Domingo Nov 18

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Charme Chulo

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Vegetarianismo, política, palavrão, rodeio, sexo: o novo álbum e a banda de um jeito punk nunca visto antes

O novo e revigorado Charme Chulo: muita coisa para ser dita agoraTextos por Abonico R. Smith

Foto: André Jonsson/Divulgação

De um lado, um álbum clássico dos Ratos de Porão. Do outro, outro não menos clássico de Chitãozinho & Xororó. Misturando os dois temos um dos mais aguardados discos do rock brasileiro em 2014. E um dos títulos mais curiosos também.

Crucificados Pelo Sistema Bruto, os integrantes do Charme Chulo garantem, vê a luz do dia no segundo semestre. As gravações já estão agendadas para o mês de maio e, para que isso aconteça, a banda começa agora em março um processo de crowdfunding (mais sobre isso aqui) entre os fãs que já somam cinco anos de espera pelo terceiro álbum da carreira da banda (e o quinto no total, somados o EP inicial e uma experiência ao vivo na extinta Grande Garagem Que Grava). O título, guardado em segredo sob sete chaves e só agora revelado em primeira mão pelo Mondo Bacana, já existe há algum tempo, na verdade. Tudo surgiu como um mero caco, dito sem muita pretensão pelo guitarrista e violeiro Leandro Delmonico em um de seus característicos momentos de humor nos bastidores da banda, antes mesmo do lançamento do álbum anterior, Nova Onda Caipira (2009). O frontman Igor Filus ouviu, gostou e decidiu guardar a expressão para usá-la em ocasião mais apropriada. Que é agora, no início da segunda década de trajetória da banda.

Na verdade, Crucificados Pelo Sistema Bruto reflete o Charme Chulo em sua faceta mais punk, jamais vista até então. Igor e Leandro, os primos fundadores do quarteto, começaram o projeto lá em 2003 decididos a liquidificar dois gêneros musicais que antes ninguém havia pensado em vê-los juntos. Pegaram um tanto da veia caipira da formação pessoal de ambos, como as lembranças da infância no interior paranaense, com modas de viola e discos dos grandes ícones da verdadeira música sertaneja brasileira. Juntaram com as referências sentimentais da adolescência: toda a geração de bandas independentes britânicas que estabeleceram, no começo dos anos 80, um pós-punk pungente, melancólico e muitas vezes até dançante. E agora, o momento é outro: o de reconstrução depois que um período de turbulências quase acabou com a banda.

Quando encerraram os trabalhos do álbum Nova Onda Caipira, no começo de 2012, Leandro e Igor se viram em uma grande encruzilhada emocional. O grupo formado em Curitiba estava morando uma temporada de quase um ano em São Paulo (para poder distribuir melhor as viagens pelo país), mas não estava feliz. A relação custo-benefício acabou quase sendo desastrosa para o equilíbrio emocional. “O lado social pegou muito forte por lá”, dispara Filus, que define o dia-a-dia na capital paulista como algo muito opressor. A dupla também se cansou de apostar na banda de inocente. “A gente já não era nenhuma novidade no segundo disco. Por isso fomos chamados para menos festivais. O Charme Chulo acabou não crescendo muito como banda. E o próprio disco já foi um trabalho multifacetado, feito às pressas, gravado em quatro cidades diferentes”, relembra Delmonico. Então, os parceiros chegaram à conclusão de que precisavam de uma atitude radical. “No rock brasileiro ou você assume um caminho mais enlatado ou opta por seguir uma trilha mais alternativa. A banda só continuou viva porque aceitou a inviabilidade de viver de música autoral”, adiciona o vocalista.

Então o calendário daquele ano passou de uma forma diferente, porém proposital. Marcou apenas quatro shows na agenda da banda, que refez as malas de volta às origens. E origens não apenas geográficas. Novamente estabelecido na capital paranaense (hoje Igor mora e trabalha em Ponta Grossa, cidade próxima a Curitiba), o Charme Chulo preferiu tirar um intervalo para se recompor. Estabeleceu uma nova formação, adicionando novos baixista e baterista (respectivamente Hudson Antunes e Doug Pallets, vindos de bandas underground curitibanas mais recentes), e se propôs a compor novas músicas, coisa que praticamente não acontecia desde antes das gravações de Nova Onda Caipira. “Os dois trouxeram muita paz, liberdade e tranquilidade para a gente”, explicam os primos, “A principal contribuição deles é a cabeça aberta para experimentar, poder trabalhar em um disco maluco”.

