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Wandula
Escrito por Abonico Seg, 19 de Janeiro de 2009 22:49
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Grupo celebra dez anos de vida e passa a se aproximar da música brasileira

Texto de Bianca Sobieray
Fotos de Diego Cagnato (banda) e Fernando Souza (show)
Ao chegar à casa de número 187, uma construção antiga já adiantava um pouco do que lá dentro encontraria. O forte cheiro de cera que vinha dos tacos de madeira do piso se misturava a uma atmosfera quase surreal. Passando por um extenso corredor, um feixe de luz vazava pela porta do último cômodo da casa. Ouvia-se também alguns acordes de violão e um cicio de pratos de bateria. Ali estavam cinco dos integrantes do Wandula.
E a frase "rotular é limitar" nunca se encaixou tão bem para um grupo musical quanto para eles. O número de integrantes já é um pequeno indício da diversidade sonora presente no conjunto. Em 2009 eles completam dez anos de carreira com algumas mudanças pelo caminho. O que começou como um trio, formado por Marcelo Torrone, Edith de Camargo e o violonista Cláudio Pimentel, tornou-se, hoje, um sexteto que às vezes se expande para septeto. Com três CDs lançados, a mudança na formação aconteceu para o lançamento do último CD em 2007 (álbum duplo, aliás, porque o Wandula não gravava em estúdio desde 2003 e acumulava uma grande quantidade de composições).
Mudou também a sonoridade
Além do crescimento da banda, cresceu também o público, mesmo tocando pouco fora de Curitiba. “Fomos algumas vezes para São Paulo e Florianópolis e ainda fizemos uma miniturnê na Suíça, mas na maioria das vezes que tocamos foi aqui mesmo na cidade”, conta a vocalista e multi-instrumentista Edith de Camargo.
O som peculiar deve-se às referências de cada integrante. “Na maioria das vezes as composições partem de mim e da Edith, mas nós apenas mostramos o caminho. Daí se dá a preciosidade do Wandula. Encaixamos as referências de cada um nas músicas. São ingredientes diferentes que se completam”, conta Torrone. Tanto que Denis toca em uma banda de samba-rock, Felipe desenvolve um trabalho com música eletrônica, Edith desenvolve um projeto solo com canções francesas, Torrone segue o estilo minimalista em seus trabalhos individuais, Branco toca também na banda Bad Folks e Rafael aposta nos pedais de sua guitarra para criar texturas diferenciadas para as músicas instrumentais do ruído/mm.
Nuances brasileiras
Nesta década de carreira, o grupo conquistou público e imprensa, sempre com ótimas críticas sobre banda. O estilo dos ouvintes e admiradores do Wandula é variado, talvez pela diversidade de elementos sonoros, com canções que vão de atmosferas intimistas, beirando um cabaret, à sofisticação de músicas minimalistas. “Eu acho que um termômetro bom de reconhecimento da banda é quando tocamos em bares, por termos um som mais intimista que, teoricamente, não daria certo nesses locais. A gente consegue, de uma forma ou de outra, impor um silêncio na platéia quando estamos tocando. Eu mesmo não sei se ficaria tão quieto”, conta Denis, junto a uma risada geral. Outro termômetro de reconhecimento foi a apresentação do grupo no lançamento do último CD, realizado no Teatro do Sesc da Esquina. Foi preciso fazer um show extra, já que os ingressos para o espetáculo esgotaram muito antes do imaginado, formando uma enorme fila em frente às bilheterias do teatro.
O grupo agora inicia uma nova etapa, por conta de um projeto com músicas da brasileira Nara Leão. “Isso nasceu através de um convite do Sesc, para homenagearmos a cantora em um show junto com o Sergio Loroza, em outubro do ano passado. É um novo momento, pois até então não éramos muito brasileiros, por causa da sonoridade. Agora podemos fazer esse link com a música brasileira”, explica Torrone. Neste ano eles também pretendem iniciar novas composições para um próximo disco, ainda sem data marcada para nascer. Além disso, o grupo pretende tocar mais fora da cidade, e apresentar o Wandula para todo o Brasil.

Dando continuidade ao projeto James Sessions, organizado pela produtora curitibana Maamute, quem se apresentou na última quinta-feira (15.janeiro) foi justamente o Wandula. Apesar das músicas tranquilas, era impossível não se pegar batendo o pé e balançando a cabeça no ritmo das canções. A teoria do baixista se confirmou. Foi impressionante, em um ambiente como o James, bar de indie rock normalmente agitado, como o público acalmou-se para ouvir a banda. As dezoito músicas apresentadas foram um mix das canções do último álbum com três de Nara Leão (“Amazonas”, "Tu Verras... Tu Verras" e “Opinião”) e “Ederlezi”, música popular cantada por ciganos da ex-Iugoslávia para comemorar o retorno da primavera.
Abrindo o set, “So Many Moons II”, serviu para a banda dar uma amostra de sua sonoridade. Sem letra (é apenas instrumental) também veio para quebrar o clima de pista que tomava conta do local até pouco antes, quando a discotecagem estava
Da metade para o final, Edith trocou de lugar com Torrone em algumas músicas – ele assumiu a dobradinha acordeon-escaleta; ela, o teclado. Numa sintonia perfeita, baixista e baterista formaram uma cozinha divertida de se ver e ouvir, dando, junto com o violão de 12 cordas, uma parede sonora interessante para deixar livres os efeitos da guitarra e as intervenções da dupla fundadora – Edith, em alguns momentos, chegou até a simular um trompete com a própria voz. Para o bis ficou reservado um dos grandes sucessos da banda, "Sad Days", onde um dos elementos com mais destaque no arranjo são os efeitos da guitarra.
No fim do show, o gosto de quero mais foi um pouco saciado por mais alguns discos sorteados e a certeza de que a passagem de dez anos não envelheceu o som da banda - apenas deixou-o ainda mais encantador.
- 01/02/2009 23:47 - Stella-Viva
- 31/01/2009 12:16 - Little Joy
- 26/01/2009 00:15 - ruído/mm
- 21/01/2009 17:13 - Elton John - ao vivo
- 19/01/2009 20:44 - Curitiba vai ao Inferno
- 15/01/2009 16:57 - Pato Fu - ao vivo
- 13/01/2009 20:38 - Stooges
- 13/01/2009 16:18 - Sabonetes

escrito por Branco, José Carlos, 07 de fevereiro de 2009
Só peço para arrumerem meu nome, por favor.
Obrigado.
JC branco.
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Espero que não tenha sido uma piada da parte de vocês, mas como estavam com o nosso release, como podem ter errado meu nome?
José Carlos Branco.