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E.T. – O Extraterrestre

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Clássico de Steven Spielberg sobre amizade entre garoto e visitante do espaço comemora três décadas

Elliot protege o amigo dos adultosTexto: Flavio St. Jayme (Blog Pausa Dramática)

Fotos: Universal/Divulgação

Foi há três décadas que um menino encontrou um pequeno extraterrestre em seu caminho e selou uma das amizades mais celebradas do cinema. Hoje um clássico, em 10 de junho de 1982 estreava E.T. – O Extraterrestre (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982 – Universal). A relação do pequeno Elliot com seu estranho novo amigo encantou toda uma geração que hoje é a mesma que cultua jogos e cinema. Não por acaso.

Ali nascia outro mito: um diretor promissor se firmava com uma obra “para toda a família”. Depois de um suspense de tirar a vontade de ir à praia (Tubarão), um outro filme de extraterrestres mais maduro (Contatos Imediatos de Terceiro Grau) e uma aventura clássica de matinê (Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida), Steven Spielberg presenteou o mundo com esta fábula moderna. De quebra, conquistou nove indicações ao Oscar (incluindo melhor filme, roteiro e diretor) e ganhou quatro: efeitos sonoros, efeitos visuais, som e trilha sonora, do fiel parceiro do diretor, John Williams. Com um modesto orçamento de 10,5 milhões de dólares, o filme rendeu em seu primeiro final de semana quase 12 milhões e até hoje, estima-se que já tenha ultrapassado os 800 milhões de dólares.

Clássico moderno amado quase com unanimidade, E.T. apresentou além de sua história tocante, pelo menos uma celebridade que vemos até hoje na tela grande: Drew Barrymore. A pequena irmã do garoto que encontra o ET (foto à direita) se tornou um mulherão competente do cinema, vista em sucessos mundiais como Confissões de Uma Mente Perigosa, Letra & Musica e As Panteras. Quanto ao pequeno Elliot, o ator Henry Thomas (na época com 11 anos), esse não fez nada de muito relevante depois. Seu filme mais significativo foi Gangues de Nova York, com papel pequeno.

Depois de E.T. nenhuma volta de bicicleta ao luar foi a mesma e por muito tempo ninguém apontava o dedo para cima sem dizer “ET... phone... home...”. Drama, fantasia, ficção. Uma aula de como se fazer um clássico moderno no cinema.

CURIOSIDADES

>> Dizem que nos testes de elenco Henry Thomas chorou ao se lembrar da morte de seu cachorro para expressar a dor da perda de seu amigo extraterrestre. Fez Spielberg chorar também e foi contratado.

>> O diretor filmou boa parte do filme da altura de uma criança para mostrar o ponto de vista tanto do menino quanto do extraterreste.

>> Da segunda metade do filme em diante, a não ser a mãe de Elliot, nenhum rosto de adulto é mostrado.

>> E.T. – O Extraterrestre está entre os 20 melhores filmes de todos os tempos segundo a revista Entertainment Weekly.

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