É justamente neste ponto que está o grande diferencial para se compreender Crucificados Pelo Sistema Bruto. Se existe uma sigla em português capaz de definir o que será ouvido no próximo álbum, ela é QPEE (explicando: “que porra é essa?” é justamente a melhor tradução em português coloquial para a costumaz interjeição em inglês “what the fuck?”, cujas iniciais viraram arroz de festa nas redes sociais também por aqui). O álbum será composto por cerca de vinte faixas. Algumas recheadas por palavrões e outras que trazem críticas sociais muito mais incisivas que as letras já compostas antes por Leandro e Igor. E eles são taxativos. “Não dá para ser um álbum curto. A gente tem muito a dizer. Vai ser um talagaço só”, explica Leandro. Igor adiciona: “existe sim o risco de alguém não conseguir ouvir tudo de uma vez, mas o mais importante é que a gente lance este disco agora, em um formato muito livre. E a internet hoje dá esta liberdade criativa, da qual a gente não vai abrir mão”. E segundo Leandro, este disco será punk do jeito da banda. “Que é sendo chulo, falar as coisas sem medir as palavras”.

O Charme Chulo diz estar preparado para tudo que virá pela frente depois do lançamento de seu terceiro álbum. Crucificados Pelo Sistema Bruto é arrojado e complexo. Está longe de ser uma obra de fácil digestão na primeira audição e deverá provocar reações de elogios e arroubos emocionados aos comentários ranzinzas de detratores que não entenderem (ou quiserem entender) a proposta do grupo. Diversidade à parte, promete ser presença maciça nas famosas listas de melhores discos de 2014 e um título a ser cultuado com o tempo. Pela ousadia e pela proposta de dar passos à frente sem temer as consequências.

PRIMEIRA MÃO

O Mondo Bacana teve acesso exclusivo ao trabalho de pré-produção das faixas de Crucificados Pelo Sistema Bruto. Conheça agora, antecipadamente e com os comentários da dupla de vocalistas e compositores do Charme Chulo, um pouco de como será este impactante e provavelmente polêmico novo disco. Vale lembrar que abaixo não estão citadas todas as faixas do álbum porque algumas ainda serão finalizadas ou mesmo compostas até as gravações oficiais do mês de maio.

“LEVANTE O VESTIDO”

Faixa resgatada do baú de antiguidades da banda. Mais precisamente da primeira demo, produzida em 2003. “No melhor estilo ‘o amor é uma bosta’. Sexo é uma questão sempre presente na banda. Isso vem da influência saudável de Dalton Trevisan. E a música também tem muito a ver com este álbum. É uma balada irônica e agressiva”. Mas não espere uma embalagem semelhante a “Creep”, hit inicial do Radiohead. “Pode ser que ela apareça em uma ‘versão ópera’. Ou com a sonoridade de karaokê.”

“NINGUÉM MANDOU NASCER JACU”

Composição feita na época do álbum de estreia (2007), mas que até hoje permanecia inédita em gravação. É outro resgate do passado que encontra o ambiente perfeito no universo do novo disco. Os primos prometem um arranjo tendendo para o lado do funk, afinal Curitiba é a terra que já deu ao mundo o Bonde do Rolê e a MC Mayara. Deverá ter “tchus” e “tchas” feitos por Leandro com a boca. Já está sendo tocada nos shows mais recentes do quarteto.

“COISAS DESESPERADORAS DO ROCK’N’ROLL”

O glam de Marc Bolan encontra a vitalidade rocker do Blindagem e ainda se junta ao tom dramático, triste e febril do Belle & Sebastian. “Foi composta em um momento de frustração nossa. Só para ter uma ideia, quando a gente voltou de São Paulo encontrou um cenário estranho em Curitiba, a favor do sistema bruto. Como, por exemplo, o Fabio Elias indo para o lado do sertanejo. A gente prefere viver estas coisas desesperadoras do rock’n’roll.  Então serviu como uma espécie de desabafo, de dedo na cara, uma comunicação de forma mais direta”, justifica Leandro.

