Domingo Nov 18

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O Rei do Show

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Hugh Jackman se transforma no criador do circo moderno em musical que fica longe de pegar fogo

Barnum (Jackman): insistência no entretenimentoTexto por Abonico R. Smith

Foto: Fox/Divulgação

Se o circo foi excelência no sinônimo de entretenimento popular durante quase todo o Século 20, isto se deve ao misto de teimosia e perseverança do norte-americano Phineas Taylor Barnum. De origem pobre e apaixonado pela garota Charity, filha do patrão de seu pai e com quem viria a se casar antes mesmo de completar cinte anos de idade, Barnum insistiu no seu sonho de provocar sorrisos de felicidade, espanto e admiração no rosto de grandes plateias, mesmo que por um efêmero período de tempo. Primeiro tentou a sorte com um museu de cera. Depois conheceu os primeiros passos da fama gerenciando um show que apresentava esquetes artísticos protagonizados por seres com as maiores bizarrices humanas já vistas. Na sequência, somou a este fio condutor números musicais, a presença de animais selvagens treinados e domesticados e mais um público grandioso disposto em semicírculo em um amplo espaço coberto por uma lona. Isso tudo, vale a pena ser ressaltado, ainda em meados dos anos 1800. E mais: atravessando crises financeiras provocadas por falências, incêndios criminosos, acusações de fraudes e ainda uma forte campanha pública contra sua iniciativa de “exposição pública” de anões, gêmeos siameses, obesos mórbidos, mulheres barbadas, fortes homens tatuados e todo gênero de outsider humano daquela época em virtude de questões físicas – que, por sua vez, passaram a formar uma grande família e começavam a se ver representados com justiça e dignidade perante uma sociedade com alto teor discriminatório

Lógico que a história de vida de PT Barnum cai como uma luva para a realização de uma obra cinematográfica que se baseie nela. É nisto que se ancora O Rei do Show (The Greatest Showman, EUA/Austrália, 2017 – Fox), estreia de peso nos cinemas brasileiros nesta última semana do ano. Protagonizado por dois atores versáteis e respeitados pela crítica – Hugh Jackman e Michelle Williams – e marcando a estreia em longas do australiano Michael Gracey, mais conhecido por trabalhos publicitários e com efeitos visuais, o filme é uma visão bastante romanceada da trajetória inicial deste polêmico entrepeneur. Vai de sua luta para provar ao então futuro sogro seu amor por Charity, passa pelos árduos primeiros anos de vida a dois e quase sem um tostão no bolso, enfrenta as chuvas e trovoadas ocorridas durante a formação de seu show de horrores e vai até a consolidação do conceito de circo que o mundo passou a conhecer durante boa parte do século passado.

Até aí, mesmo suavizando os tons biográficos deste misto de herói, vilão e anti-herói, a produção poderia ir bem. O figurino de época é apuradíssimo, além como a cenografia e a fotografia também são caprichadas. O problema está justamente... no fato do filme ser um musical. Não que as canções sejam ruins – aliás, “From Now On” gruda na cabeça e a balada “This Is Me”, cantada na história pela mulher-barbada (interpretada por Keala Settle, vinda do circuito de musicais da Broadway), está entre as possíveis indicadas ao Oscar em sua categoria. Não que Michelle Williams e Hugh Jackman não saibam cantar – aliás, a única indicação dada pela Academia ao australiano foi justamente como ator de outro musical, Os Miseráveis. Não que coadjuvantes de luxo como Rebecca Ferguson, Zac Efron e Zendaya (os dois últimos crias da Disney e ela responsável por dispensar o uso de dublês em suas cenas de trapézio) também não estejam eficientes. Só que o problema é justamente o de ser um filme musical. De uma hora para a outra os atores para suas falas e performances de cena... para continuar tudo com voz empostada, passos coreografados, mais o uso de palavras desenhadas em linhas melódicas sobre acordes harmônicos. Sem falar que os arranjos são repletos de grooves com timbres instrumentais pasteurizados e ritmos temporalmente bem distantes da época de Barnum. Ok, pode até se apelar para a eterna desculpa de “licença poética” mas o fato é que definitivamente a escolha pelo formato “não ornou”. Não convenceu. Não só não faz a produção decolar como ainda coloca um elemento desnecessário à narrativa – é justamente nos trechos sem as canções que O Rei do Show se revela melhor.

Na história contada nas telas, o sonho construído por Barnum desaparece em questão de instantes, com cinzas e escombros restando após o incêndio. Só que, para o espectador, o circo está longe de pegar fogo. O Rei do Show, ao contrário do que teima em afirmar o título do filme (especialmente no seu original em inglês), é um espetáculo bem morninho.

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