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Triângulo Amoroso
Escrito por Abonico Ter, 01 de Maio de 2012 22:07
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Diretor de Corra, Lola, Corra volta à Alemanha e acerta a mão em história de casal e seu amante
Texto por Flavio St Jayme (Blog Pausa Dramática)
Foto: Lume Filmes/Divulgação
Temos que concordar: o cinema germânico não é exatamente caracterizado como algo engraçado. Mesmo assim suas comédias são inteligentes e cativantes como poucas. Tome-se de exemplo Adeus, Lênin e O Que Fazer em Caso de Incêndio. Há 14 anos um filme alemão também causou frisson e acabou se tornando cult e adorado por muitos: Corra, Lola, Corra. E é das mesmas mãos que vem Triângulo Amoroso (3, Alemanha, 2010 – Lume Filmes)
Depois de investidas em Hollywood com Perfume, Trama Internacional e a direção de um dos “curtas” de Paris, Te Amo, Tom Tykwer volta à Alemanha numa comédia dramática leve e polêmica: Hanna e Simon (Sophie Rois e Sebastian Schipper) são um casal de 40 e poucos anos que vive bem, acomodado em sua vidinha normal de dia-a-dia. Quando Simon se descobre com câncer nos testículos e Hanna arruma um amante as coisas começam a mudar. Sem que nada seja planejado, ela se aproxima de um estranho e passa a ter um caso extraconjugal. Simon está levemente insatisfeito com o casamento e, sem querer, se aproxima de outro homem e também passa a ter um caso extra conjugal com ele. O que nenhum dos três sabe é que o amante de Hanna e de Simon é o mesmo cara: Adam (Devid Striesow).
Pode parecer absurdo, ou até tolo, e nas mãos erradas com certeza seria. Mas o diretor e seu grupo de atores são tão eficientes que o filme corre leve e fácil. Fosse uma comédia norte-americana, descambaria para o pastelão, mas mantendo o nível das comédias alemãs citadas, a história permanece emocionante do começo até o final.
O fato de marido e mulher acabarem por compartilhar um mesmo amante (ainda que sem saber), traz à tona a quebra nos padrões de família e sexualidade há muito estabelecidos. Simon não é necessariamente gay, nunca tinha demonstrado interesse por outro homem. Assim como Hanna não é necessariamente adúltera. Pode-se dizer que aqui, ambos foram levados pela correnteza e, como geralmente acontece nesses casos, chegaram em um ponto de onde não conseguem mais voltar.
Uma história que poderia ser chocante por mostrar uma relação tão estranha (mas já muito trabalhada no cinema) e inusitada, mas que se transforma num filme tocante. Aqui conseguimos até entender os personagens e o que os move: o simples desejo de ser feliz.- 17/05/2012 01:07 - Anjos da Lei
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