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Planeta Terra 2009 - Ao vivo
Escrito por Abonico Sáb, 07 de Novembro de 2009 18:14
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Iggy & The Stooges, Sonic Youth, Primal Scream e outros shows de rock no parque de diversões
Texto por Abonico R. Smith
Fotos: Terra
Bola dentro: transferir o Planeta Terra deste ano para o Playcenter. Com a estrutura de um parque de diversões – mais a possibilidade de diversão em todos os brinquedos do local – enfim um grande festival brasileiro encontra um local decente para o seu público (e pensar que em Curitiba a Pedreira Paulo Leminski permanece interditada para grande eventos por ação judicial impetrada pelos moradores das redondezas...). Bola fora: manter o mesmo Planeta Terra em dia e horários concomitantes a outro grande festival, também realizado

Macaco Bong O trio de Cuiabá põe mais um festival em seu currículo mostrando que artista é mesmo igual a pedreiro – conforme exclama o título do primeiro álbum. Com muito esforço e trabalho e economizando nas palavras, a banda prova que virtuosismo instrumental e muito peso podem resultar em uma combinação que não cansa e até chega a empolgar durante um show inteiro. Encarando dois desafios distintos – o de abrir o PT às quatro da tarde para pouca gente e o de provar que guitarra, baixo e bateria podem sim ser complementares com cada instrumento traçando um caminho diferente.
Fuja Lurdes Primeira das bandas curitibanas escaladas para o festival. Estes meninos de Curitiba conquistaram o direito após vencer um concurso promovido pela organização do evento na internet. Chegaram com seu visual mauricinho e despejaram um pop rock radiofônico que não sente o menor pudor de repetir fórmulas manjas e bem-sucedidadas. Possuem um grande público na capital paranaense – tanto que superaram todos os outros concorrentes em número de votos – e subiram ao palco do PT já com um contrato assinado com uma grande gravadora (o álbum de estréia foi produzido no estúdio Toca do Bandido, no Rio). Entretanto, para a galera alternativa, o público-alvo deste festival, o FL não deixou muitas saudades não.
Móveis Coloniais de Acaju Apostando na fartura de camisetas coloridas e no repertório do mais recente álbum (C_MPL_TE, considerado um dos melhores lançamentos de 2009), o combo de Brasília botou fogo na platéia em plena tarde de Planeta Terra. Não teve medo de escancarar o set com o seu grande hit “O Tempo” logo de cara, os Móveis ainda mandaram covers e promoveram sua habitual (com)fusão cênico-rítmica. Para quem já está familiarizado com as performances do grupo, nada de muito diferente – embora sempre animador e empolgante.
Ex! A maior incógnita do festival, já que a banda possui pouco tempo de formação, sequer lançou um disco e praticamente não foi comentada pelos formadores de opinião virtuais no território musical brasileiro. Tendo à frente a performance glitter da vocalista Monique Maion (que está lançando seu primeiro álbum solo) e por trás uma cenografia que usa e abusa do néon, esta é mais uma daquelas formações que aplica a fórmula do “rock dançante”. Eletro com guitarras, melodias pop com um certo clima kraut-cabaré (isto é, new wave germânica) e um bom caminho pela frente.
Maximo Park A banda da cidade inglesa de Newcastle upon Tyne é um dos estandartes do renascimento do pós-punk em terras britânicas durante esta década. Já lançou três álbuns e chegou a rivalizar anos atrás com o Rakes durante o hype feito à ascensão de ambos. Chegou ao Brasil com uma pequena base de fãs angariada durante este tempo. Esbanjando simpatia (o vocalista Paul Smith arriscou frases em português do começo ao fim) e energia (não dá para deixar de dançar em várias canções), o MP privilegiou o último disco (Quicken The Heart) e comandou cerca de uma hora do mais delicioso blend de punk, pós-punk, new wave e pop. Curto, seco, básico e sobretudo divertido!
Copacabana Club Eles utilizaram a internet como arma de conquista nacional para sair da capital paranaense e varrer o país como uma das grandes revelações da música pop de 2009. Com apenas um EP virtual e uma formação com tarimbados músicos da cena alternativa curitibana, os Copas hoje são estrelas. E justificam o status em cima do palco. A vocalista Caca V – a única marinheira de primeira viagem da banda – domina o público unindo performance certeira e o visual estrambólico (ambos inspirados pela “ídola” Karen O) e cantando versos que falam de baladas e transpiram sexualidade por todos os poros. Como já era esperado, "Just Do It" foi o ponto alto do show, que fechou as participações nacionais no Planeta Terra deste ano.
Patrick Wolf Ele é ao mesmo tempo uma figura estranha e perturbadora em cima do palco. De visual andrógino e para lá de espalhafatoso (o que era aquele macacão justinho com a Union Jack estilizada nas cores prata e preto?), domina guitarra, teclado, violino e ainda encontra um tempinho para curtir uma de popstar. Musicalmente, propõe um passeio pelo folk, punk, tecnopop e rock, sem deixar a peteca cair. No final, já de cuecão-saiote e asas de anjo, entoou à capela o hino de outro ícone blonde, “Like A Virgin”, levando ao delírio os fãs. Esta espécie de Ney Matogrosso contemporâneo e do lado de cima do Equador só levou o azar de ter sido escalado para o mesmo horário do Primal Scream...
