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Coleção - Thriller

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Michael Jackson e sua cartilha de “como se tornar o Rei do Pop" em sete singles e clipes tirados de nove faixas.

Coleção

Michael Jackson
Thriller [1982]

Sete das nove faixas de Thriller viraram singles e videoclipes.

“And mother always told me/ Be careful of who you love/ And be careful of what you do/ ‘Cause the lie becomes the truth.” [“Billie Jean”]

Era uma vez um garotinho negro de cinco anos. Ao lado dos irmãos e sob os olhos [e relho] atentos do pai, ele cantava, dançava e divertia a todos. Gravou discos, apareceu razoavelmente na tevê, fez turnês. Comportou-se como um verdadeiro adulto na hora de ser criança. Um dia, bateu a curiosidade de cantar e dançar sozinho. Como ele era o mais carismático daqueles irmãos, ninguém reclamou. Muito pelo contrário. Foi quando conheceu um senhor chamado Quincy e com ele fez um disco legal. Estava sem os irmãos e sob os olhos pouco atentos de um público discreto. Tudo parecia seguir um caminho seguro, sem sobressaltos. Porém, aos 24 anos ele fez outro disco com o senhor Quincy. Só que este álbum não era só legal, era uma obra-prima. Passou a cantar e dançar com sucesso sob os olhos atentos do mundo inteiro.

Quando Thriller – ou qualquer uma de suas nove faixas – toca, o desejo desperto é que a história de Michael Jackson tivesse parado exatamente onde termina o parágrafo anterior. Os capítulos que contam a fase em que ele decidiu se comportar como uma verdadeira criança na hora de ser adulto são, no mínimo, tristes e incompreensíveis. Clareamento de pele, grave síndrome de Peter Pan, cirurgias plásticas, Invincible e, especialmente, acusações de pedofilia não combinam com a memória daqueles que esperavam ansiosos o “clipe dos zumbis” ser exibido na televisão ou arriscavam uns passinhos moonwalk na frente do espelho. Boa parte dos maiores de 25 anos provavelmente viveu de pertinho o furacão Thriller e sabe que não saiu do nada o tal título de Rei do Pop. Aos leigos, vale uma boa explicação do porquê, na bíblia Michael Jackson, a história se divide em AT-DT.

Depois de 16 anos com o Jackson Five, grupo que formava ao lado de alguns de seus irmãos [Os Jacksons filhos são em oito no total], Michael tomou coragem e decidiu fazer um disco solo. Para a produção desta primeira experiência, chamou o renomado maestro e compositor Quincy Jones. O resultado chamou-se Off The Wall, lançado em 1979. Carregado de explícita influência da disco music, trazia alguns hits que a gente cantarola até hoje como “Rock With You” e “Don’t Stop Til’ You Get Enough” [mais conhecida como a música de abertura do Vídeo Show]. Com sete milhões de cópias vendidas, é possível dizer com tranqüilidade que Off The Wall foi bem sucedido. Porém, absolutamente nada perto do que viria pela frente.

Feliz com o trabalho anterior, Michael achou que seria uma boa idéia repetir a parceria para o seu próximo disco. Na lista das decisões mais acertadas da história da música, o bis Jackson/Jones certamente está entre as dez primeiras. Para esta nova empreitada, o cada vez mais afiado Quincy reaproveitou os acertos e corrigiu os elementos que acreditou não terem funcionado em Off The Wall. Assim como a pólvora e fogo, uma fórmula aparentemente simples cujo resultado todos conhecem.

No dia 1° de dezembro de 1982, a bomba – no melhor dos sentidos – chegava às lojas norte-americanas. Lançado pouco mais de um mês antes do álbum, o primeiro single foi o simpático dueto com Paul McCartney “The Girl Is Mine”, na qual os dois reclamam para si o amor de uma garota. Embora de um jeito glamouroso – afinal, contar com um ex-beatle nunca é pouca coisa –, Thriller iniciava em passos um tanto tímidos o fenomenal caminho que viria a percorrer. Foi logo depois que, então, as calçadas começavam a acender em néon: “Billy Jean” era lançada em single em janeiro de 83, alcançando a primeira colocação da parada nacional, esquentando a cadeira por sete semanas. Além disso, era a pioneira do álbum a receber o investimento de um videoclipe, com direito a coreografia pensada e executada pelo cantor.

Observando hoje, “Billie Jean” é o que se pode chamar de point of no return não só da belíssima trajetória de Thriller, como da carreira inteira de Michael Jackson. Foi a partir daquela canção soluçada, com letra sombria falando do questionamento de uma paternidade [“She said I am the one/ But the kid is not my son”] e, especialmente, do clipe no qual uma estola virava um tigre, Jackson passava do nível dos pobres mortais para virar um dos deuses sagrados da música pop do século 20. O mais irônico é que, em um acesso de racismo explícito, a então whitrash MTV tentou boicotar o vídeo de “Billie Jean” sob o pretexto de não desagradar seu público de adolescentes brancos que não tinham o hábito de consumir discos de artistas negros. Mal sabia a emissora a cabo que estava atirando no próprio pé – afinal, é de saber notório que os clipes de Michael Jackson foram um dos maiores responsáveis pela potência que a emissora se tornou.

