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Elton John - ao vivo
Escrito por Abonico Qua, 21 de Janeiro de 2009 17:13
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Ancorado em seus maiores hits, cantor mostra no Brasil como se faz um competente e enxuto megashow de rock
Fotos de Ginga Fotos/In Press Porter Novelli/Divulgação Ele voltou ao Brasil trazendo uma turnê feita de encomenda para a grande maioria de seus fãs. Afinal, como faria qualquer outro rockstar de seu tamanho e importância, o grosso do repertório acabou sendoextraído de seu período áureo. Leia-se, neste caso, os primeiros anos da década de 70, quando emplacava hit atrás de hit nas paradas mundiais e lotava estádios tocando com muito brilho e cores, óculos e chapéus enormes e fantasias absurdas de sua coleção (incluindo uma de Pato Donald).
Primeiro pela banda de apoio, discreta (ao contrário de seus fraques), enxuta e formada apenas cinco músicos, todos inclusive responsáveis pelos backings (coisa que não é muito comum em megaespetáculos) que maquiam e suportam a voz principal naqueles momentos mais estratégicos. O baterista Nigel Olsson, que acompanha Elton desde o primeiro álbum, gravado 40 anos atrás, é a peça principal dos arranjos que procuram reproduzir com o máximo de fidelidade possível (incluindo aí harmônicas e cordas sintetizadas) os arranjos originais. Depois, pelo próprio set, que deixou de fora bem poucos dos maiores sucessos de Sir Reginald Dwight em seu início de carreira. Hits estes, aliás, que eram “interpretados” por imagens em um único telão luminoso no fundo do palco...
Texto de Abonico R. Smith
O que se viu no Anhembi (SP, 17 de janeiro) e na Praça da Apoteose (RJ, 19 de janeiro) foi um Elton John com a veia rocker pulsante, como muitos dos brasileiros sequer desconfiavam que já existiu um dia. Apesar da voz de hoje estar bem distante daqueles agudos e potência de outrora e daquele senhor sentado ao piano de cauda ser capaz de dar declarações absurdas contra a música eletrônica e a favor da “extinção da internet”, o Elton John que voltou a se apresentar no país catorze anos depois comandou um concerto de rock de altíssima qualidade.
Nestas duas noites, Elton foi dos poderosos rockões arrasa-quarteirões (“Crocodile Rock”, “The Bitch Is Back”, “Saturday Night´s Alright For Fighting”) às doces baladas (“Tiny Dancer”, “Goodbye Yellow Brick Road”, “Daniel”, “Don´t Let The Sun Go Down On Me”, “Rocket Man”) e ainda reservou espaço para os grooves irresistíveis de “Bennie and The Jets”, “Honky Cat”, “Philadelphia Freedom” (aqui foi o encontro do artista com o auge da disco music). O melhor de sua carreira a partir dos anos 80 também não foi esquecido. “Sad Songs”, “Sacrifice”, “I´m Still Standing” e “I Guess Why They Call It The Blues” relembraram de leve um período não muito feliz em sua vida – foi nessa época em que tentou casar sem sucesso com uma mulher, perdeu-se em meio às mesmas drogas e álcool que abominava até anos antes e reeditou poucas vezes em popularidade e criatividade seu período áureo.
Sucesso por sucesso, não faltaram no set as três canções mais conhecidas de Elton pelos brasileiros. “Candle In The Wind”, que bateu todos os recordes de vendagem depois que o britânico homenageou sua amiga Diana em seu funeral, voltou ser cantada por ele
Sem pataquadas, discursos demagogos, luzes e telões de última tecnologia, camisas da seleção brasileira ou bandeira do nosso país. Assim foi a nova passagem de Elton John pelo solo brasileiro. E uma grande prova de que para se fazer um megaconcerto de rock não é necessário ter mais do que uma sucessão de ótimas músicas apresentada de forma competente.
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