Terça Mar 16

Arquivo

ESPECIAL - Vanguart

Atenção, abrir em uma nova janela. ImprimirE-mail
Twittar este Artigo
Como pôde uma banda surgida no calor infernal de Cuiabá tornar-se ponta-de-lança de um novo indie nacional, despertar polêmicas acaloradas e ainda chamar a atenção da Rede Globo com vários hits na manga e seu folk rock trilíngüe?

Hino de uma geração

Fotos [capa, índice e matéria)]: iaskaraSurgida no calor infernal dos diários quarenta graus de Cuiabá, poderia uma banda tornar-se não só ponta-de-lança de um novo indie nacional, mais refinado e literário, como ainda levantar grandes polêmicas e voltar para si os olhos de toda a imprensa especializada e ainda da toda-poderosa Rede Globo? Com nome provocativo, um pé de influência no folk e em Bob Dylan, um punhado de hits natos e a prova de que da simplicidade pode se extrair muito, o Vanguart prova que chegou para encantar e decantar o futuro sem divisões geográficas e idiomáticas. Tiago Ben Agostini e Abonico R. Smith tentam codificar este mais novo capítulo da história.

Nonsense e refinamento sonoro: duas armas do Vanguart para a conquista do mundo.

Cuiabá é considerada a porta de entrada para a Floresta Amazônica e, além dela, tem ao seu redor o Cerrado e o Pantanal. Três ecossistemas totalmente diferentes, ao lado do centro geodésico da América (o ponto eqüidistante entre os oceanos Atlântico e Pacífico). Com uma máxima temperatura média de 34,1ºC e picos acima dos 40ºC, é chamada de Hell City pelos íntimos. Um lugar de onde, à primeira vista, seria improvável sair uma cena de rock. Mas, não só ela se espalhou pelo Brasil e ganhou notoriedade, como é de Cuiabá a banda indie mais hypada, incensada e festejada pela crítica nos últimos tempos e atende pelo nome de Vanguart.

Foram três EPs desde o surgimento da banda, em 2003. Ready To, The Noon Moon e Before Vallegrand atiçaram a curiosidade e deslumbraram os admiradores. O folk rock em inglês à Dylan e com toques de Radiohead conquistou fãs pelo Brasil graças aos shows que fizeram quando resolveram cair na estrada. Público que aguardava ansiosamente o lançamento do primeiro disco, prometido desde meados de 2006. Em agosto finalmente ele veio, encartado na revista OutraCoisa, que é distribuída nas bancas de todo o país.

As gravações se deram em duas semanas no estúdio Inca, em Cuiabá, em dezembro de 2006. Só que o CD demorou a sair muito por causa da burocracia. “A gente já tinha começado ele umas três vezes, até que surgiu essa proposta legal do estúdio. Gravamos rápido porque já conhecíamos as músicas bem. Em janeiro, tínhamos o disco pronto, masterizado, mas não podíamos pagar. Como ele é parcialmente financiado por leis de incentivo federal e municipal, tivemos de esperar abrir o edital, sair a grana, o que é um processo um pouco demorado”, explica o baterista Douglas Godoy.

Vanguart, o disco, chegou às bancas com as principais canções do grupo (duas delas não lançadas em EPs anteriormente): “Semáforo”, “Cachaça” e “Hey Yo Silver”. As três já viraram hinos e sucessos no meio indie. E o álbum ainda abandona a exclusividade do inglês (são apenas sete faixas) para abrigar músicas em português (seis) e espanhol (uma).

A diversidade de línguas, a irreverência, um certo nonsense nas letras e a postura de não se pautar pela necessidade do mercado fonográfico fazem lembrar uma banda brasileira muito cultuada. Confrontados com a idéia de serem parecidos com Os Mutantes nesta trajetória inicial, Douglas e o vocalista Helio Flanders se ajeitam no sofá, olham um pra cara do outro meio reticentes e fazem um breve silêncio. “A gente gosta deles, mas não chega a ser uma influência. É complicada essa comparação”, titubeia Helio. “Eles são mais loucos que a gente. E olha que não somos normais”, finaliza Douglas, ainda com cara de perplexo.

