Domingo Mai 19

Arquivo

Tom Zé – ao vivo

Atenção, abrir em uma nova janela. ImprimirE-mail
Twittar este Artigo

Baiano mostra no Fito, em Curitiba, que objetos comuns também podem virar bons instrumentos musicais

Tom Zé levou música ao Fito em CuritibaTexto por Vivian Faria

Foto de Dudu Schnaider/Divulgação

“Tom”, gritava parte do público. “Zé”, respondia outra parte. O relógio marcava quase 20h40 – horário previsto na programação para início do último espetáculo da noite de 26 de maio – e, mesmo de dentro de uma das salas do Festival Internacional de Teatro de Objetos, o Fito, já era possível ter noção de que não eram poucos os ‘curitibanos’ que queriam aproveitar a noite de sábado ao som do baiano Antônio José Santana Martins.

Na verdade, a tenda erguida ao lado do MON para abrigar o evento estava lotada e, mesmo com alguns minutos de atraso (possivelmente devido a um pequeno atraso nas peças realizadas nas salas ao lado do palco), logo estavam todos, admiradores e curiosos, entoando o cativante refrão de “Elaeu”, que abriu o show e foi repetida mais tarde a pedido de uma fã.

Tom Zé veio acompanhado de Lauro Léllis (bateria), Jarbas Mariz (cavaquinho, viola 12 cordas, percussão, voz), Cristina Carneiro (teclados, voz), Felipe Alves (baixo, voz) e Renato Léllis (guitarra, voz), e assim que cantou a primeira música anunciou que o show, chamado Música AntiMúsica e apresentado em edições do Fito realizadas em outras cidades, teria de ser adaptado: a plateia pedia algo mais agitado. O que ofereceu ao público foi uma viagem por ritmos e gêneros, sem deixar de lado o propósito central do espetáculo: mostrar que também é possível fazer música com objetos como martelos, capacetes e esmeris. Afinal, se eles podem dar vida às diversas histórias encenadas nos três dias de festival, podem também assumir o papel de instrumentos musicais.

Com a desenvoltura de veterano, Tom Zé conversou com o público o tempo todo, fez rir com piadas – algumas já usadas em ocasiões anteriores – e brincadeiras e mostrou que continua forte no improviso. Quem se desdobra para acompanhar a velocidade do pensamento do senhor de 75 anos é a banda. O resultado é bom e divertido.

Em “Augusta, Angélica e Consolação”, o compositor colocou o guitarrista Renato Léllis para cantar, dizendo que os mais jovens também precisam de espaço. Apenas comentários assim e os pequenos lapsos de memória que o faziam esquecer alguns versos de músicas para lembrar o público que estavam todos diante de um senhor nascido na década de 30. Os pulos, a empolgação e as travessuras eram de criança – entoou “Hein?” vestindo uma calcinha por cima do macacão e seguiu o show com essa calcinha na cabeça.

Tom Zé ainda fez o público cantar e dançar com “Menina, Amanhã de Manhã”, “O Amor é um Rock”, “2001”, “Xique-xique” e “Moeda Falsa”. Em alguns momentos foi prejudicado pela curiosa (porém recorrente) combinação de dois microfones (um headset e um normal), mas nada que não fosse solucionado rapidamente, geralmente com a ajuda do escudeiroJarbas Mariz.

Por ser exatamente aquilo que reza a lenda, Tom Zé roubou a atenção em meio a saca-rolhas e vestidos gigantes. Talvez por isso também ele tenha feito valer o clima de ‘tudo é possível’ que pairava na tenda do festival.


Artigos Relacionados:
Artigos Relacionados - Recentes:
Artigos Relacionados - Antigos:

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
menor | maior

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy

Novos Downloads

Wasabi EP (mb 93) Magaivers
Wasabi EP (mb 93)
Bunch Of Grapes (mb 92) Tangerines And Elephants
Bunch Of Grapes (mb 92)
Two Shots For The Lovers EP (mb 91) Lasttape
Two Shots For The Lovers EP (mb 91)

Videos Recentes

View Video
My God Is The Sun
View Video
I Saw You From The Lifeboat
View Video
No Fim da Ladeira, Entre Vielas Tortuosas
View Video
Keep Your Eyes Peeled
View Video
Bloodshake
View Video
I'd Kill Someone For U Tonight
View Video
Orchards
View Video
Despirocar