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Kate Nash - ao vivo
Escrito por Abonico Qua, 02 de Março de 2011 00:59
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Meiguice extrema do público e canção não prevista no set marcam show da britânica em São Paulo
Texto de Lizandra Pronin (gentilmente cedido pelo site Território da Música)
Foto de Nat Rodrigues
Com 50 minutos de atraso e um coraçãozinho pintado no rosto, a cantora inglesa Kate Nash deu início a um barulhento show na noite de sexta-feira, 25 de fevereiro, em São Paulo. Antes disso, a cantora havia passeado pela lateral do palco arrancando gritinhos da platéia que quase encheu o HSBC Brasil para vê-la em toda sua estética alternativa e um tanto esquisita. Desconhecidos do público, os músicos que a acompanham passeavam pela pista antes do show. Kate adentrou o palco precedida por sua banda e com um figurino esvoaçante de roupas sobrepostas fez um brinde aos fãs munida de uma taça e uma garrafa de champagne. Além do espumante e de alguns copinhos d'água, a britânica mandou ver numa bebida de cor vermelha – que parecia Campari – durante praticamente toda a apresentação. O show já começou ruidoso, com "I Just Love You More", canção do segundo álbum. Os gritos esganiçados se misturam às guitarras, enquanto baixo e bateria conferiam o peso necessário à canção mais punk da cantora. Depois Kate foi para o teclado e mandou um "Hi São Paulo". Era a vez de "Do-Wah-Doo". O teclado de Kate Nash foi estrategicamente colocado à frente do palco e coberto com um tecido contendo lâmpadas costuradas que ficavam acesas quando o piano/teclado era usado. Tudo bem 'alternativo'. Ao término da canção, mais conversa com a platéia: "E aí galera?", ao que os fãs responderam com gritos, assovios e coraçõezinhos feitos com ambas as mãos. Muito meigo. "Mouthwash" veio na sequência e também trouxe Kate no teclado. Os músicos servem apenas de acompanhamento para a cantora, que é, sem dúvida, o prato principal. Eles ficam fazendo seu trabalho, no fundo do palco, praticamente sem nenhuma iluminação que os destaque. A exceção foi o inusitado e breve solo de baixo no final de "Foundations" que trouxe o músico para a luz da ribalta. Fazendo pose de riot grrl, mas sempre com sorrisos retribuídos pelos coraçõezinhos dos fãs, Kate encantou o público. Seu charme se completa com um carregado sotaque londrino. Se revezando entre a guitarra e o teclado, Kate mesclou músicas de seus dois álbuns. "I Hate Seagulls" foi o momento mais calmo do show e "I've Got a Secret" foi dedicada a "todos os gays". Nem "Mansion Song", com seu longo discurso explícito, ficou de fora. "Mariela" ficou tão acelerada que foi difícil cantar o "ever-ever-ever-ever" junto com Kate. E até "We Get On", que não estava programada, entrou no repertório. Os fãs já haviam pedido a canção e Kate declinou dizendo que não se lembrava de como cantá-la. Mais tarde, os pedidos se intensificaram. Um tanto envergonhada, mas sem saída, a cantora começou a dedilhar, sem acompanhamento da banda, a canção não ensaiada. Kate errou a letra, errou as notas. Mas isso não foi um problema, porque o público cantou para que ela se lembrasse. A situação deixou a moça embaraçada, embora visivelmente emocionada. Enérgico, o show durou 1h40, aproximadamente, com direito a uma pausa seguida do indefectível bis, para o qual Nash entrou enrolada na bandeira brasileira vestindo embaixo desta uma camiseta que ganhou de um fã. "The Nicest Thing" e "Kiss That Grrrl" encerraram a estridente noite e a cantora agradeceu ao público de pé... em cima do piano!
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