A comparação, claro, não é em termos sonoros, mas sim de comportamento. Pegue a bagunça dos meninos de Cuiabá – a postura de palco de Hélio, uma certa porra-louquice da juventude (durante a turnê de bandas novas da MTV no ano passado, eles eram alguns dos que ficam acordados até mais tarde, fazendo festa após os shows). Adicione o nonsense nas letras – basta citar o refrão do grande sucesso do quinteto, “Semáforo” (“Só acredito no Semáforo/ Só acredito no avião/ Eu acredito no relógio/ Só acredito no coração”). Finalize com a banana para os padrões musicais (folk rock em inglês em um país como o Brasil?).

Incensado pelo público indie e por boa parcela da imprensa, o Vanguart ganhou muitos detratores nesse tempo de estrada. Além do ranço por parte da crítica com a semelhança com Bob Dylan, o nome Vanguart foi considerado pretensioso demais. “Não entenderam a ironia. O que pode ter de menos vanguarda em alguém cantar folk em inglês com um violão?”, teoriza Helio. “Não entramos nessa pra ganhar fãs ou coisas assim. O que nos importa é fazer a música que gostamos, é essa necessidade”.

Compositor precoce
No caso de Helio, a necessidade de se expressar começou cedo. Aos 12 anos, ele compôs as primeiras músicas. Mesmo sem gostar muito do resultado, não desistiu. “Nessa idade você é um idiota, um moleque sem muitas aspirações. A primeira musica que escrevi e gostei foi com uns 15, 16 anos”. Isso explica a repulsa do vocalista a Ready To, primeiro EP, caseiro, concebido antes de o Vanguart ser realmente uma banda, com músicas de quando ele tinha uns 14 anos. Helio não gosta do disco e não deixa ele ser passado para ninguém. Diferente de The Noon Moon, também caseiro, entretanto um pouco mais maduro, de quando o vocalista tinha uns 16 anos. “É um disco toscamente gravado, mas gosto muito daquela sonoridade. Ainda vou prensá-lo de novo”, orgulha-se. “Ali já existem alguns dos elementos do que seria mesmo o Vanguart”

Sim, porque o grupo tal qual o conhecemos tomou forma mesmo em 2004, depois que o vocalista voltou de sua viagem pela Bolívia. “Eu estava sem rumo, com muitos demônios na cabeça. Aí fiz essa viagem. Fiquei um tempo em La Paz, masquei uma folha de coca, compus um monte de músicas e voltei com o Vanguart idealizado como banda”. A partir daí, a banda teve algumas mudanças de formação até se estabelecer no quinteto atual – além de Helio e Douglas, o guitarrista David Dafré (nascido no Canadá), o baixista Reginaldo Lincoln e o tecladista Luiz Lazzaroto. Da viagem também nasceu “Los Chicos de Ayer”, única música em espanhol do álbum de estréia. “A música é sobre a dor que encontrei lá, e que também está muito presente no Brasil, em Cuiabá. As pessoas são muito passionais na América Latina. Muito dessa dor foi responsável pelo que o Vanguart é hoje”, explica Helio.

Foi então que o burburinho começou a se estabelecer em torno da banda. Começando a se apresentar pelos palcos do Brasil, nos diversos festivais independentes, eles foram descobrindo que havia público para folk rock e aperfeiçoando sua sonoridade. Lançaram, em 2005, o EP Before Vallegrand (com uma das melhores músicas da banda, a curta e rápida “Into The Ice”) e logo depois os singles “Semáforo” e “Cachaça”. Fernando Rosa, do site Senhor F, foi o primeiro a chamar a “Semáforo” de “Hino de Uma Geração”. Mas, afinal, o que ela tem de tão significativa? “Todos meus amigos querem morrer hoje em dia. De todas as formas. Cada um sabe sua forma de morrer e se sentir bem”, filosofa o vocalista.

