Quarta Fev 20

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Feira Internacional da Música do Sul – Dia 1

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Gaúchos pontuaram a abertura do evento que discute em Curitiba os modelos de negócios musicais

Acima, o gaúcho Ian Ramil recebe a curitibana Juliana Cortes para um dueto; abaixo, pela ordem, o debate sobre cooperativismo musical, a performance interativa da Bandinha Di Dá Dó e os arrasadores do Dingo BellsTexto e fotos* por César Munhoz (com colaboração de Abonico Smith e Leandro Delmonico + mais foto Dingo Bells de Estrela Leminski)

*Acompanhe flashes da Feira no instagram do jornalista (@cesarmunhoz)

Quarta-feira (22.06.2016)

Uma feira de música. Uma feira internacional de música. De música do sul do Brasil. Quatro dias de encontros formais e informais entre músicos e profissionais correlatos no Portão Cultural, em Curitiba. Além da tradicional equação “debates+palestras”, a feira traz showcases (“shows-pílula” de 20 minutos de duração) com alguns dos nomes mais interessantes da região Sul do Brasil. Bem organizado, programação acontecendo sem atrasos, produção geral acima da média quando pensamos em encontros desse tipo.

Um elemento que chamou de cara a atenção foram as rodadas de negócios entre artistas e contratadores de shows/produtores de festivais, durando a tarde toda e funcionando durante todos os dias da feira. Algo como um speed dating pré-agendado. Uma mesa, duas cadeiras e um aperto de mão. Ou não. A sala das rodadas de negócios estava cheia de gente sorridente, o que me faz pensar que houve mais sins do que nãos. O formato formal de fechamento de shows agradou a gente como a Grace Torres, do Grupo Fato, banda seminal da cena paranaense. Artista, acadêmica e profissional atuante também no lado burocrata da vida de musicista, Grace estava com um sorriso no rosto, um sim gigante. Que bom. Muitos sins para a Grace. Sempre.

Nos corredores, gente conversando, tomando café e trocando cartões, discos, e-mail e whatsapp. Outro tipo de rodada de negócios, informal, orgânico, como ilustrou o cantor e compositor Makely Ka, da Cooperativa de Música de Minas Gerais, em sua fala sobre artistas brasileiros tentando tocar em festivais fora do país. “Em uma feira na Galícia, os negócios eram feitos enquanto bebíamos. É importante embebedar as pessoas em uma feira de música. É nesses momentos de descontração que os negócios são fechados”. Fato.

O jeito de fazer negócios foi tema também do debate sobre cooperativismo musical. A mesa começou com Andrea Doris, do SEBRAE, descrevendo o conceito de cooperativa. Conceito que Luis Felipe Gama, da Cooperativa de Música de São Paulo, disse não se aplicar ao mercado da música. “Temos dificuldade em falar com o SEBRAE, porque eles têm a visão de cooperativa de trabalho e produção, que se aplica aos laticínios mas não à produção cultural”. Fato.

Gama revelou que a CMSP surgiu da constatação de que instituições como a OMB, por exemplo, não representam a classe artística do jeito que deveriam e poderiam – combatendo a tendência ao engessamento que esse tipo de organização tende a seguir. Hoje a Cooperativa conta com 2 mil cooperados e realiza, para o benefício e a sanidade deles, os trâmites burocráticos, financeiros e contratuais durante a venda e produção de shows e produtos audiovisuais. Mesmo fazendo tudo isso pelo artista, ele alertou: “é fundamental que o artista acompanhe esses trâmites todos, que conheça o que está sendo feito, que saiba lidar com um contador. Isso evita também que se formem ‘castas de burocratas’ dentro das cooperativas”. Fato.

Mais cedo, no início da tarde, nada mais digno do que falar sobre a perpetuação da música por meio do ensino escolar. Este debate reuniu o fundador e Coordenador do Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP), Felipe Radicetti; a coordenadora de música na secretaria municipal de educação, Tereza Piekarski; e o coordenador do curso de licenciatura em música e professor da PUC-PR, Jorge Falcon. Baseados na aprovação da lei federal n° 11.769/2008, que trata justamente da obrigatoriedade da música nas escolas, os especialistas traçaram um panorama do ensino da música no país, que deu as caras ainda com os primeiros jesuítas do período colonial, evoluiu no império de Dom Pedro I e se viu carente durante o período recente da ditadura militar. Com a criação da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), em 1991, o país voltou a vislumbrar novos caminhos para a educação musical. Para Jorge Falcon, “a música serve de eletricidade para o cérebro e não é à toa que está presente em todas as culturas do planeta”. Fato. E, segundo os debatedores, o grande desafio da atualidade é a implementar a musicalização na rede pública de ensino.

Papo vai, papo vem, o ponto alto do dia ficou mesmo com a música. No palco do Auditório Antonio Carlos Kraide, quarto artistas do Rio Grande do Sul deram as caras. A tarde começou com o violão de Andrea Perrone, que transforma experiências geográficas pessoais em música (Itália, México, Avenida Paulista) e multiplica seus dedos em harmonias, melodias e marcações rítmicas simultâneas em seu único instrumento. Logo depois, um momento de humor e festa com a Bandinha Di Dá Dó, quarteto com um pé no punk rock e outro na tradição da sanfona gauchesca. Depois de improvisos e brincadeiras interativas com a plateia, não há quem não resista à força quase mambembe destes instrumentistas-palhaços. Um dueto visceral e delicado entre o portoalegrense Ian Ramil e a curitibana Juliana Cortes foi o auge do terceiro pequeno concerto do dia. O último acorde rendeu suspiros e aplausos de pé. É a música do sul. O foco do evento. Fato. Aplausos. Mais aplausos para a fulminante performance do Dingo Bells. O quarteto lacrou a noite com muito rock ruidoso, com a boa aparelhagem fazendo todo mundo ouvir e sentir lá no fundo as distorções e o peso do som. Logo após o último acorde, não à tôa, pularam dois contratantes no palco já querendo levar o DB para festivais estrangeiros.


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