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Psicodália 2017 – ao vivo

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Seis dias de isolamento total, seis mil pessoas, dezenas de shows e uma experiência para ficar na alma

Acima, Liniker e os Caramelows; abaixo, os shows de Metá Metá, Céu, Francisco El Hombre e Ney MatogrossoTexto por Mayara Melo

Fotos de Ana Moraes/Moviola

Em sua vigésima edição, O Psicodália conseguiu reunir em 2017 cerca de 6 mil pessoas em sua edição comemorativa de Carnaval. Contando com uma superequipe de produção, pós-produção e organização a chácara Evaristo, situada na cidade catarinense de Rio Negrinho, ficou quase pequena para o tanto de atrações e energia que rolaram naqueles dias compreendidos entre a sexta (24 de fevereiro) e a quarta-feira de cinzas (1 de março).

Foram seis dias com programações intensas, tanto para quem curte se redescobrir e estar em contato com a natureza  como para aqueles que gostam mais de extravasar e mostrarem aquilo que sentem, assim, no ato. Com três palcos e mais 50 atrações como Casa das Máquinas, Cálix, Céu, Liniker e os Caramelows, Cátia de França, Perotá Chingó, Metá Metá, Relespública, Bernardo Bravo, Iconili, Ian Ramil, Black Papa, Confraria da Costa, Orquestra Friorenta, Los Pirañas, Francisco El Hombre, Trombone de Frutas, Di Melo, Central Sistema de Som, Gerson King Combo e vários outras bandas e artistas solo, a produção conseguiu reunir diversidade,  cultura e várias línguas em um só lugar.

Na sexta, primeiro dia, a chegada foi intensa. A fila de carros se estendia até alguns quilômetros antes da portaria, mesmo elas não tendo sido abertas oficialmente. Enquanto se passava pelos carros era possível ouvir e ver pessoas com estilos e personalidades diferentes sendo reunidos em um mesmo espaço por amor a música e ao festival.

As atividades se iniciaram com o show da banda gaúcha Dingo Bells, no Palco Lunar, e a programação se estendeu até o Palco dos Guerreiros para aqueles que realmente resistiram até o último show na madrugada. Tudo para, algumas horas depois, começarem as atrações no Palco Solar e a ordem se repetir de novo.

O Dália, como chamamos carinhosamente o evento, é um lugar onde todos podem se libertar um pouco da vida corrida da cidade. Sem sinal, todos em barracas e convivendo juntos, por dias, se respeitando e compartilhado. É claro que falando assim até parece uma versão de Woodstock, mas o fato é que em um festival como este toda a produção, que ralou meses para tudo acontecer, não foi menos do que excelente. Quando se fala em multidão, normalmente se pensa em caos, mas nesses dias tudo ocorreu perfeitamente ao longo dos vários Wagners que rolaram solto.

O fato é o Psicodália é algo que tem de ser vivido. Eu posso passar dias escrevendo matérias para tentar explicar tudo o que rolou, mas só quem estava lá sabe o que realmente foi estar lá. Ao longo de shows, palestras, filmes, workshops e até tirolesas, ficar durante quase uma semana inteira praticamente em isolamento do mapa nos deixa pensando como a arte envolve as pessoas e que sem presença do caos e do estresse da cidade, ficamos mais leves consigo e com os outros. É mais uma relação de alma e de vivência do que apenas palavras escritas. Cada programação compôe uma pequena parte para que todo o festival aconteça, para que tudo saia nos conformes e se torne impactante o suficiente para querer cada ano mais novidades e experiências para este festival.

 


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