Conquista do mainstream?
Com apenas 22 anos, Helio é considerado um dos principais letristas do rock independente nacional de hoje. Canções como “Los Chicos de Ayer”, “Para Abrir os Olhos” e “Cachaça” comprovam isso. Isso significa amadurecimento? “Às vezes acho que sou o mesmo moleque de 12 anos. Só sei que escrever é algo essencial pra mim. Meu primeiro beijo na boca eu dei porque escrevi um soneto para a menina; senão, não conseguia. Quero chegar aos 60 escrevendo”.

O último passo importante da banda foi participar do programa Som Brasil em homenagem a Raul Seixas, exibido no último dia 31 de agosto pela TV Globo. “Não muda muita coisa, a não ser que agora a gente vai poder tocar Raul quando pedirem nos shows”, brinca Douglas. Aparecer em rede nacional, na principal emissora do país parece não ter mesmo deslumbrado os rapazes. Uma possível conquista do mainstream continua a não ser uma meta.

“Acho que ninguém mais vai estourar. Eu acredito em uma carreira mais consolidada de trabalhos sólidos. Eu estou muito mais preocupado com o que a gente vai apresentar no próximo álbum do que se a gente vai estourar ou não. Não é falta de ambição, mas precisamos primeiro trabalhar a música, não ficar pensando se vamos estourar porque tocamos na Globo. Se fosse um projeto montado pra estourar, não estaríamos aqui hoje. Desde o começo, foi algo que fizemos por causa da música”, conclui Flanders.
Tiago Ben Agostini

***

Sessões do deserto

Vanguart
Vanguart
(Cubo Discos/LC Editora)

Polêmicas sempre alimentaram o curso da história do rock. Tanto que já acusaram-no de um bando de absurdos, desde ser invenção do demônio (coisa dos fundamentalistas cristãos de uma América encoberta pelo medo macartista da Guerra Fria) quanto de artifício “subversivo” dos negros para dominar a mente dos jovens brancos e “rebaixa-los ao seu nível” (coisa dos fundamentalistas cristãos brancos de uma região de estados conservadores do meio-oeste dos Eua, popularmente conhecida como Cinturão Bíblico). E rockstars, não por acaso, adoram alimentar certas lendas, histórias e provocações de grandioso porte – a mais recente foi Keith Richards ter declarado ter cheirado as cinzas do próprio pai.

Por aqui, porém, o gênero parece andar de braços dados com uma certa acomodação de quem o move por dentro desde que sua viabilização comercial foi percebida pelo mercado fonográfico nacionais um quarto de século atrás. Músicos passaram a render-se ao jogo do mainstream (emissoras de rádios e tevês, sobretudo), fazer concessões ou alianças para manter o status, irritar-se quando o resultado de um novo trabalho é cobrado de forma mais enérgica (ou mesmo posto em cheque) pela imprensa ou mesmo pelos primeiros fãs. Do outro lado, criou-se na imprensa uma cultura de proteção aos “independentes”. Não importa se o disco não tem qualidade, o som está bem aquém do desejado, fórmulas são escancaradamente copiadas do exterior, ninguém entende bulhufas do que o vocalista cantava, letras assassinam o inglês ou até mesmo o português nosso de cada dia. Se a iniciativa foi bolada do lado mais fraco do cabo-de-guerra, o paternalismo passa a imperar e aquilo que é bastante falado, na verdade, é muito pouco ouvido ou conhecido por aí – mesmo com a vertiginosa popularização da internet (e suas ferramentas) no Brasil.

Pois bem. Eis que Helio Flanders e seu Vanguart conseguiram ir exatamente pela contramão dessas duas correntes que governam com mão-de-ferro aquilo que conhecemos como (indie) rock tingido de verde e amarelo. Comendo pelas beiradas e construindo uma carreira baseada em singles e EPs que deram banana para tendências: letras (muito bem construídas nos três idiomas, há de ser observado; coisa de quem já consumiu muito literatura e MPB da melhor qualidade), sonoridade folk dylanesca substituindo guitarras pesadas, linhas melódicas repetitivas/obtusas substituindo quadradilhas cheias de açúcar (influência que o Weezer deixou no Los Hermanos e estes, por sua vez, deixaram na nova safra do pop brasileiro), vocais arrancados lá das estranhas (e que costumam, por vezes, descambar em falsetes e timbre a la Thom Yorke) e, bem, alguns arranjos sem a menor preocupação de soar palatavelmente redondos – como “My Last Days Of Romance” e “Spanish Woman” (os b-sides de “Semáforo”, do ano passado) ou “Rainy Day Song”, faixa de Before Vallegrand (lançado em 2005).

