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Radiohead
Escrito por Abonico Sáb, 19 de Fevereiro de 2011 23:44
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Novo álbum The King Of Limbs deixa as guitarras de lado e aposta em texturas, detalhes e climas
Foto: Divulgação Fãs do Radiohead não podem reclamar da semana que passou. Até o último domingo, 13 de fevereiro de 2011, tudo que podiam fazer era especular sobre o próximo disco da banda, sem saber quando ele viria (o último álbum, In Rainbows, fora lançado em 2007). Na segunda-feira veio o anúncio da data de lançamento de The King Of Limbs (o título faz referência a uma das árvores mais antigas da Europa), para dali apenas cinco dias. Uma espera curta, mas que se tornou ainda menor quando a banda resolveu disponibilizar as músicas para download com um dia de antecedência, surpreendendo mesmo os fãs e críticos que já se acostumaram às surpresas do quinteto. Além do disco, foi lançado também o clipe para “Lotus Flower” (assista aqui). Uma escolha natural para ser o single da banda (se é que um grupo como o Radiohead escreve e lança singles de um modo convencional...) pela hipnotizante batida e a linha de baixo. O vídeo em branco e preto mostra Thom Yorke dançando (ou o equivalente à dança no mundo de Yorke) em frente a um fundo minimalista. Oitavo álbum da banda, The King Of Limbs é também o mais curto, com 37 minutos de música divididos em oito faixas produzidas por Nigel Godrich – considerado por muitos como o “sexto membro” da banda. Mas se engana quem acha que a curta duração é um reflexo da qualidade das canções. O Radiohead não é um grupo para ser apreciado em uma única audição e quem acompanha a banda já sabe que precisa de tempo e disposição para descobrir as composições de Yorke e companhia. O novo trabalho não é diferente, cheio de texturas e detalhes. Se não inova como os clássicos Ok, Computer e Kid A, também não desaponta. É mais um álbum sólido na discografia. O disco se constrói sobre batidas quase hipnóticas e efeitos, como em “Morning Mr. Magpie” e na já citada “Lotus Flower”. Já em “Codex” e “Give Up The Ghost”, instrumentos como o piano e violão são mais perceptíveis, mas ainda com a função de sugerir um clima, não dominá-lo. Não há muitas guitarras para se ouvir em TKOL, diferentemente de In Rainbows. Solos e distorções são deixados de lado, mas Jonny Greenwood e Ed O’Brien, mesmo em segundo plano, ajudam a criar um efeito atmosférico. O falsete de Yorke, no entanto, continua firme e forte. Ou melhor, frágil e inocente, sugerindo novos sentidos para suas letras crípticas embaladas em nuances eletrônicas. TKOL termina com a faixa “Separator”, uma dos destaques do álbum, com Yorke cantando “if you think this is over, you’re wrong”. Conhecendo a banda, é de se esperar que as surpresas do novo disco não parem mesmo por ali e continuem aparecendo a cada ouvida.... P.S.: Se o Radiohead inovou em 2007 ao lançar In Rainbows também para download gratuito na internet, desta vez prefere o método tradicional de cobrar por seu produto, sem deixar livre ao ouvinte o valor que este quer pagar pelo disco. Para aqueles que ainda se apegam à versão física dos discos, o lançamento do CD de The King Of Limbs está programado para 28 de março. Também está prevista para 9 de maio uma edição especial contendo dois vinis, o compact disc e a arte para o disco.
Texto por Lívia Lakomy
- 07/03/2011 00:40 - LCD Soundsystem – ao vivo
- 02/03/2011 00:59 - Kate Nash - ao vivo
- 01/03/2011 00:48 - Paramore – ao vivo
- 15/02/2011 00:06 - Beady Eye
- 01/02/2011 14:48 - M/E/C/A Festival – ao vivo

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