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O Espetacular Homem-Aranha
Escrito por Abonico Sex, 06 de Julho de 2012 01:59
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Com novo elenco, história de Peter Parker é recontada em “filme que nem parece ser de super-herói”
Texto por Flavio St Jayme (Blog Pausa Dramática)
Fotos: Sony/Divulgação
Às vezes eu fico imaginando as reuniões de hoje em dia em Hollywood antes de se produzir um filme de super-herói. Acho que alguém deve chegar e dizer “Olha gente, é o seguinte... O Christopher Nolan mostrou que agora filme de herói tem que ter roteiro, alma. Tem que ter drama e um vilão plausível, não só um louco que quer dominar o mundo, ok?”. Daí todos saem correndo atrás de bons atores, diretores, roteiristas, tecnologia e das HQs que possam servir de referência. Bom, na maioria dos casos imagino que isso deva acontecer.
Como em O Espetacular Homem Aranha (Amazing Spider-Man, EUA, 2012 – Sony). O filme do quase estreante diretor Marc Webb reinventa a história do Aranha no cinema de forma orquestrada em cada detalhe. Com seu talento para lidar com temas adolescentes e pós-adolescentes já demonstrado no hipster (500) Dias Com Ela na manga, Webb se vale de dois ótimos atores para enterrar a trilogia anterior do aracnídeo de vez. Com Andrew Garfield – que vem se tornando o queridinho de Hollywood – e Emma Stone como o casal principal, o diretor entrega um filme que quase nem parece de super-herói.
A história a gente meio que já conhece: Peter Parker (Garfield) é um adolescente frequentemente importunado pelos valentões da escola e apaixonado por Gwen Stacy (Stone, que carrega um sorriso sacana implantado naturalmente no rosto). Sopapo vai, passeio de skate vem e ele acaba mordido por uma aranha modificada geneticamente. Enquanto tenta descobrir o que aconteceu com seu pai, há anos dado como morto, Peter conversa com Dr. Connors (Rhys Ifans, que nem de longe lembra o abobalhado amigo de Hugh Grant que interpretou em Um Lugar Chamado Notting Hill), antigo companheiro de pesquisas do pai que, inconscientemente se tornará um vilão quase que involuntário.
Em nada e em momento nenhum o filme lembra a trilogia iniciada em 2002 pelo diretor Sam Raimi com Tobey Maguire no papel principal. Não fosse o fato de passarmos o filme todo esperando que alguém diga de ‘grandes poderes trazem grandes responsabilidades’, sequer nos lembraríamos de já ter visto o Aranha no cinema. As cores saturadas e o tom absurdo das primeiras aventuras dão lugar a um visual mais realista e tramas mais palatáveis e menos descabidas. Claro que um bom diretor, com um frescor natural, e um casal de atores que transpira carisma e competência em cada take ajudam muito. E um texto que, apesar de suas lições de moral de livro de auto-ajuda, carrega emoção suficiente para tornar tudo bastante crível.
Como um adolescente que acaba de ganhar um game novo, Peter vai descobrindo seus poderes e brincando com cada um deles, experimentando, “voando”, andando pelos prédios e tentando ser um herói. Ainda com Sally Field e Martin Sheen no elenco (como os tios que criam Peter), a aventura de mais de duas horas corre fluida e fácil, como uma sessão de matinê das melhores. Não deixe de prestar atenção na cena da biblioteca, onde Stan Lee, o mestre da Marvel Comics e criador do Homem Aranha faz sua habitual participação especial em longas “de seus históricos personagens”.
Ah! E não saia da sala antes do final dos créditos...- 16/07/2012 23:10 - Casablanca
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