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Radiohead
Escrito por Abonico Seg, 16 de Março de 2009 18:55
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Oito motivos para você não perder o show mais esperado dos últimos anos pelo público brasileiro
Texto de Luiz Alberto Moura
Precisa? Enfim, sendo eu um grande fã da banda (minha tatuagem não me deixa mentir) não precisaria de motivo algum a mais. Esse show é daqueles itens obrigatórios na vida de todo mundo que tem mais de 25 anos e escuta rock decente. Mesmo assim, resolvi enumerar alguns itens que (tentem) convencer aqueles que ainda não se sintam tentados pela banda de Thom Yorke e cia a ir até Rio de Janeiro (20 de março) ou São Paulo (22) ou pelo menos acompanhar à transmissão ao vivo pelo canal de TV por assinatura Multishow.
Esta é a maior e mais importante banda dos últimos vinte anos
Bom, só isso já valeria gastar seus parcos R$ 200 no ingresso. Mas só para situar, desde os Smiths não se via, lá fora, uma banda causar tamanha comoção e agrupar uma horda de seguidores – não se tratam de apenas fãs. Algumas conseguiram por pouco tempo como o Nirvana, que, por motivos óbvios, não foi muito além dos primeiros anos da década de 90. Além disso, eles conseguiram juntar coisas ditas impossíveis como a fúria do punk e a complexidade do rock progressivo.
Ok Computer
Foi a partir do lançamento deste disco, em 1997, que eles saíram do time das bandas ditas “normais” e assumiram um papel de vanguardistas no rock. É daqueles discos que fogem ao padrão “três ou quatro músicas boas” dos lançamentos dos últimos anos. Todas as faixas são significativas: trazem algo novo, original, em arranjos ousados, em uma mistura de rock com algo que a música eletrônica fazia na época (o título do disco é uma alusão à explosão techno daquela época). Figura fácil em qualquer lista dos melhores álbuns de rock de todos os tempos.
Poucas bandas sobreviveram tanto tempo lançando discos tão ousados e diferentes entre si.
Pois é. Depois de Ok Computer ficou no ar (inclusive entre a banda) aquele pensamento de “o que fazer agora?”. O perigo era se repetir e fracassar na tentativa de um “Ok Computer – Volume II”. Então, eles tocaram o foda-se e botaram na praça Kid A e Amnesiac. Um seguido do outro (com espaço de um ano entre eles, pouquíssimo usual hoje em dia) e experimentais até o talo. Tiraram o peso das costas e puderam planejar melhor os discos mais “rock”. Se é que se pode chamar o Radiohead APENAS de rock. Em tempo: Kid A é o álbum mais vendido da banda até hoje.
Johnny Greenwood
O multiinstrumentista dentuço por si só já é uma atração. Para quem gosta de experimentos com guitarras, pedais, teclados e outras parafernálias ele é um prato cheio. Se o Thom Yorke é a alma da banda, o compositor, Greenwood é quem faz a máquina andar. Torta, barulhenta, fora do tempo, mas anda. E muito.
A oportunidade de ver (e ouvir) clássicos do rock contemporâneo
Sabe aquele show que chega ao Brasil com 20 anos ou mais de atraso e no qual você canta “Satisfaction”, “Roxanne” ou “Smoke On The Water” ao lado do seu tio de 50 anos? Pois é, essa é a chance de conferir algumas das músicas mais importantes e emblemáticas de anos recentes como “Idioteque”, “No Surprises” e “Paranoid Android” (esta, uma das melhores de todos os tempos).
Kraftwerk como banda de abertura
Esqueça os Los Hermanos e a horda de fãs insuportáveis da (boa) banda dos barbudos. A coisa é chegar nem assim tão antes, mas o suficiente para ver os alemães do Kraftwerk. Da primeira vez que eles vieram, no Free Jazz de 1999, dividiram o palco com o Massive Attack. Ou seja, os caras costumam pintar por aqui com parceiros de primeiríssimo nível. Vai ser divertido ver (apesar de só restar um da formação original) os germânicos e suas experimentações eletrônicas. Muito do Radiohead vem do Kraftwerk. Logo, é bom reparar no que uma influenciou a outra.
O palco
Não espere algo megalômano tipo Kiss ou Michael Jackson. O Radiohead sabe combinar o som com imagens de uma forma inteligente e nada circense. Tudo muito bem feito, com elegância, feito pra atingir ainda mais quem está assistindo.
Quando eles voltarão?
É bom lembrar que a vinda do Radiohead já foi “prometida e descumprida” milhões de vezes, e se tornou até lenda – um famoso jornalista “cravou” várias vezes que eles viriam ano após ano em um extinto grande festival. Mas não se sabe se o raio vai cair mais vezes no mesmo lugar. Portanto, é melhor não arriscar.
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