Quarta Fev 20

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André Abujamra – ao vivo

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Sozinho no palco, músico conversa com instrumentos, celebra seus 50 anos e ainda pratica a levitação

André em seu momento levitacionalTexto por Abonico R. Smith

Foto de César Munhoz

Para marcar a chegada ao meio século de vida, André Abujamra preparou um repertório carregado de tons emocionais. Filmou o pai falando algumas frases que depois acabaram sampleadas numa da das novas faixas. Relembrou a mãe, que perdeu recentemente. Fez música que parece criança celebrando a avó e o avô. Três semanas após gravar a participar do velho Abu, precisou também enfrentar o luto por sua morte. E eis que, em homenagem a ele, batizou o novo álbum de O Homem-Bruxa.

Desde que lançou seu quarto disco solo no ano passado, Abu fez poucas apresentações ao vivo com o repertório. E apenas em São Paulo, sua cidade natal e onde voltou a morar depois de breve período de residência em Curitiba. Por isso, nada mais natural que fosse justamente a capital paranaense escolhida para dar o pontapé inicial da turnê nacional que celebra O Homem Bruxa.

Na noite de domingo, 30 de outubro de 2016, ele subiu sozinho ao palco do Teatro Bom Jesus, no centro da cidade. Espalhados ao redor bateria, congas, baixo, teclado, guitarra e violão. O intuito do show é repetir ao vivo o que fizera no estúdio – Abu filho toca e grava todos os instrumentos. Quando se abrem as cortinas, é só ele ali na cara da plateia, acompanhado de recursos que permitem interação com trechos pré-gravados e uma somatória de loops produzidos na hora. Se o álbum é um mergulho celebratório de seus 50 anos de idade, nada mais normal que se divida com o público as várias facetas deste hábil músico. E André já está bastante tarimbado na tarefa de se multiplicar desde os tempos em que integrava a dupla Os Mulheres Negras, quase três décadas atrás. Para ajudar há uma sucessão de vídeos – entre eles o trecho “de despedida” de Antonio Abujamra – e, claro, o uso do comic relief, coisa irrefutável para quem o conhece pessoalmente.

Entre elementos de salsa, reggae dub, rock, pop, hip hop e música eletrônica André vai cantando quase todo o disco novo. Fala e reflete sobre o céu, a vida, o tempo, o seu próprio passado. Pratica pequenas bruxarias(com o auxílio luxuoso de efeitos sonoros e visuais produzidos com a boca e as mãos). conversa frequentemente com instrumentos (ideia de seu filho Pedro, que já assina a codireção do espetáculo aos 12 anos de idade) e brinca com a plateia sempre que pode incluir um caco. Tudo sempre com o objetivo de assumir os erros e fazer deles a graça da vida – sobretudo quando algum instrumento deixa de funcionar repentinamente. No final, dirige-se ao fundo do palco maior de todos seus truques até agora: praticar uns segundos de levitação enquanto as cortinas se fecham.

Através de nove longas faixas – que chegam a ter cinco, seis minutos – e pequenas inserções teatrais, O Homem Bruxa cumpre, em quase uma hora de duração, com méritos sua função de celebrar a vida e a obra de André. E o povo que sentou nas poltronas do Bom Jesus, mesmo não tendo tanta intimidade assim com o novo repertório acompanhou cantando alguns trechos sem a menor dificuldade. Tudo graças à universalidade musical de Abujamra, sempre capaz de fazer canções simples, com melodias pegajosas e letras fáceis sem, contudo, abrir mão da complexidade de pensamentos e referências.

Empolgado por estar se apresentando em Curitiba – coisa que não fazia havia anos – ele deu ainda uma colher de chá e voltou para o palco depois de levitar, o que até agora não havia feito neste espetáculo. Mais descontraído e livre de qualquer roteiro, passou a dialogar somente com sua guitarra. Começou o bis contando sobre seu novo projeto (um espetáculo que reunirá 40 músicos no palco e outros tanto do mundo inteiro) e mostrando uma inédita deste repertório. Pescou duas pérolas de discos solo anteriores (Elevador” e “Imaginação”) e, claro, terminou com sua pièce de résistance dos tempos de Karnak, “A Alma Não Tem Cor”.

Set List: “O Homem Bruxa”, “Mendigo”, “Espelho do Tempo”, “50”, “Mãe Cazu”, “Ovô”, “Rio Quente”, “Magia do Vento”, “Segredos da Levitação”. Bis: “O Mar”, “Imaginação”, “Elevador” e “A Alma Não Tem Cor”.

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