Nesta trajetória de ascensão fundamentada nos subsolos sonoros das cinco regiões do país, porém, o Vanguart ainda pode se dar luxo de afirmar categoricamente que não contou com a lttle help fom their friends da imprensa especializada em música. A banda cuiabana provocou o que outrora parecia improvável: uma senhora cisão de opiniões a respeito de suas músicas. Tem quem se ajoelhe aos prantos, tem quem se arrepie com a força dos shows, tem quem curta ouvir os discos, tem quem cante “Semáforo” 328 vezes por dia sem parar, tem quem os alce à condição de ícones de uma geração. Tem quem não ache a menor graça, tem quem prefira ouvir os “originais” do passado (como o próprio Dylan ou a trinca Sá, Rodrix e Guarabyra), tem quem considere de araque a psicodelia do quinteto, tem quem abomine a opção pela manutenção dos mesmos timbres durante todo o álbum de estréia, tem quem acuse os arroubos radioheadianos como meros artifícios de alavancagem indie. Helio Flanders tem só 22 anos de idade (hoje), sempre se torturou com a dificuldade pré-emules de achar coisa boa para ouvir nas cidades em quem morou (como Cuiabá e sua Londrina natal) e é um garoto mais preocupado em extravasar seus sentimentos e percepções acerca de relacionamentos, da vida e do mundo ao redor. Sick blues como o próprio, ainda mero adolescente, abria o jogo no iniciozinho de seu projeto-solo-que-não-tardaria-a-se-transformar-em-banda, no título de uma das faixas de The Noon Moon (2003).

Vanguart, o disco, tão aguardado por meses e polemizado em pouco mais de apenas um, é uma obra que vai se revelando cada vez melhor com o tempo. É através do senhor da razão que são percebidas as sutilezas vocais – os jogos tecidos por Flanders, Lincoln (que chega a assumir o posto principal em duas faixas), Dafré e Lazzarotto são um dos trabalhos mais refinados já vistos no indie nacional. É por ele que se revelam delicadas tramas narrativas – como os nove encontros contados do enigmático casal de “The Last Time I Saw You”, o sonho surrealista contado em “Miss Universe” ou a melancolia chorada em “Los Chicos de Ayer” e “Para Abrir os Olhos”.

Enquanto isso, como se não bastassem os três hits já encravados, outras duas músicas também se candidatam ao mesmo posto. “Cosmonauta”, incialmente um delírio psicodélico (“Como um rio sem janeiro/ meu fevereiro sem carnaval”), transforma-se em marchinha pop (“Nunca estive estive estive estive estive lá/ Mas meus olhos vão e vão e vão e vão e já não vou ficar/ Pra quem não sabe muito muito muito muito muito eu vou cantar/ E quem sabe um sabiá/ Pra trazer uma nova manhã/ Pra mim e pra sua irmã/ Ela segue costurando/ As cicatrizes do verão”).

E “Antes Que Eu Me Esqueça” derruba o mito de que baladas refinados não combinam com os subterrâneos brasileiros. A la Grant Lee Phillips (solo ou com oGrant Lee Buffalo), os meninos desfilam uma dor-de-cotovelo temperada com sobriedade e um choro lacônico traduzido em. Não há como deixar de se emocionar ao se deparar com este arranjo e esta letra (“Antes que eu me esqueça da minha cabeça/ Escreve teu nome nesse papel/ Já faz algum tempo que não somos amigos/ E eu quero esquecê-la, renovar meu abrigo/ Mas o tempo é piada enquanto eu sou quase nada/ E eu só penso em tê-la/ Antes que eu me esqueça da minha cabeça/ E o que resta é tão pouco/ Como eu sou pouco contigo/ Mas você em mim exagera/ E és meu mais novo vacilo/ Vou me distrair,vou pestanejar/ Vou engatilhar, talvez disparar/ E ai de você se não me entender/ Não me faças caso ou vou me perder/ Entre chuva má ou mágoa sem cessar/ Como um dia frio longe do mar/ E ai de você se não me entender/ Eu vou quebrar teus olhos, você vai se entregar”.

