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Cat Power - Ao vivo
Escrito por Abonico Seg, 20 de Julho de 2009 18:46
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Chan Marshall desfila repertório de covers em celebração intimista com seus fãs
Texto de Tiago Agostini
Foto de Sergio Oliveira
A penumbra que tomou conta da Arena HSBC quando as luzes se apagaram dava pistas de como seria o show da noite deste sábado, 18 de julho. Apostando em um repertório de covers, como no recentes discos Jukebox e no EP Dark End Of The Street, Cat Power apresentou um espetáculo intimista, quebrando e deixando ainda mais lentas suas canções.
Iluminada por luzes fracas e com uma vela em cima do piano e um incenso em cima do amplificador do baixo, ela parecia fazer um show para si mesmo em diversos momentos. Sussurando ao microfone com sua voz doce, pouco arriscava agudos mais difíceis. Dançando timidamente sobre o palco, andava lentamente por ele, se fixando nos cantos por boa parte do show, muitas vezes contraída enquanto cantava, em um exercício de interpretação intenso. Nas partes instrumentais, chegava a dar as costas ao público e apreciar a excelência de sua banda de apoio, a Dirty Delta Blues, como que em um show particular.
A postura da platéia surpreendeu ao acompanhar o ritmo do show. Confortavelmente acomodado em cadeiras, o público pouco cantou as músicas e mesmo os aplausos ao fim das canções pareciam tímidos. A não ser nos grandes momentos, como na dobradinha “The Greatest” e “Lived In Bars”, lindas encadeadas normalmente no show, e em “Sea of Love”, a ovação foi maior. Mesmo assim, um clima de respeito e reverência parecia reinar no local.
Certo é que o show, que se encaminhava bem, em um ritmo lento porém agradável, teve uma queda quando Chan Marshall (seu nome verdadeiro) saiu do palco e apenas o tecladista e o baixista ficaram fazendo uma introdução interminável e psicodélica para “Blue” (cover de Joni Mitchell). De volta ao palco após quase cinco minutos, a cantora manteve a mesma postura esquiva, sem conseguir envolver a plateia como um todo. O bis prolongado também ajudou a deixar o sentimento de tédio um pouco presente.
Nada que pareça ter incomodado a americana ou seus fãs mais ardorosos, entretanto. Ao final do show, nos últimos acordes de “Angelitos Negros”, Cat Power voltou com flores e papéis para distribuir ao público. Uma multidão de mãos, inclusive com discos da cantora, tomou conta da beira do palco e Chan ali permaneceu por mais de cinco minutos, autografando, tocando cada um, como que em uma celebração. Mostraava o quão satisfeita estava com a apresentação. Já o show foi irregular, porém também belo e intenso.
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escrito por karen, 20 de julho de 2009
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