Quarta Fev 20

Warning: Division by zero in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 637

Warning: Division by zero in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 638

Warning: imagecreatetruecolor() [function.imagecreatetruecolor]: Invalid image dimensions in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 701

Warning: imageantialias(): supplied argument is not a valid Image resource in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 702

Warning: imagecopyresampled(): supplied argument is not a valid Image resource in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 703

Warning: imagejpeg(): supplied argument is not a valid Image resource in /home/storage/d/82/5a/mondobacana1/public_html/plugins/content/extranews.php on line 704

Arquivo

Courtney Barnett + Edward Sharpe And The Magnetic Zeros – ao vivo

Atenção, abrir em uma nova janela. ImprimirE-mail
Twittar este Artigo

Atrasos homéricos para o início dos shows e duas ótimas performances

Courtney Barnett trouxe à Audio Club sua sonoridade de veia ninetieTexto por Gustavo Sumares e fotos de Fabricio Vianna (originalmente publicados em Move That Jukebox)

Eu cheguei na Audio Club (SP) umas 19h30, cedo o suficiente pra escapar da chuvona que caiu naquela quarta, 16 de novembro de 2016. Nesse horário, ainda tinha pouca gente no espaço, o que fazia sentido, já que o show estava marcado para começar às 21h. O pessoal estava todo sentadinho no chão perto do palco, mas eu queria ver se não tinha nada para fazer para passar o tempo enquanto o show não começava.

Às vezes os espaços dedicados a shows e festivais, prevendo que as pessoas chegarão com antecedência e precisarão esperar, oferecem algumas coisas pra ajudar a distrair. Não era o caso da Audio naquele dia. E se você quisesse beber ou comer algo, ia ter que gastar quinze fucking reais numa latinha de Heineken ou vinte reais na porção de fritas mais miserável que você já viu na vida. Felizmente eu tinha jantado já, então fiquei sentado lá perto do palco com o pessoal por um bom tempo.

Durante a espera, ficava tocando música nos alto-falantes da casa. Que música? Bixiga 70, Wilco, Libertines, Ratatat e… bom, não muito mais que isso. Tudo bem que o Lucio Ribeiro quisesse valorizar as bandas que haviam tocado no mês passado no Popload Festival, mas é sacanagem deixar a galera uma hora e meia esperando ouvindo só isso. Ah, tinha também o jingle da Heineken, patrocinadora do evento, que a cada 15 minutos mais ou menos tocava umas cinco vezes seguidas (talvez pra tentar convencer os presentes de que R$ 15 era um preço aceitável para uma lata de cerveja).

Então quando deu 21h, eu já conhecia bem a discografia do Bixiga 70 e já tinha decorado o jingle da Heineken e me sentia pronto pra ver o show da Courtney Barnett. Mas atrasou. Dez minutos. Vinte minutos. O jingle da Heineken tocou mais umas 20 vezes até que alguma alma boa simplesmente tirou o som. E pouco depois tiraram também o telão que ocupava metade do palco para mostrar propaganda da Heineken, indicando que, com meia hora de atraso, o show da Courtney ia começar.

A moça australiana é uma das melhores herdeiras do rock noventista e ela e seu trio fizeram uma performance que foi uma longa comprovação disso. Ela, seu baixista e seu baterista já subiram no palco estourando com uma faixa do primeiro disco da cantora e fizeram apenas uma breve pausa antes de dar sequência com “Debbie Downer”. Essa última era do Sometimes I Sit And Think And Sometimes I Just Sit, seu aclamado álbum de 2015, que respondeu pela grande maioria do set list.

Barnett só parava rapidinho entre as músicas para dizer “thank you” e só fez uma fala mais esticadinha pra dizer que estava feliz de estar em São Paulo (ela parecia mesmo!). O baixista também fazia backing vocals e eu fiquei com a impressão de que a galera do som da Audio não foi muito com a cara dele, porque tanto o instrumento quanto a voz dele estavam apagadíssimos. Por conta disso, algumas das faixas que dependem mais da linha de baixo, como “An Illustration Of Loneliness (Sleepless In New York)” acabaram sofrendo um pouco. A sorte é que Barnett segura bem demais na guitarra e não deixou a vibe do show baixar nem por um segundo.

Todas as principais faixas de seu último álbum apareceram, como “Dead Fox”, “Elevator Operator” e “Pedestrian At Best”. Ao vivo, as letras prosaicas e divertidas da cantora acabam sumindo um pouco, mas a pegada dela na guitarra compensa. “Small Poppies” foi a maior prova disso e foi também o auge do show. Todas as faixas eram acompanhadas de ilustrações e luzes no fundo do palco e a dessa era a mais legal: uma floresta habitada por um monstro estranho. Conforme a faixa ia lentamente crescendo por seus sete minutos, o monstro ficava vermelho e as luzes piscavam freneticamente ao som do solo de guitarra da australiana. Uma performance inesquecível.

Pouco depois veio a fofa “Depreston”. A galera não só sabia (e cantou) a letra inteirinha como também honrou o clima acendendo e levantando alguns isqueiros durante a faixa. Também marcaram presença a nova “Three Packs A Day” e “Avant Gardener”, uma das melhores do álbum de estreia. Durante essa última, uma moça ficou correndo pelo palco fuçando nos pedais de Barnett, indicando que algo tinha dado ruim. Mas felizmente nada de mais grave aconteceu e a banda já emendou “Kim’s Caravan”, quando Barnett encarnou a roqueirona e fez um solo barulhento ajoelhada de frente ao retorno. Logo depois, o trio fechou com chave de ouro um show que só não foi melhor porque não durou mais, tocando “Nobody Really Cares if You Don’t Go To The Party”.

