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Oasis

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Don't Believe The Truth traz várias composições de Liam, Gem e Andy e leva o grupo à velha forma.

A importância de ser ídolo

O gigante que antes parecia adormecido acordou de vez. Depois de insinuar no álbum anterior o retorno ao rock clássico de guitarras e belas melodias, o Oasis acertou em cheio agora com Don’t Believe The Truth. Noel Gallagher mostra-se em grande forma como hitmaker e ganha mais espaço nos vocais principais. Por sua vez, o irmão Liam, o guitarrista Gem Archer e o baixista Andy Bell dão valorosas contribuições em composições próprias. Vandson Lima alerta: seria este o grandioso início do fim do grupo?

Oasis volta à velha forma.

Quando Heathen Chemistry foi lançado, em 2002, duas coisas se faziam notáveis logo de início: O Oasis abandonara as malfadadas experimentações eletrônicas de Standing On The Shoulders Of Giants, seu trabalho anterior, concebendo algo imediatamente melhor. No entanto, a melhor música do disco era uma composição do recém-chegado guitarrista Gem Archer, o vigoroso rock “Hung In a Bad Place”.

E qual não é a surpresa ao ver que, três anos após Heathen Chemistry, o Oasis lança um novo álbum, Don´t Believe The Truth (Sony BMG), e que a música menos notável aqui é de... Gem Archer! Isso poderia levar a duas conclusões. A primeira: o guitarrista errou a mão dessa vez, não fez algo do nível de sua composição anterior e tudo está perdido. A segunda: Gem manteve sua média, mas sua música foi eclipsada, visto que a banda fez um grande disco, como há muito não acontecia.

Pois então é bom deixar bem claro: O novo Oasis, se não é o melhor [o que é compreensível, dada a perfeição de clássicos da década de 90 como os iniciais Definitely Maybe e (What´s The Story) Mourning Glory?], é um disco para triturar os hypes atuais. Se não vai levá-los novamente ao topo, isso é outra história. O que importa é que, fazendo exatamente aquilo que sabe [ou seja, grandes canções, rock puro, simples e com acento sessentista], a banda recupera a boa forma sendo o mesmo daquilo que deveria sempre ser.

Passando a largo de todas as já esperadas e polêmicas declarações dos irmãos Gallagher [destacam-se as que os novatos do Bloc Party “mais parecem uma dessas bandas de concursos universitários” ou que Pete Doherty, o problemático guitarrista de Libertines e Babyshambles, “não agüentaria um ensaio no Oasis e em meia hora ele estaria em um canto, injetando produtos de limpeza em seu esfíncter”], o álbum foi gravado nos estúdios da Capitol em Los Angeles, por sugestão do produtor Dave Sady – o início sob a batuta do Death in Vegas foi tão frustrante que a dupla eletrônica acabou dispensada logo.

Faixa de abertura, o cavalo-de-batalha “Turn Up The Sun”, composição do baixista Andy Bell, é bem climática, onde os belos timbres de guitarra se destacam – aliás, o Oasis nunca havia gravado um disco com timbres tão bonitos. “Mucky Fingers”, cantada por Noel, recupera o espírito velvetiano de “Waiting For The Man. Repetitiva, hipnótica, com uma guitarra levemente saturada ao fundo e final de loop de baixo e bateria. A propósito, a bateria... Com a saída de Alan White, quem empunhou as baquetas no álbum foi Zak Starkey, filho do beatle Ringo Star. Inclusive chegou a ser cogitada uma possível participação de Ringo, o que não foi possível já que este se encontrava na Inglaterra à época das gravações.

“Lyla”, primeiro single, com participação de Martin Duffy [Primal Scream] ao piano, entrega de cara. Mostra que o Oasis insiste em compor canções com cara de hino e, acredite, ainda convence. É a típica canção para estádios. A levada que convida a bater os pés no chão, o vocal emocionante e o refrão setentista não deixam dúvidas: nasceu um clássico.

“Love Like a Bomb”, composta por Liam com a ajuda de Gem [é perceptível sua mão enorme no arranjo], torna clara sua evolução como compositor. O que se confirma na sétima faixa, “Guess God Thinks I’m Abel”. O garoto rebelde aprendeu a criar boas canções.

Segundo single do disco, “The Importance Of Being Idle” [cujo título faz referência a Oscar Wilde], é nostálgica, irônica e levemente psicodélica, com versos que são quase um tratado sobre o ócio. Talvez a melhor música de Don´t Believe The Truth. Já violão e gaita furiosos dão a tônica em Meaning of Soul, a música mais curta já contida em um álbum do Oasis: pouco mais de noventa segundos.

Na esperançosa “Keep The Dream Alive”, a banda nunca soou tão ...Ride! O que é meio óbvio, já que Andy Bell, autor da canção, foi integrante dessa que é uma das principais bandas da geração shoegazer do início da década de 90. Altamente assobiável, dará a seu autor seu mais recente hit intercontinental, caso banda e gravadora sejam espertos. O difícil é imaginar Andy ensinando Noel Gallagher a tocar o seu solo de guitarra...

Na seqüência, “A Bell A Ring”, escrita por Gem Archer, é boa como já foi dito. Bem britpop. Mas acaba meio escondida. E tudo acaba com “Let There Be Love”. Apesar do açúcar em demasia, soa singela, em especial por conta do dueto Liam/Noel nos vocais.

Agora uma coisa parece não querer silenciar após o último acorde. Noel Gallagher assume os vocais em quase todas as suas próprias composições – que, por sua vez, parecem acionar o fator White Album [onde cada música mais parecia um número solo de seu autor]. O irmão Liam está em um estágio em que, conforme o próprio guitarrista admitira recentemente em uma entrevista, “só me encontrei [Noel] vinte anos atrás, escrevendo uma canção atrás da outra. Será que o Oasis cumprirá a promessa de acabar após lançar um grande álbum? Será que Don´t Believe The Truth é bom o suficiente para o fim da banda? Será verdade que é para não acreditar na verdade?


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escrito por dadaa, 30 de agosto de 2010
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