Sexta Mar 12

Arquivo

Kate Nash

Atenção, abrir em uma nova janela. ImprimirE-mail
Twittar este Artigo
Ela só queria ser atriz e o MySpace transformou-a em fenômeno musical do novo pop britânico.

O que Kate faz

Kate Nash tem apenas 20 anos e é mais uma artista a despontar para o mundo a partir de sua página no MySpace. Seu primeiro álbum, Made Of Bricks, recém lançado nos dois lados do Oceano Atlântico, mescla pop perfeito com um certo senso lo-fi de composição. Carlos Eduardo Lima conta a breve história desa bela irlandesinha ruiva e tenta codificar o hype em torno desta “aspirante a atriz que se transformou em estrela da música” com uma pequena ajudinha de amiga Lily Allen.

Folk, lo-fi, pop e eletrônico são gêneros que cabem na boa música de kate Nash.

Não se espante: Kate Nash é um rosto e uma voz prontos para o seu consumo, não importa o que você queira ouvir/ver. A moça parece algo concebido em laboratório, resultado final de uma extensa pesquisa sobre os sons, hábitos e desejos que uma geração pode vir a ter. Um resultado eficiente, convenhamos.

Kate é aquela menina que saiu da escola, que entrou na faculdade, que é bonita, cool, capaz de refletir sobre sua condição no mundo com um certo savoir faire, ainda que beba água Perrier e vista roupas caras. Ela é um produto pronto, ao contrário da musa anterior do MySpace, Lilly Allen, que emplacou um hit mundial (“Smile”) e sumiu. Kate e seu disco Made Of Bricks oferecem um espectro maior e menos inspirado de canções boas de cantar e grudentas como chiclete velho.

O Reino Unido, aliás, sempre foi um belo celeiro para a engorda desse tipo de artista – vide o aparecimento recente de gente como James Morrison, James Blunt e a própria Lilly Allen. São pessoas que não parecem capazes de chegar ao segundo disco, mesmo porque não parecem dispostas a isso. Parecem participar de um reality show no qual o prêmio é ser um cantor mais ou menos relevante e capaz de atingir multidões. É o conceito do next big thing devidamente domado e limado de qualquer variável que possa significar um desvio do programa.

Kate Nash é o último hambúrguer a sair desse moedor de carne. A moça nascida há vinte anos em Dublin, capital da Irlanda, mudou-se para Londres ainda criança. Ela aprendeu piano no colégio mas não deu muita bola para a música pop, preferindo tentar a carreira de atriz. Após levar bomba na Bristol Old Vic Theatre School, Kate decidiu tentar a sorte gravando algumas canções velhas e se oferecendo para concertos no circuito local. O repertório trazia as velhas composições e alguns covers e a menina decidiu colocar uma parte do material para acesso dos usuários do MySpace. Daí nasceu a amizade com Lily Allen, que experimentava o sucesso a partir do mesmo caminho.

Admitamos: as canções de Made Of Brick, bastante celebrado na Grã-Bretanha depois do sucesso do compacto de estréia de Kate (que tinha dois a-sides, “Birds” e “Caroline’s Is a Victim”, ambas com ótimas letras e videoclipes), são legais. “Mariella” é um docinho sonoro, com nuances mais interessantes trazidas pela voz e sotaques da menina Nash, que é sabedora de seus encantos vocais e os coloca totalmente a seu favor. A produção coloca as passagens acústicas em choque com as programações levemente dançantes, tornando o disco sutilmente mais amplo, não sendo um trabalho daqueles para ser ouvido deitado na cama, pensando na vida, nem para ser digerido em uma pista de dança – mas ninguém que o ouça numa dessas duas situações será acusado de estar em lugar errado.

Outras canções como “Foundations”, “Birds” e “We Get On” também não fazem feio. E o sotaque londrino da moça é capaz de assegurar o hype nos Estados Unidos, onde o disco foi lançado há menos de um mês, abrindo passagem para a sua chegada em nossas prateleiras em outubro.

Kate está agora colhendo os frutos de seu trabalho através de participações nos principais festivais do verão inglês (a saber: Glastonbury, Isle Of Wight e o novo O2 Wireless), além de percorrer o circuito televisivo da Velha Ilha, aparecendo no badalado show de Jools Holland, entre outros. Se tudo isso é legal? Talvez seja pelos próximos dois meses, no máximo. É o presente em fast forward e não há nada que possamos fazer contra isso.



Texto também publicado no site RockPress


Artigos Relacionados:
Artigos Relacionados - Recentes:
Artigos Relacionados - Antigos:

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
menor | maior

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy

Novos Downloads

Glowing EP (mb 76) Pancadas Esparsas
Glowing EP (mb 76)
Segundo Eles Mesmos (mb 75) Eles Mesmos
Segundo Eles Mesmos (mb 75)
Diamante EP (mb 74) Caio Bosco
Diamante EP (mb 74)
Dentro do Lado de Fora EP (mb 73) Myha
Dentro do Lado de Fora EP (mb 73)
Roendo as Unhas EP (mb 72) Myha
Roendo as Unhas EP (mb 72)

Videos Recentes


Black Rebel Motorcycle...
Beat The Devil's Tattoo

Enquete

Qual show internacional você está mais ansioso(a) para ver no Brasil neste início de 2010?
 

Blogueiros

Publicidade