Sonic Youth Para entender o que foram estes noventa minutos de barulho e regozijo é necessário compreender a essência do mais novo álbum do quinteto nova-iorquino. Contando com o luxuoso auxílio de Mark Ibold, emprestado temporariamente do Pavement e devidamente efetivado na formação, o Sonic Youth resoveu fazer um brinde a ele mesmo Metronomy Adversário 1: a forte chuva que caiu depois de horas e horas d emuito calor. Adversário 2: o show impecável e absurdo do Sonic Youth, realizado simultaneamente no outro palco do festival. Mesmo em baita desvantagem, este trio inglês não esmoreceu. Acentuou o lado performático, com um monte de refletores pendurados nos copros dos instrumentistas. E também não fez feio musicalmente. Disparou batidas disco-punk, tecladinhos para lá de new wave, coros de vocais em falsete (seria a escola new rave do Klaxons?) e uma atmosfera pop que surpreendeu muita gente que conheceu o trabalho do Metronomy pelos remixes mais, digamos, “obtusos”. Resumindo, o suficiente para fazer quem ficou do outro lado do Playcenter dançar.
Primal Scream Bobby Gillespie é um gênio do rock. Consegue passear por diversos gêneros e estilos, conseguindo sempre ser contundente e convincente. Pela segunda vez no Brasil, ele mostrou que é mesmo em cima do palco que ele se sempre ainda mais à vontade e poderoso. De novo, o Primal Scream arrasou. Com base no repertório mais recente mostrou que a veia rocker permanece latente e afastou toda e qualquer reminiscência eletrônica que dominou a sonoridade da banda até a metade inicial desta década. E se as músicas dos dois discos mais novos (Riot City Blues e Beautiful Future) funcionaram ao vivo por aqui, foi na hora dos clássicos que tudo pega fogo. A parte final – com direito a seqüência “Movin On Up” (um soul movido a substâncias químicas) e “Rocks” (encarnando o clone mais perfeito de Mick Jagger no auge criativo dos Rolling Stones) – foi matadora. Impossível continuar respirando depois, mesmo com a banda tocando mais música...
N.A.S.A.
Iggy & The Stooges Poder assistir a um show de Iggy Pop é uma experiência e uma benção. Aos 62 anos de idade, ainda inteiraço e em plena forma (depois de todos os abusos e excessos nos quais ele já se meteu), o Camaleão retornou ao Brasil três anos depois com os Stooges para mais um show baseado no repertório dos velhos tempos. Com uma ligeira mudança na formação (que inclui agora um saxofonista e traz James WIlliamson, guitarrista dos tempos do disco Raw Power, substituindo Ron Asheton, falecido no início deste ano) e a mesma veia anárquica de sempre, Iggy é capaz de provocar catarse coletiva em gente de todas as idades e até mesmo gostos musicais. Ele subverte todas as regras de um festival de rock de grandes proporções: se atira no público várias vezes, pratica arremesso e chute à distância com os pedestais, coça o saco despudoradamente e ainda chama uma multidão para subir ao palco para desespero de todos os seguranças (muitos, depreparados para a função, agrediram público e fotógrafos devidamente credenciados). Isso sem falar no figurino habitual: apenas uma calça jeans bem colada ao corpo e de cintura tão baixa que deixa à mostra o cofrinho (aliás, o ídolo sexagenário exala e simula sexo sem parar em sua performance). Por causa da presença de WIlliamson, o foco do repertório aumenta para cima de Raw Power, mas ainda permanecem lá os principais clássicos dos discos anteriores quando a banda era apenas Stooges e E conforme o nível de tensão e excitação vai crescendo, o gozo explode no final com o uníssono de “I Wanna Be Your Dog”. Para o bis ainda têm reservadas “The Passenger” e “Lust For Life”, ambas da definitiva carreira solo engatada logo após Raw Power, quando David Bowie o salvou da sarjeta e revolucionou sua vida pessoal e profissional. Graças à ação de Bowie de três décadas atrás, todos nós podemos nos deliciar com Iggy Pop até hoje.
Ting Tings
- 17/11/2009 17:03 - Babies
- 15/11/2009 20:33 - Virna Lisi
- 15/11/2009 15:29 - Indie Rock Festival – Ao vivo
- 10/11/2009 17:14 - Pin Ups – Ao vivo
- 09/11/2009 23:30 - Maquinária - Ao vivo
- 06/11/2009 21:48 - Faith No More – Ao vivo
- 05/11/2009 19:53 - Julian Casablancas

escrito por juni_nho, 08 de novembro de 2009
escrito por Alessandro, 11 de novembro de 2009
vlw... e abs
escrito por Vanessa Andrade, 11 de novembro de 2009
Excelente lugar, nada melhor do que uma montanha russa entre os shows!!!
Iggy Pop SEM COMENTARIOS: Um Classico Imperdivel!
Alem do Patrick Wolf e Metronomy nao se pode deixar de comentar uma das melhores atracoes : ETIENNE DE CRECY
Sem duvida uma das melhores apresentacoes do Planeta tanto sonora como visual. Estrutura de palco animal!
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