Alex Ebert à frente de sua orquestra indie folk de nome compridoOutra grande espera

Assim que Courtney saiu do palco, o telão com a propaganda da Heineken voltou, extinguindo imediatamente esperanças de um bis. Pareceu uma decisão até compreensível, já que o show havia atrasado e tinha outra banda pra tocar. E se eu dei a impressão que fiquei chateado com o atraso, não foi à toa: como boa parte do público, eu estava dependendo de metrô naquele dia e se o show do Edward Sharpe And The Magnetic Zeros (marcado para começar às 22h30) atrasasse muito isso significava que eu ia perdê-lo. Me consolou pensar que provavelmente o atraso do primeiro show tinha sido só para acertar algo no som e que o show seguinte começaria logo em seguida.

Engano meu. Enquanto eu ouvia pela centésima vez as mesmas faixas do Bixiga 70 e do Wilco (e pela milionésima vez o jingle da Heineken), fiquei vendo o tempo passar sem que nada acontecesse. Uma grossa cortina preta desceu diante do palco e detrás dela dava pra ouvir os músicos passando o som. Como o show da Courtney tinha atrasado meia hora, me pareceu razoável imaginar que o seguinte também atrasaria meia hora e começaria 23h. Mas deu 23h, 23h10, 23h20 e nada de Edward Sharpe. Não havia muito o que fazer, de modo que eu fiquei uns 20 minutos simplesmente sentado num canto sem fazer nada quando me cansei de passear pela Audio.

Eis que, com uma hora de atraso, eles subiram ao palco, para delírio de uma plateia de fãs cansados de esperar. Atrás da cortina preta estava uma verdadeira orquestra indie folk, com violões, guitarras, baterias, baixo, percussões, teclados e até mesmo um órgão. O carismático frontman do conjunto já chegou no palco perguntando o que as pessoas queriam ouvir – eles não fazem set list e vão tocando o show ao sabor da plateia. Eu não conhecia a primeira música, que navegou agradavelmente por vários andamentos e climas familiares a quem já ouviu Mumford & Sons ou semelhantes.

Impressionantemente, a banda foi emendando uma música na outra sem muitas pausas aparentes. Quando o vocalista Alex Ebert chegava perto da plateia, todo mundo se empolgava – o cara realmente sabe comandar um show. A última coisa de que eu me lembro é da banda saindo surpreendentemente de uma música mais melancólica para um alegre cover de “Instant Karma” do John Lennon. Isso antes de eu precisar sair correndo para ainda pegar o metrô aberto.

Eu queria muito ter visto o resto do show – ou pelo menos ter ficado o suficiente para vê-los cantarem “Home”, quem sabe – mas lamentavelmente, o povo que estava de metrô parece não ter sido prioridade para a organização do evento. E não foi nem de longe a primeira vez que os shows por lá atrasam – na dobradinha da Julia Holter e do Ibeyi o rolê foi parecido. Talvez a Audio Club e o Popload simplesmente querem que a gente se acostume com o fato de que os shows por lá vão atrasar mesmo, sem satisfação nenhuma e ponto.

Felizmente, porém, Courtney Barnett e sua banda tocaram demaissss! O show dela foi muito legal, e eu duvido muito que haja sequer um fã que não tenha ficado plenamente satisfeito. Se o do Edward Sharpe And The Magnetic Zeros foi tão bom quanto (e eu só tenho motivos para acreditar que foi!), eu perdi muita coisa. As bandas, até onde eu vi, merecem nota 10 pela sua performance. A organização, por outro lado, merece um 4.

Set List Courtney Barnett: “History Eraser”, “Debbie Downer”, “An Illustration Of Loneliness (Sleepless IN New York)”, “Elevator Operator”, “Small Poppies”, “Dead Fox”, “Depreston”, “Pedestrian At Best”, “Three Packs A Day”, “Avant Gardener”, “Kim’s Caravan” e “Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party”.

Set List Edward Sharpe And The Magnetic Zeros: “Man On Fire”, “Janglin’”, “Wake Up The Sun”, “40 Day Dream”, “Truth”, “I Don’t Wanna Pray”, “Motion Animal”, “Up From Below”, “If I Were Free”, “Simplest Love”, “Home” e “Om Nashi Me”.


Artigos Relacionados:
Artigos Relacionados - Recentes:
Artigos Relacionados - Antigos:

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
menor | maior

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy

Novos Downloads

Vanilla Dreams (mb extra) Punkake
Vanilla Dreams (mb extra)
Wasabi EP (mb 93) Magaivers
Wasabi EP (mb 93)
Bunch Of Grapes (mb 92) Tangerines And Elephants
Bunch Of Grapes (mb 92)

Videos Recentes

View Video
Jack Is Only Happy When She's Up On The Stage
View Video
Arisen My Senses
View Video
When You Die
View Video
Não Fui Eu
View Video
Already Gone
View Video
E o Meu Peito Mais Aberto que o Mar da Bahia
View Video
Palmeiras ao Vento
View Video
Inocente