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Thee Butchers’ Orchestra – ao vivo

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Pouca presença de público esfria bastante a noite do retorno do trio paulistano ao palcos

Adriano e Marco: juntos novamenteTexto por Samantha Pottmaier e foto por Adriana Komura (originalmente publicados em LineUp Brasil)

Não se sabe se foi o frio, os problemas na divulgação ou se os fãs da banda se intimidaram com o local, o pomposo Cine Joia. Mas o show da banda Thee Butchers’ Orchestra na sexta-feira 18 de maio foi um tanto morno e aquém das expectativas. A casa estava vazia, com apenas cerca de cem pessoas presentes, incluindo staff.

Quem abriu a noite foi a banda paulistana Human Trash, formada por Mari, Mayra e Brother LT. Às 23h em ponto eles esquentaram as guitarras para um pequeno público que só aumentou mesmo quando os Butchers entraram em ação. Com os rostos escondidos por máscaras, os três integrantes tocaram músicas do seu primeiro álbum (It’s Not Human, It’s Human Trash), dividindo o palco com uma mala velha e uma lixeira grandona que faziam as vezes de cenografia e também podiam virar instrumentos bizarros. Fizeram muito barulho por nada. Poucos vibravam e se mexiam ao som ensurdecedor das guitarras enquanto a maioria permanecia estática e um tanto descrente.

O toque final do show foi uma clássica masturbação da guitarra contra a estrutura do palco e seguida pela destruição dos objetos de cena, que foram parar no meio do público. Felizmente era tão pouca gente lá em baixo que ninguém foi atingido por pedaços de latão e um balão de metal que parecia ser bem pesado.

Um pouco atrasados (talvez ainda acreditando que chegariam mais pessoas para vê-los), os Butchers entraram no palco e não fizeram feio. O clima entre eles era descontraído, e antes mesmo de tocar a primeira música já saíram piadinhas internas e a frase “esse é um ensaio público da banda”. Realmente o show pareceu despretensioso como um ensaio, a banda estava entrosada e o som estava bem claro. As músicas variaram bem entre os sete discos da carreira com a velha fórmula em todas: barulho e distorção. Quem procurava esses elementos os encontrou em alto e bom som, mas, avaliando o show como um todo, algo ali não convenceu.

Com a casa vazia, ficou sobrando muito espaço e faltando animação. O teto alto do Joia parecia opressor e até os poucos animados que tentavam se mexer no gargarejo no ritmo eletrizante da banda pareciam um pouco desconfortáveis. Teve até quem saísse do show na metade, não por achar o som da banda ruim, mas pelo clima da apresentação.

O show mostrou que o Thee Butcher’s Orchestra é exatamente o que Adriano Cintra no disse uma semana antes: “é uma banda de bar. Uma banda pra ir embora quando o sol estiver raiando e de ressaca”. A estrutura de palco com as duas guitarras e bateria e o público dessa sexta-feira caberiam numa garagem. Lá, sim, a vibração do som bateria no peito dos fãs os faria pular como as músicas do Butchers merecem ser dançadas.

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