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Pélico – ao vivo
Escrito por Abonico Ter, 17 de Julho de 2012 21:42
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Brega mais inteligente de SP esquenta o Teatro do Paiol em gelada noite do inverno curitibano
Texto por André Mantra (Cena Low-Fi)
Foto: Vinicius Grosbelli
Sexta-feira 13, dia mundial do rock, noite fria de julho em Curitiba. Tudo isso em pleno 2012, o ano do “fim do mundo”. O que mais parece enredo para filme “B” (de brega), são apenas meros detalhes que passam bem despercebidos para todos que vão ao Teatro Paiol na terceira edição do projeto Radar – A Nova Música Brasileira nos 40 Anos do Teatro Paiol '' para assistir àquele que é o segundo show do cantor e compositor do paulista Pélico na capital paranaense.
A defender o seu segundo álbum de estúdio, o aclamado Que Isso Fique Entre Nós (2011, YB Music), Pélico entra ao palco na companhia de sua banda que tem músicos experientes tais como Jesus Sanchez (baixo, que também é o produtor do disco), Richard Ribeiro (bateria) e Régis Damasceno (guitarra) – há também a presença do tecladista e pianista joão leão (que substitui Tony Berchman).
O show começa com a canção “Sem Medida”. A cada três músicas executadas, um breve e bem-humorado comentário, entre um copo com água ou conhaque. A atração musical da noite, pode até ser “paulista da gema”, contudo tem biotipo e outras características cênicas no palco ques não distanciariam de um bom artista gaúcho, catarinense ou paranaense. E essa tal “familiaridade” física e performática somada as suas letras e arranjos cativam o público presente ao longo de sua apresentação com 13 músicas e mais o bis da clássica “Não Éramos Tão Assim”.
O set list parece divido em atos. As primeiras canções trazem a ironia, com destaque para as músicas “Não Vou Te Deixar, Por Enquanto” e “Se Você Me Perguntar”. Depois passa para um clima mais tenso, onde a belíssima “O Menino” pontua um grande momento da noite. Logo em seguida, Pélico canta pela primeira vez na noite, a canção “Não Éramos Tão Assim”. Daí em diante, o velho e tão esquecido rock dá o ar da graça com as geniais “Sete Minutos de Solidão”, “Vamo Tentá” e “Recado” levantarando a poeira. Perto do fim do espetáculo, “Naquela Casa” single do seu álbum de estreia (O Último Dia de um Homem Sem Juízo, de 2008) o leva a catarse e uma semiafonia.
Com receio que o público evacue antes do gran finale toca às pressas a bela “Levarei” além do bis já citado neste texto. No final de tudo, o que pode se notar é que deu a maior sorte quem saiu de casa para ver este show: ouviu o brega mais inteligente da cena independente paulista, com um público quente no Teatro Paiol, e se deu ao luxo de voltar para casa e contar a melhor história de uma noite de uma gelada sexta-feira de inverno.| < Anterior | Próximo > |
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