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Brollies & Apples
Escrito por Abonico Sex, 07 de Agosto de 2009 00:31
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Dois casais apaixonados por guitarras e pistas de dança e um grupo que vai dar o que falar
Texto de Abonico R. Smith
Fotos de Caroline Bittencourt/Divulgação
Supergrupo do indie nacional? Suruba entre casais? Nova aventura de velhos conhecidos da cena cultural recente do país? Cruzamento entre a força guitarras pesadas e a farra das batidas eletrônicas? Brollies & Apples é tudo isso e muito mais, aliás.
Tarde de quarta-feira
Brollies & Apples ainda não tem nem um ano na vida de seus integrantes, contudo já coleciona muitas histórias antes mesmo do primeiro show da carreira. Vai desde a criação da banda até a composição a oito mãos via skype e MP3 trocados entre dois estados brasileiros, passando pelo batismo inusitado, o diálogo da nova identidade com o “passado” dos quatro.
“Tudo começou no fim do ano passado, quando Bianca foi para Porto Alegre para ser a mestre-de-cerimônias de uma premiação da Nickelodeon”, lembra Rodrigo, referindo-se ao canal por assinatura onde a esposa trabalhava como apresentadora antes de migrar para a Play TV. “A Carol foi convidada para apresentar uma das categorias daí houve uma identificação imediata. Em janeiro, elas se reencontraram, agora junto com nós dois, em uma casa de show de Camden,
Força filosófica
Um casal já era meio íntimo das batidas e pistas de dança – Carol também atua como DJ de eletrorock na noite porto-alegrense e Chernobyl, além de comandar picapes noturnas e da longa carreira com o Comunidade NinJitsu, é um conceituado produtor de música eletrônica (seu trabalho mais famoso é o trabalho de estreia do Bonde do Rolê). O outro, mais afeito às guitarras – Rodrigo e Bianca fazem parte da história recente do indie rock carioca; já lançaram dois álbuns com o Leela e antes disso faziam parte do Pólux, sempre comandando as seis cordas. Fredi ainda cuidou das edições, finalizações e mixagens.
Estava pronto e formatado o “casamento” entre os casais. Depois de muitas trocas de idéias e rascunhos musicais pela internet, a nova banda foi tomando cara. “A gente só quis fazer algo para se divertir. De pretensão mesmo, nenhuma. Aliás, teve só uma. Fazer um trabalho em que pudéssemos tocar fora do país. Pô, afinal eu sou inglês. Nasci na Inglaterra, mas vim para o Brasil ainda bem pequeno. Tenho passaporte europeu mas até o ano passado nunca havia sequer voltado a Londres”, explica Rodrigo, que ainda tem ascendência irlandesa e cujo primeiro sobrenome é, de fato, O´Reilly.
Nas letras em inglês, Carol – que é escritora e já lançou dois livros de crônicas e contos – procura equilibrar o lado fun (festa, diversão) com uma temática bem pessoal, com muitas tintas filosóficas e vários questionamentos. “Gosto muito de colocar este contraste existencial. É minha vida total ali, um reflexo da minha personalidade. E eu também sinto que tem uma coisa de energia feminina muito presente nos versos que eu escrevo”, comenta a morena gaúcha.
Por sinal, o fato de ser do Rio Grande do Sul já denota toda a força verborrágica e sentimental de Carol. Basta lembrar que também vieram de lá nomes como Clarah Averbuck, Caio Fernando Abreu e Luís Fernando Veríssimo, por exemplo. “Rented Dreams”, a primeira faixa disponibilizada pelo quarteto na internet, é um bom exemplo disso. “É um pensamento sobre a eternidade e principalmente sobre a fugacidade. O refrão diz que é mais fácil viver de sonhos alugados do que encarar de frente a realidade da vida, que pode ser dura”.
Banheira e limusine
As músicas “Not My Fault” (mais puxada para a veia eletro de Carol e Fredi) e “Rented Dreams” (mais pop e repleto de guitarras, tendendo mais para o lado dos O´Reilly) foram as escolhidas para dar o start up na banda. Para isso, os quatro – na companhia do cineasta carioca Bruno Safadi – se mandaram para Punta Del Este, no Uruguai, onde a letrista costuma ir de vem
O hotel em que o B&A se hospedou acabou entrando na onda e disponibilizou tudo o que era preciso para as locações: lobby, piscina, cassino, suíte presidencial. “Nós realmente estávamos todos bêbados ali naquelas cenas da banheira”, dispara Carol, fazendo referência aos momentos mais picantes de “Rented Dreams”. A farra foi além. Os quatro viraram a noite e no dia seguinte embarcaram em uma limusine para fazer de “Not My Fault” uma interpretação literal da letra (segundo ela, uma “brincadeira de mulher metida a besta”). Dentro do extenso automóvel, entre guitarras e teclados, os maridos são meros coadjuvantes das diabruras comandadas pela dupla feminina.
Resumindo: os clipes “gêmeos” exalam sexualidade por todos os poros, o que os torna um terreno bem perigoso para quem estiver com os hormônios à flor da pele. “Não é aquela coisa de casal nhém-nhém-nhém”, ironiza Carol. “É algo bem mais provocante. Inclusive para a Bianca, que está lidando com uma sensualidade mais adulta, já que ela estava mais acostumada com um público de menos idade”.
Por falar nesta assunto, Carol acha o máximo quando se fala na faixa etária do B&A (os integrantes possuem entre 29 e 34 anos). “Estamos todos em uma idade óóótima. Não cometemos mais os mesmos erros de antes e ainda não temos mais taaanta dúvida sobre o que se quer da vida.”
>>Veja aqui os videoclipes das músicas "Rented Dreams" e "Not My Fault"
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escrito por china, 08 de agosto de 2009
escrito por Amanda, 09 de agosto de 2009
escrito por lolly, 11 de agosto de 2009
Fico ofendido tb como gaucho, e amante da literatura, que o autor do texto tenha usado nomes de brilhantes autores gauchos como Caio Fernando Abreu e Luís Fernando Veríssimo, numa comparaçao completamente infeliz aos textos pobres da " filosofa" integrante da banda carol. Aqui no sul ela nao engana ninguem, baita patricinha provinciana, se achando a pessoa mais hype (adjetivo ridiculo), intensa e inteligente do planeta. Odeio pseudo-intelectuais.
Acho que esta mais do q na hora da midia dar espaço a trabalhos que tenham real comprometimento artistico. Tanta gente talentosa no Brasil e que nao recebe um decimo do espaço dedicado a quem paga jabah ou vende soh uma imagem e nao oferece nada em termos de conteudo cultural.
escrito por Lúcia, 11 de agosto de 2009
Vi o show deles no Vegas e achei do c*****o! Som muito bom, pista cheia.
Pena que não consegui ingresso para segunda, no Studio SP
escrito por Luiza, 12 de agosto de 2009
Bandinha oportunista feita exatamente no formato q a MTV (órfã da CSS) tah procurando... daih ficam tentendo nos fazer engolir essas porcarias sem nenhuma criatividade, tipo Copacabana Club.
Eeeeeewwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww
escrito por Géssica, 15 de agosto de 2009
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