plateia curitibana por sua performance vocal.

E a menina também dança. O que se nota é que Tropix é um marco no quesito presença de palco. Sim, esta é uma proposta mais dançante e provocativa. Há o contraste visual da cor preta e o brilhante dos acessórios e roupas que mostram mais do seu corpo, cabelo curto e estilo retrô. Some a isso a ambientação das batidas eletrônicas, bem costuradas com elementos da música brasileira mais tradicional e radiofônica. O resultado da equação faz com que, naturalmente, ela e qualquer pessoa envolvida no show dance ou simplesmente levante de onde está sentada. Mas naquela noite não podemos ignorar o fato que a Ópera de Arame, mesmo sendo um teatro, é praticamente um local a céu aberto e os quase 12 graus ali sentidos eram um verdadeiro estímulo. Céu ainda arriscou-se a sambar. Os novos arranjos para as canções mais antigas no formato que o novo trabalho propõe também obtiveram respostas muito positivas. “Comadi”, “Malemolência” e “Lenda” não fizeram entre as novas “Arrastar-te-ei”, “Amor Pixelado”, “Chico Buarque Song” e “Camadas”.

O formato da apresentação do palco diz muito. A cantora estava ao centro e cercada por quatro músicos. Por trás estavam David Bovee na guitarra e o seu fiel escudeiro, o baixista Lucas Martins. À sua direita, João Leão nos teclados. À esquerda, o batrista Pupillo um dos produtores deste álbum e marido de Céu (e que, na ocasião de apresentação dos músicos fora anunciado como “representante da Nação Zumbi”). Ela, apesar de ser discreta como sempre, não teve dúvidas em pronunciar um “Fora Temer!” durante o refrão de “Sonâmbulo” (que diz ser bom desconfiar dos “bons elementos”). Ainda admitiu sentir frio, falou que a psicodélica Boogarins é a sua banda brasileira entre as mais novas e também demonstrou-se surpresa, positiva com a receptividade calorosa dos curitibanos, que realmente fez a diferença naquela noite.

Fica evidente que, mesmo não constando entre os nomes mais populares em termos de bilheteria, de sua geração Brasil afora é Céu quem realmente dita as cartas em relação às suas colegas de profissão e consegue ainda ser tão relevante quanto surpreendente. Imagine se ela fosse mais desinibida. (AM)

Set List: “Rapsódia Brasilis”, “Perfume do Invisível”, “Arrastar-te-ei”, “Contravento”, “Comadi”, “Amor Pixelado”, “Etílica/Interlúdio”, “Grains de Beauté”, “Cangote”, “Minhas Bics”, “Varanda Suspensa”, “Chico Buarque Song”, “Camadas”, “Malemolência”, “Lenda”, “A Nave Vai”. Bis: “Sangria” e “Sonâmbulo”.

CÉU EM TRÊS TEMPOS

1) NOVO CICLO NA CARREIRA?

“Quando comecei a conceber Tropix passei a rever o que eu já curtia e resolvi sair do universo orgânico dos meus discos anteriores. Daí fechei com a ideia de beats, DJ e bases eletrônicas. Sempre tive um jeito brasileiro de compor, mais quente e malemolente. Faço muita coisa ao piano. Mas agora passei a explorar mais um software chamado Garage Band, que acho muito bacana e inventivo. Também tem a ver com a crueza do dia a dia na cidade de São Paulo. Só que não posso afirmar que Tropix seja o início de um novo ciclo na minha carreira porque não considero este trabalho um rompimento com o que veio antes. Pois eu o fiz de maneira orgânica, sem muitas estratégias na cabeça. Acho que estas coisas irão mostrar no futuro que precisarão umas das outras. Por isso, deixo para o futuro julgar e analisar tudo isso.”

2) A MESMA BANDA DE APOIO EM TODO O DISCO

“Sempre tive grande paixão por este tipo de estúdio. Pupilo e Hervé [Salters, cantor, compositor, produtor e tecladista francês] entenderam rapidamente a minha ideia e ajudaram a copilotar o disco. Já para o baixo chamei o Lucas [Martins, amigo desde os tempos de escola e nome recorrente nos discos e turnês anteriores dela], que já tem uma sintonia natural comigo. E tudo deu liga bem rápido.”

3) MEMÓRIAS AFETIVAS

“Este é o meu jeito de criar. Recorro muito às memórias afetivas. Nestas letras de Tropix tem lembranças da minha infância, coisas da infância de minha filha. Amo cinema também e ele me persegue. Já havia citações a Federico Fellini no álbum anterior, o Caravana Sereia Bloom, e também recebi vários convites para fazer trabalho como atriz, só que nunca topei. Já na questão das sonoridades e timbres, sou uma pesquisadora inveterada e adoro os anos 1980. Usei muito arpeggiator synth em Tropix. A trilha sonora do filme Flashdance também tem muito a ver com o trabalho de colagens que vou misturando enquanto componho.” (ARS)


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