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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Escrito por Abonico Qua, 25 de Julho de 2012 01:18
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Vilão brucutu, a Mulher-Gato e o caos em Gotham deixam herói sem sossego no fim da trilogia de Nolan
Texto por Rodrigo Browne
Fotos: Warner/Divulgação
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Batman – The Dark Knight Rises, EUA, 2012 – Warner) encerra com chave de ouro a trilogia dirigida por Christopher Nolan,. Depois da morte de sua amada Rachel (no filme anterior), o bilionário Bruce Wayne (Christian Bale) decide aposentar o herói e viver recluso na sua mansão. Um ermitão manco e de mal com a vida. Oito anos depois, o rame-rame é quebrado por conta de uma trama macabra que pode levar Gotham City ao caos total e à destruição absoluta. É preciso pendurar a bengala e voltar à ativa, mas será que o mascarado ainda está em forma?
O filme, que tem quase três horas de duração, é um deleite para quem acompanhou a história desde o início. Novos personagens surgem na trama. Bane (Tom Hardy) é um vilão terrorista e mercenário, com uma horrenda máscara de ferro sobre a boca, praticamente indestrutível e malvado pra chuchu. Tem também a misteriosa Mulher-Gato, Selina Kyle, interpretada pela linda atriz Anne Hathaway que, apesar da beleza, ficou devendo no quesito “curvas” – afinal de contas, a Mulher-Gato, mais do que uma heroína, é um fetiche, um sonho de consumo de dez entre dez adolescentes com aquela roupa preta colante (hummmm!). E ainda um jovem policial sobre o qual Batman exerce um grande fascínio.
O Cavaleiro das Trevas Ressurge se diferencia e, ao mesmo tempo, complementa cada um dos filmes da trilogia que começou com Batman Begins (2005) e teve sequencia com O Cavaleiro das Trevas (2008). Em seus filmes Nolan conseguiu imprimir uma estética dark com um personagem perturbado que busca um pouco de alívio para sua alma atormentada. E não consegue. Primeiro Wayne tem de encarar o Espantalho. Depois, o louco do Coringa em dobradinha com o Duas Caras. Agora, chegam esse brucutu-do-mal chamado Bane e a ladra da Mulher-Gato. O incrível é como o diretor consegue mostrar o amadurecimento do Batman como herói durante as três obras.
Heroísmo, traição e vingança são alguns dos pilares desta nova trama do Batman que, mais uma vez, vai a luta com seus “brinquedos” tecnológicos, criados por Lucius Fox (Morgan Freeman). Estão lá, além da armadura preta e do “cinto de utilidades”, o Batmóvel (conhecido como Tumbler), a batmoto (chamada de Bat-Pod) e agora uma novidade: o Bat, uma mistura de helicóptero e avião que permite mobilidade extra ao Homem-Morcego pelos céus de Gotham.
Ao final da trilogia fica a sensação de que Batman perdeu de vez a inocência. A diversão ficou mais madura, longe da pegada infantil que tinha nos seriados e desenhos da televisão dos anos 60 e 70. Acabaram o “Soc!”, o “Tum!” e o “Pow!” e toda aquela explosão de cores, que ainda batiam ponto nos quatro longas anteriores do heói para o cinema (dirigidos por Tim Burton e Joel Schumacher nas décadas de 80 e 90). Hoje o herói mascarado vive num mundo contemporâneo, tecnológico, hiperviolento. Não adianta limpar a sujeira para baixo do tapete, pois ela vai continuar lá. Gotham City não vai deixar nosso herói descansar em paz. Nunca.- 21/07/2012 21:30 - A Outra Terra
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