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Mallu Magalhães

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Mallu: inocência de menina e começo de carreira com pé direito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Recente febre dos internautas ávidos pelos novos rumos do rock, Mallu Magalhães finalmente pisou em solo curitibano. Nem a fila e nem o tempo feio foram empecilhos para que a casa que abrigou a jovem na última sexta-feira atingisse rapidamente sua lotação [400 ingressos vendidos e muita gente desolada no lado de fora]. Muito bem recepcionada pelo público curitibano, ela convenceu os ouvidos de quem esperava pela promessa de um antigo folk, na voz e na juventude de uma moça de 15 anos.

O Sabonetes abriu a noite e sobe ao palco com a força de uma banda segura da qualidade sonora que produz. Sem dúvida, é uma das maiores promessas da cena local, as músicas conquistam facilmente o pacato público curitibano. Guitarras simples, vocal limpo e batida dançante: o indie rock dos rapazes agrada quem confia na nova safra alternativa que Curitiba tem mostrado ser capaz de gerar.
Não é para menos. Após mais de três anos com diversos shows de covers, o Sabonetes mostra ao público o entrosamento de quatro músicos que souberam utilizar influências das bandas que tocavam para criar sua própria identidade. Espertos, os rapazes aproveitaram o ensejo para lançar nesta noite especial o EP Descontrolada, já disponível para download no MySpace da banda. Palmas especiais, aliás, para a nova versão de "Quando ela tira o vestido".

Quinze anos. A idade é visível pela aparência, mas não pelo que Mallu Magalhães proporcionou aos ouvidos atentos dos que lá estavam por ela. A voz suave cantou em inglês um som já conhecido, que perpassa o tempo ao se mostrar muito bem reciclado em canções como "Tchubaruba" e "Don't You Look Back".

Créditos inegáveis à moça pela escolha dos músicos que a acompanhavam e tornaram o palco cada vez menor para tanta "novidade". Com aspas, sim. Mallu, afinal, renova o já conhecido folk, imortalizado por artistas como Bob Dylan e Johnny Cash - dos quais, inclusive, canta covers. Sábia escolha. O estilo simples proporciona composições fáceis e agradáveis. Mesmo assim, é impossível não confirmar a competência musical presenciada.

No palco, Mallu também transparece a idade: risada abafada, piadas infantis e a inocência de uma jovem cheia de boas referências, que encanta mesmo ao mostrar um pouco do muito que ainda pode fazer.

Há quem diga que seu som é superestimado. Não discordo. Porém, aguardo ansiosa o futuro promissor de uma jovem que começa sua carreira cedo. E com o pé direito.


Fernanda Brun

"Legal, pelo menos daqui a pouco vou lá pedir um lápis de olho emprestado", brincou Márvio dos Anjos - ou simplesmente Marvel - durante um bate-papo rápido antes do show de sua banda. A profusão de emos na noite de Niterói, terra em que o Cabaret estava com apresentação marcada, só podia ocasionar um comentário irônico do líder daquela que talvez seja a única banda carioca a carregar a bandeira do glitter rock (e também do hard) nos tempos atuais. E os tempos atuais talvez não sejam nada propícios a glam, glitter ou qualquer coisa do tipo.

Após os shows de duas boas bandas da cidade, Caras de Vidro e Projeto Secreto, começaram os preparativos para o Cabaret. Ficava claro que aquilo ali não era a platéia a qual a banda estava exatamente acostumada. O DJ, mandando bala em uma brincadeira de gosto duvidosíssimo,começou a brindar os presentes com uma seleção musical que incluía... "Dancing Queen" (ABBA) e "YMCA" (Village People). Os músicos entraram na onda e levaram na brincadeira - ainda bem. Agora, para explicar para uma platéia de uma cidade que, mesmo disfarçando, é absolutamente conservadora, que o lance ali "não era bem aquilo", ia complicar - e muito. O fosso aberto entre palco e platéia, aproveitado por Márvio na hora de se mexer e interpretar as suas canções, era a demonstração disso.

A combinação de público travado e banda explosiva deu em um show legal, mas diferente do que costuma ser no caso do Cabaret - como se o grupo (agora acrescido de mais um guitarrista) estivesse fazendo de tudo para chamar a atenção de uma platéia que, salvo exceções, estivesse lá mais para satisfazer a curiosidade. Em tempos de emo, natural que o glitter rock (na verdade um mix de Queen , AC/DC e Darkness) causasse certo estranhamento e passasse batido para algumas pessoas. De qualquer maneira, quem esteve lá, ganhou uma baita seleção de anti-hits do grupo. Como "Rockstar Baby", "Messias Pessoal", "O Palco Não Pode Ser Pouco" (fechada com Márvio berrando "Vaiem as bandas ruins!! Tirem as bandas ruins do palco!!") e a maravilhosa "O Amor e a Guerra", uma grande balada que lembra Freddie Mercury.

No final do show, rolou "Um Cadáver no palco", herança da época do Glamourama, embrião do Cabaret. E o público se soltou da pior forma possível. O tal DJ que tinha colocado clássicos da gayzolice antes do show, resolveu tirar a roupa e fazer um strip-tease ao som da música, ficando totalmente pelado na frente do público. Deu para ver que nem todo mundo ali era tão conservador assim, mas que muita gente ali compreende as coisas de maneira errada...

Ricardo Schott


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