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Reese Witherspoon se divide entre dois amigos e espiões em trama com humor, romance e ação

Reese: nova mocinha pouco românticaTexto por Flavio St Jayme (Blog Pausa Dramática)

Foto: Fox/Divulgação

Parece existir uma tendência entre as novas comédias românticas. Uma tendência que tenta “renovar” o gênero mais batido do cinema (mas não por isso menos querido) e torná-lo atraente também para os homens: “vamos colocar um pouco de ação na coisa”. Ação de verdade, com tiroteios, explosões, perseguições e afins. Se isso torna a história mais verossímil? Muito pelo contrário. Mas pode fazer com que os maridos e namorados acordem dentro da sala do cinema e finalmente aceitem acompanhar as moças sem reclamar.

Foi assim com Encontro Explosivo (Tom Cruise e Cameron Diaz), Par Perfeito (Katherine Heigl e Ashton Kutsher), Como Agarrar Meu Ex-Namorado (Heigl novamente, desta vez com Jason O’Mara) e agora com Guerra é Guerra (This Means War, EUA, 2012 – Fox). Originalidade não é exatamente algo que se possa esperar de um filme do gênero comédia romântica, e acredito que os roteiristas nem tentam. Aqui Chris Pine e Tom Hardy são dois espiões e também grandes amigos. Sem querer se apaixonam pela mesma mulher, Reese Witherspoon. Entre perseguições a bandidos internacionais e abalos na amizade por conta do romance o filme vai indo com uma mocinha inesperadamente saidinha, que topa ir ficando com os dois até que se decida de qual gosta mais. Esta é outra mostra da renovação do gênero: antes suspirantes e virginais, agora as damas das comédias românticas são atiradas, fazem sexo antes do casamento e, em alguns casos, possuem até brinquedinhos eróticos.

Se uma das maiores reclamações é que sempre sabemos o final, neste não dá pra dizer o mesmo. Até o fim não sabemos qual dos garotões a mocinha vai escolher. Existe uma outra trama no filme, é verdade: os dois espiões estão atrás de um superbandido russo. Só não é muito bem explicado o porquê, mas se isso não importa nem em filme de ação, às vezes, então para quê explicar em um romance?

Dirigido por McG (que já assinou filmes como O Exterminador do Futuro: A Salvação e as duas versões para o cinema de As Panteras) Guerra é Guerra sabe pesar a comédia, o romance e a ação e tornar a coisa menos descabida, dentro dos limites do possível. Claro que não é fácil e tudo acontece com uma pressa desconcertante. No fim, acaba sendo mais do mesmo, mas com atores carismáticos e no ritmo certo, acaba funcionando. Pelo menos os homens não terão mais do que reclamar ao acompanhar as mocinhas suspirantes ao cinema. E talvez elas consigam apreender algo desses novos longas: a moral agora é que os homens gostam de mulheres de atitude, independentes e com a vida profissional estabelecida. Portanto, nada de ser sustentada pelo marido!


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