“FUZARCA”

Outra das novas faixas que já anda pintando no set list dos shows do grupo. Letra falando de coisas pessoais, nada pesadas. É um bailão, “chulamente” falando. Pode ser que o arranjo definitivo venha com um ar jazzy. “Anos 40, levada rapidinha, na vassourinha”, diz o guitarrista.

“DIA DE MATAR PORCO”

Polca alemã? Música de Oktoberfest? Este libelo a favor do vegetarianismo (Igor e Leandro não comem carne desde a adolescência, aliás) é “a faixa mais chula e brega” do disco, brincam os dois músicos. Será a primeira suíte gravada pelo Charme Chulo, com três músicas diferentes unidas em uma só. A letra conta as histórias do Anselmo e do Toninho. O primeiro é um açougueiro, um cara que já matou mais de mil porcos. O outro representa o trabalhador de um açougue. “É um deprimido existencial, que começa a questionar este ato nazista de matar porco”, dispara o vocalista.

“COM O DIABO NO CORPO”

Riff com influência explícita de Buzzcocks e um tema para lá de atraente, já que hoje existem igrejas que aceitam dízimo no cartão de débito. “Elas estão brutas e crucificadas”, brinca Igor. É uma das músicas novas que promete causar muito burburinho por aí, apesar da banda afirmar ter tido o cuidado de não baixar o nível. “É arte, reflete o que vejo por aí”, complementa o vocalista. E Leandro aproveita a deixa. “E o mercado do padre galã também está em ascensão.”

“PALHAÇO DE RODEIO”

Sua criação foi inspirada por um adesivo contra a matança de animais visto em um carro. “Já temos 30 anos na cara mas nunca tivemos nada a ver com essa merda toda de sertanejo universitário’, essa mania adolescente de ouvir música ruim, se encher de álcool e acabar dizendo que você é um revoltado”, disparam. O guitarrista ainda faz uma referência interessante ao músico, produtor e compositor Piska, falecido em 2011 e mais conhecido por seus trabalhos com a dupla Leandro & Leonardo. “Foi ele quem levou o Iron Maiden para o sertanejo”, lembra. Pedal harmonist que explora a dobra de terças na guitarra. Também remete ao que Bernard Butler fazia no Suede nas primeiras gravações da banda inglesa.

“CARCAÇA SENSACIONAL”

“Volta e meia uma influência de Dalton Trevisan baixa em mim”, brinca o autor desta faixa, Leandro, que dá uma cara meio surf music à viola. “Sabe aquele cara ereto no ônibus atrás da menininha? É isso”, adiciona, com humor. “É o velho tarado. O onanista. O proxeneta”.

“A VIOLA FOI PRO SACO”

Assim como “Fuzarca”, este é um outro “respiro no disco”, segundo define Igor. Bateria puxando para os lados de Vampire Weekend enquanto Leandro insiste em “chupar” (no bom sentido, claro) Almir Sater. Também composta pelo violeiro.

“CAIPIRINHA”

A dupla define esta faixa como “o chulo andando de banana boat na Praia do Leste e explorando as delícias do litoral do Paraná”. Por isso não estranhe: é mesmo o Charme Chulo fazendo um reggae. O título é um trocadilho com o nome da famosa bebida, mas a letra vai para o outro lado, o do caipira “pinga com limão” do interior.

“(É QUE ÀS VEZES) MELHOR É MORAR NA FAZENDA”

Nesta espécie de desabafo simbólico do que o próprio grupo passou recentemente, o tema defendido é o êxodo urbano. Os versos representam todos os pânicos, fobias e ansiedades provocados pelas opressoras metrópoles de hoje. “Ninguém mais aguenta o sistema bruto vigente nas grandes cidades brasileiras”, decreta Leandro. É também a faixa que mais se candidata a grande hit do disco. O arranjo vai crescendo e no meio da música é impossível não se pegar cantando a letra junto com os dois primos.