Já estamos em outubro e falta pouco tempo para que outra música roube desta o título de “canção mais bela e contundente do ano”. Logo depois da primeira audição destes versos, com a ousadia de verbos conjugados na segunda pessoa do singular e um final com surpreendente divergência da rima sugerida mais óbvia, vem a certeza: Chico Buarque já virou referência de quem vive o passsado.
Abonico R. Smith

***

Hell City

Nem só de Vanguart vive a música cuiabana. A cidade é a casa de dois dos principais festivais independentes do Brasil – o Calango e o Grito Rock. A cena da capital matogrossense, situada bem no norte do estado, começou a se organizar melhor no começo da década, quando passou a haver valorização e incentivo às bandas com composições próprias na cidade.

“Entre 1996 e 2000, as pessoas em Cuiabá só incentivavam o cover. Era suicídio fazer música própria. Até que algumas pessoas começaram a querer mudar isso, começaram discussões, a galera do espaço Cubo começou a fazer festas. Por muito tempo tinha projeto nas escolas pra incentivar os alunos a escreverem sobre o assunto, sobre a cena e sobre a mídia alternativa. As coisas foram crescendo, o pessoal foi entendendo que em Cuiabá havia bandas boas e q mereciam ser ouvidas”, conta o baterista do Vanguart, Douglas Godoy – que, antes de tocar na banda, trabalhava no Espaço Cubo.

Além do quinteto do grudento hit “Semáforo”, há outras duas formações que já extrapolaram os limites cuiabanos e passaram a chamar a atenção de todo o país. Macaco Bong é um trio de rock instrumental com pitadas de jazz. Formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo), surgiu em 2004, ainda como quarteto. O som é rock’n’roll com um quê de jazz e blues. São talvez o segundo nome mais conhecido da cena de Cuiabá, tendo participado, assim como Vanguart, dos principais festivais independentes do Brasil (Goiânia Noise, MADA), além de ter participado do festival Fora do Eixo, no início do ano, em São Paulo. Tem dois EPs lançados, um demo de 2005 e o disco Objeto Perdida, de março deste ano. Veja o MySpace deles aqui.

Seja pelo timbre vocal da tecladista Marcella Yoshida, seja pela sonoridade bubblegum, o Revoltz encontra semelhança direta com os pernambucanos do Rádio de Outono. O quarteto cuiabano (completado pelo baixista e vocalista Ricardo Kudla, o guitarrista Heitor Jooji e o baterista Jean Abernaz) lançou neste ano o CD Beijo no Escuro, que pode ser baixado na íntegra no site oficial da banda.
Tiago Ben Agostini


Artigos Relacionados:
Artigos Relacionados - Antigos:

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario
menor | maior

security code
Escreva os caracteres mostrados


busy

Novos Downloads

Glowing EP (mb 76) Pancadas Esparsas
Glowing EP (mb 76)
Segundo Eles Mesmos (mb 75) Eles Mesmos
Segundo Eles Mesmos (mb 75)
Diamante EP (mb 74) Caio Bosco
Diamante EP (mb 74)
Dentro do Lado de Fora EP (mb 73) Myha
Dentro do Lado de Fora EP (mb 73)
Roendo as Unhas EP (mb 72) Myha
Roendo as Unhas EP (mb 72)

Videos Recentes


Florence + The Machine
Dog Days Are Over (2010 Version)

ruído/mm
Sanfona

Enquete

Qual show internacional você está mais ansioso(a) para ver no Brasil neste início de 2010?
 

Blogueiros

Publicidade