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Soulfly – ao vivo

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Banda estreia no Rio em show apeteótico, com a reunião de quatro Cavaleras no palco do Circo Voador

Set passeou pela carreira de MaxTexto por Bruno Eduardo e fotos de Adriana Vieira (originalmente publicados em Portal RockPress)

Para os roqueiros já saturados do clima de carnaval que rondava a cidade, nada mais apropriado que um show de rock com muita distorção – ainda mais se tratando de uma banda que nunca tinha vindo ao Rio de Janeiro. Pulverizando qualquer tipo de confete agarrado no cabelo, o público, devidamente fantasiado com as roupas pretas estampadas com logotipos de bandas (principalmente do Sepultura), foi chegando de forma bem tímida ao Circo Voador no domingo pós-carnaval (26 de fevereiro).

Antes do Soulfly, o Painside (banda brasileira) não teve um público tão grande à sua frente. O que não intimidou o bom vocalista Sevens (com influências claras de Bruce Dickinson), que tentou agitar de todas as formas a galera que se encontrava no “gargarejo”. Mesmo com um show curto, eles agradaram com uma apresentação correta.

Mantendo a tradição “Sepulnation”, uma bandeira do Brasil foi estendida de forma frontal em cima de um amplificador. E aos gritos de “Soulfly”, o grupo que já coleciona sete álbuns em sua discografia subiu ao palco optando por uma releitura da carreira de seu bandleader. “Bleed”, primeiro sucesso do Soulfly, ficou de fora do repertório. E muito pouco foi apresentado do novo trabalho, que será lançado em março. Mesmo assim, ninguém em sã consciência iria sair reclamando. O show foi apoteótico.

Com uma pontualidade a se dar como exemplo, a “pancadaria” começou com “Rise Of The Fallen” do último disco, Omen, lançado em 2010. Após passar por “Primitive”, foi iniciado o carnaval Sepultura. Em sequência matadora, vieram “Refuse/Resist” e “Territory”. Além de “Porrada” e um solo de bateria bem tramado. Dividido em partes, o set list retomou a carreira Soulfly – quando o público cantou junto “No Hope/No Fear”.

“Vamos tocar umas coisas velhas agora”, afirmou Max, antes de mais uma sequência nostálgica que trouxe a casa abaixo. “Arise” e “Dead Embrionic Cells”, em uma dobradinha genial e seguida de “Innerself”, remeteram aos primórdios de sua ex-banda. Tudo executado de forma viril e emocionante. Na bateria, o corpo franzino de Zyon (filho de Max Cavalera) enganou os desavisados. Muita gente pensou que a inclusão dele na banda seria apenas um tapaburaco ou então uma incrível jogada de marketing. Mas todos tiveram de tirar o chapéu para o moleque. Com apenas 18 anos de idade, tocou como gente grande e segurou a pressão com viradas enérgicas e ousadas.

Já na parte final da apresentação, o grande destaque do show: Max convidou seus outros dois filhos para cantar com ele a música “Revengeance”, que estará presente no próximo disco do Soulfly. Sendo assim, tivemos no palco quatro Cavaleras e um registro histórico. Motivados pelo vocalista, o público ainda aproveitou “Troops Of Doom” para uma grande roda punk. Então, “Roots” caiu sobre eles. Coube então ao novato Zyon o papel de fechar a apresentação com um moshpit digno. No fim das contas, todos voltaram para casa com o ouvido zumbindo, mas felizes pela certeza de que enfim, as marchinhas de carnaval deram lugar aos riffs de guitarra.

Set List: “Intro”, “Rise Of The Fallen”, “Prophecy”, “Back To Primitive”, “Dowstroy”, “Seek N’ Strike, “Refuse/Resist”, “Territory”, “Porrada”, solo de bateria, “Tribe”, “No Hope = No Fear”, “Bring It”, “Arise/Dead Embrionic Cells”, “Troops Of Doom”, “Innerself”, “No”, “Attitude”, “Revengeance”, “Roots Bloody Roots”, “Jumpdafuckup/Eye For An Eye”.