“VALE A PENA MORRER PELO PROTESTO”

A balada épica do disco. Com inspirações distintas como Oscar Niemeyer, Joy Division, o filme O Clube da Luta e os franciscanos, esta marcha em compasso ternário tem ares medievais e ainda sugere um hino religioso. Só que com um tema cada vez mais atual: a insatisfação com tudo o que acontece ao redor (observação: a música foi composta em abril de 2013, dois meses antes da onda de protestos públicos que varreu as principais cidades brasileiras). Para Filus, estes versos são carregados de nuances existencialistas. “É a necessidade da dor para se sentir vivo”, explica.

“MEU PEITO É UM CAMINHÃO DESGOVERNADO”

Será a mais longa faixa deste álbum, com duração estimada entre nove e dez minutos. Inspiração pura vinda da dupla Leo Canhoto & Robertinho: a letra descreverá uma extensa história que se dividirá entre trechos cantados e falados. Excelente terreno para Leandro Delmonico e Hudson Antunes brincarem com várias vozes e exercitarem a veia de humorista que nem todo mundo imagina que eles têm. “É a música longa para um disco longo”, decreta Igor.

“KARAOKÊ”

A letra mais “nada a ver do disco” em um tema que tem “tudo a ver com o conceito do álbum”. Fala sobre a realização do sonho da banda de encontrar uma música sua em um karaokê.

“EITA!”

“Vamos tentar fazer a reprodução fiel de uma cena que presenciei um certo dia”, revela o guitarrista. “Estava eu em uma lanchonete e lá tinha um músico tocando algo no teclado que era meio salsa, meio bolero. Só que ele havia acabado de começar a tocar, estava meio frio. Aí esbarrou em algo, o som sumiu e ele soltou um ‘eita!’ no microfone. Só que quem estava lá, comendo batata frita com maionese, não estava nem aí com o que estava ouvindo. Só eu estava reparando no cara”, exclama.

“QUEM VAI CARPIR O LOTE?”

Seria inicialmente uma faixa instrumental com influências folk e rockabilly a la Stray Cats e Violent Femmes. Depois ganhou uma letra que gira em torno do universo das redes sociais. "É sobre as pessoas que ficam 'cagando regra', além das boas e velhas ilusões com fotos e atitudes fakes da internet", diz Leandro. "A expressão 'então vai carpir um lote' é muito usada no Facebook quando acham que a pessoa só sabe ficar reclamando".

“MULTI STILLUS”

O momento em que a viola se junta à bateria eletrônica deve ficar guardado para encerrar de forma enigmática um álbum bastante complexo. Inspirados por uma pessoa bem próxima de ambos, Igor e Leandro prestam todas as reverências ao New Order. Letra completamente nonsense, composta depois da melodia. Palavras faladas, misturando idiomas, salpicando referências pop diversas. Segue a tendência new rave, com vocal em falsete. Inusitado sample de berrante. “Sabe aquele dance anos 90, eurodisco que toca muito na vila?”, indica a dupla, ainda com alguns mistérios guardados na manga.

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Comentarios (4)Add Comment
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CRUCIFICADOS PELO SISTEMA BRUTO
escrito por alfredo filus, 07 de março de 2014
ADOREI O TÍTULO DAS MÚSICAS, BEM REGIONALISTA E INTERESSANTE. SERÁ UMA SURPRESA LEGAL, PELA INOVAÇÃO NESTE ÁLBUM, QUE CERTAMENTE FARÁ SUCESSO. PARABÉNS TURMA DO CHARME CHULO PELO TRABALHO GRATIFICANTE DE MUITAS DIAS E NOITES DE SACRIFÍCIO. PODEM CONTAR COMIGO, ABRAÇOS DO FÃ NUMERO 1. ALFREDO FILUS, PAI DO VOCALISTA IGOR.
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...
escrito por Ana Paula Cantagalli, 09 de março de 2014
Adorei conhecer um pouco da história das m´sucias e não vejo a hora de ouvi-las... vocês fazem parte de uma época muito boa na minha vida e pra Maringá no maravilhoso Tribos!
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Ansioso para ouvir o disco
escrito por Bruno Sânder, 07 de setembro de 2014
Estou muito ansioso por ouvir esse disco! A expectativa é grande e, tudo indica, não será frustrada. Essa banda merece toda sorte do mundo para continuar produzindo por muito tempo ainda!
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parabéns piazada!
escrito por Mattar, 04 de outubro de 2014
o disco já é o melhor da história do rock paranaense. ponto.

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