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Heitor e Banda Gentileza
Escrito por Abonico Sáb, 11 de Julho de 2009 23:51
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Sexteto leva os fãs para dentro do estúdio ao transformar gravação de álbum em reality show
Texto de Bianca Sobieray
Fotos de divulgação
Todo mundo está cansado de saber que a internet é uma aliada para as bandas independentes que dispõem de pouco recurso financeiro para gravar, divulgar e se projetar no mercado. Mas, uma novidade, além dos meios mais conhecidos (MySpace, Facebook, Orkut, Blogger, Blogspot) ganhou espaço no dia-a-dia musical: o Twitter. Ele está no top ten dos artistas, que aproveitam do microblog para falar de seus shows, gravações e ações.
O sexteto curitibano Heitor e Banda Gentileza se encaixa entre estas bandas que apostam nos recursos da web 2.0. E recentemente usou de outro meio, ainda não muito comum entre as bandas nacionais: recorreu à transmissão ao vivo, pela internet, para que as pessoas pudessem acompanhar 100% das gravações do primeiro álbum, realizadas durante duas semanas intensas entre os meses de junho e julho. Além de acompanhar em tempo real som e imagem captados em estúdio, os espectadores ainda podiam conversar com os músicos através de chat.
“A ideia surgiu sem querer. Inicialmente a gente iria escrever no Twitter cada coisa que fosse acontecendo dentro do estúdio. Mas a Pamela Leme, da Alavanca, nos convidou para fazer um diário de bordo de nossas gravações que iria ao ar no site da agência. Já estávamos felizes com esta proposta. De última hora, ela sugeriu que a gente transmitisse online tudo o que acontecia durante as gravações”, conta o vocalista e multi-instrumentista Heitor Humberto.
Passatempo interativo
Apesar de inicialmente um pouco reticente com, com essa "invasão", o combo embarcou na ideia. E o que antes era algo hesitante para eles, acabou se transformando, logo de cara, em uma experiência única e prazerosa. “Desde o início já gostamos disso. As pessoas conversavam ao vivo conosco pelo chat, faziam perguntas. Além de ter causado boa repercussão, serviu também como um ótimo passatempo durante os momentos mais monótonos”, afirma.
A interação com os espectadores tornou-se inevitável. Logo que um dos músicos aparecia em frente à câmera, no chat, as pessoas se manifestavam comentado sobre o que acontecia no estúdio, sobre as músicas e, muitas vezes, até sobre o cabelo dos integrantes. “A experiência foi bem positiva. É o tipo de coisa que, se outra banda fizesse, com certeza a gente assistiria. Tanto por causa da repercussão quanto pela interatividade. Teve gente que nem conhecíamos mas que entrava todo dia para assistir. Isso criou um vínculo com o nosso público, algo essencial para qualquer artista. Tínhamos feedbacks instantâneos, conversávamos com quem assistia. Essa proximidade foi muito bacana”.
Além de ouvir as músicas e “conversar” com os integrantes, também era possível escutar os conselhos de Plínio Profeta, produtor do disco. Falando nisso, foi possível acompanhar a evolução de todo o período de gravação com as sugestões dele. “Percebemos que fizemos a escolha certa ao chamar o Plínio. Ele entendeu muito bem a nossa proposta, sacou as nossas referências, deu ideias e dicas que achamos muito pertinentes. A maioria das músicas teve um detalhe ou outro alterado. Alguns trechos ele pediu para serem eliminados ou então trocados por coisas diferentes. Essas mudanças causaram estranhamento no início, mas aos poucos percebemos uma significativa melhora nas faixas. Elas ficaram mais fluidas”, conta.
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sucesso para a banda e muito boa a parada do reality show.
Leonardo Brunelli . Produtor musical de Porto Alegre
www.casaeletrica.com.br