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Julian Casablancas

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Vocalista dos Strokes tenta, sem muito sucesso, fugir do fantasma da banda em seu álbum solo

 

Jules explicita sua paixão pelos sintetizadoresTexto de César Cruz (gentilmente cedido pelo site IndieNation)

Foto: Divulgação

 

Alguns se espantaram quando Julian Casablancas apresentou no MySpace a primeira faixa de seu álbum solo. Sem razão. Embora “11th Dimension” seja um pouco mais radical no uso de sintetizadores, a idéia era a mesma usada em Room On Fire, o segundo e discutido álbum dos Strokes. E Phrazes For The Young (RCA/Sony) é somente aquela mesma idéia, esticada. Sem Fabrizio Moretti, Nikolai Fraiture, Nick Valensi e Albert Hammond Jr, o compositor se sentiu mais à vontade para investir pesado em uma estética mais oitentista. Mas liberdade e inspiração nem sempre vêm acompanhadas.

 

“Out Of Blue”, simbólica, começa o disco trazendo a guitarra típica dos Strokes escondida no meio da confusão eletrônica. Não há como não pensar nos contemporanêos do Yeah Yeah Yeahs e seu álbum mais recente, It's Blitz. Mas, apesar do resultado insatisfatório, a banda liderada por Karen O parece bem mais familiarizada com os artifícios de estúdio. Em certo ponto, “Out Of Blue” chega a aborrecer. E esse não é problema exclusivo desta canção...

 

A aparentemente nova fixação em Human League chega ao máximo já na segunda faixa, “Left & Right In The Dark”. O único aspecto interessante da composição é o uso esperto do fade out. Sim, o ponto alto da faixa é o momento em que diminuem o volume. Isso parece ser um problema, Sr. Casablancas. “11th Dimension”, o primeiro single, deixa o saldo menos negativo com uma melodia que finalmente não aborrece. Pena que aborrecimento seja a única expressão adequada para definir “4 Chords Of Apocalipse”, convictamente antidiversão.

 

“Ludlow St.” abre a segunda metade do álbum com mais ousadia, investindo em estética meio country, meio sintética. E, num problema recorrente, as idéias parecem se sobrepor de uma maneira que torna tudo muito confuso. A bateria eletrônica, descompassada, parece que também se confundiu com a indecisão do líder dos Strokes. As três faixas que encerram o disco repetem os erros cometidos nas anteriores, sem nenhum destaque.

 

Julian Casablancas bem que tentou. Trocou os anos 70 pelos anos 80. Trocou também a frieza habitual por uma abordagem mais emocional em suas letras. Saiu por aí falando do seu novo lado progressivo e da enorme diferença entre trabalhar sozinho e trabalhar com uma banda. Em todos os casos, não foram boas escolhas. Phrazes For The Young, por trás de toneladas de sintetizadores ultrapassados, é só o disco menos interessante dos Strokes.

 


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Comentarios (3)Add Comment
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escrito por juni_nho, 08 de novembro de 2009
esse disco tb me decepcionou, sou fã dos strokes e todas as musicas são um pouco sofriveis, perdeu-se muito o peso sem os meninos dos strokes, o julian parece ta meio perdido no disco...
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escrito por CristianoViteck, 12 de novembro de 2009
Esse disco é uma m***a mesmo. E parece que todo mundo pensa assim...
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escrito por Buh, 16 de novembro de 2009
Beira o insuportável. Lá pela quinta faixa [e olha que são só oito] já dá pra pedir pelo amor de Deus pra parar ¬.¬"

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