O clipe ganhou carta branca após a megagravadora CBS, nada disposta a perder o investimento feito, ameaçou retirar da programação da emissora todos os vídeos de seus outros artistas caso a proibição persistisse. A MTV repensou o assunto, e resto desta história todo o mundo pode acompanhar em sua televisão. E não parou por aí – aliás, este era ainda um ligeiro começo. Enquanto Michael já era agraciado com o álbum de platina duplo – prêmio recebido das mãos da atriz Jane Fonda, em fevereiro de 1983 –, mais um single acompanhado de clipe chegava revolucionando o próprio estilo do cantor. Rock tradicional, com direito à guitarra pouco econômica de Eddie Van Halen “Beat It” lembrava em nada o balanço funky já tão associado à imagem de Jacko. “You wanna be tough/ Better do what you can/ So beat it/ But you wanna be bad” é cantada por MJ com virilidade, dando um tempo no seu habitual tom mais doce de voz. A referência explícita do vídeo é o filme West Side Story, com lutas de facas entre gangues em depósitos enormes e escuros. No clima da letra, Michael faz o papel de conciliador na história, convencendo a todos de que brigar não vale a pena. Por que não fazer as pazes e dançar?

Mas ainda que as diferentes nuances de “Beat It” tenham agradado em muito, a idéia de Jackson definitivamente não era privar seus [já milhares] de fãs daquilo que era a sua especialidade. Funk poderoso, recheado de teclados e sintetizadores na medida certa, os seis minutos de “Wanna Be Startin’ Somethin’” viraram compacto em maio de 1983. A primeira e mais longa faixa de Thriller carregava influências dos anos de ouro da Motown com uma suave pitada disco. Nada menos que um daqueles acertos que Quincy Jones havia trazido diretamente de Off The Wall. Passados cerca de dois meses, era chegada a hora de apostar em um ritmo ainda não explorado no álbum: uma balada bem tradicional, lentinha, falando sobre relações humanas. Das duas presentes em Thriller, a escolhida para virar single foi “Human Nature”, do refrão “Why, why, tell’em that it’s human nature/ Why, why does he do me that way”. A canção também ganhou sua versão em clipe, mas por alguma razão misteriosa este não foi tão veiculado quanto os dois vídeos anteriores, virando item raro e visto por poucos. A outra balada citada era “The Lady In My Life” que, junto com “Baby Be Mine”, não foi lançada em compacto.

No verão americano de 1983, Michael Jackson dava mais um passo em direção a um futuro por si mesmo, buscando não mais misturar negócios e família. A primeira providência neste sentido foi a de afastar seu pai, Joseph Jackson, da função de empresário. Porém, quando o assunto era música, os parentes seguiam bem-vindos. A dançante “PYT (Pretty Young Thing)”, penúltimo single do álbum, lançado em outubro do mesmo ano, trazia a contribuição das futuras famosas irmãs de Michael, Janet e La Toya, em elegantes backings.

Rei do mundo
Quase um ano depois do seu lançamento, a sensação era de que o sucesso de Thriller já estava de bom tamanho, tendo superado toda e qualquer expectativa. Itens como vendagem, número de singles, quantidade de clipes e a histeria de fãs que em muito lembrava um certo quarteto inglês eram todos carregados de superlativos completamente anormais para os padrões de qualquer época. Quando as perguntas que pairavam no ar eram “o que mais aquele álbum poderia oferecer de diferente?” ou “por que a música que dá título ao disco ainda não havia sido trabalhada?”, Michael tirou a última carta da luvinha branca. Em dezembro de 1983, chegava o clipe de Thriller antes mesmo da música ser lançada em compacto – o que aconteceu somente em 11 de fevereiro do ano seguinte.

É justo que “Billie Jean” e “Beat It” garantam lugar em qualquer escolha dos vídeos mais importantes, mais influentes, mais legais de todos os tempos. Porém, ninguém em sã consciência e com mínimo de cultura pop contesta o fato de “Thriller” estar no topo de todas estas listas até hoje. Nele, Jackson representa um garoto tímido que tenta conquistar a namorada mas vira lobisomem. Em seguida, já interpretando a si mesmo, ele lidera uma coreografia nada convencional com vários zumbis que decidiram dar uma voltinha fora do cemitério. De brinde, vem a honrosa participação de Vincent Price, habitué das produções cinematográficas de horror. Com sua voz gutural, Price declama um poema que traz trechos como “Creatures crawl in search of blood to terrorize y’ awl’s neighboorhood and whosoever shall be found without the soul for getting down”. Ao final da canção, sua risada amedrontadora.

Pioneirismo e mega-produção são conceitos que bem resumem “Thriller”, o clipe. Contar historinha através da música, duração de treze minutos, destaque para dança, pencas de figurantes, capricho com maquilagem, locações e figurino, todos os elementos utilizados na sua concepção batiam nas teclas “novo” e “grandioso”. A conta ficou em 800 mil dólares mas valeu a pena. Para se ter uma noção, aqui no Brasil, o clipe passou na íntegra por dois domingos consecutivos no Fantástico – na época, um programa preocupado em mostrar novidades musicais. O pacotão daquele Natal se fechava com a chegada do VHS The Making Of Thriller, contando os detalhes da produção por trás das câmeras.

Na correnteza dos louros de Thriller, Michael Jackson inaugurou um costume comum nos anos subseqüentes: associar sua imagem a de um produto, por um preço bastante atraente. No final do ano, assinou um contrato milionário com a Pepsi para figurar na campanha publicitária da empresa, cujas gravações iniciaram-se em janeiro. Tudo corria bem até que no dia 27 um acidente no estúdio causou queimaduras de segundo grau no astro, afetando seriamente parte de seu rosto e cabelo. Michael foi levado às pressas para o hospital, deixando o mundo inteiro apreensivo. Ainda que não tenha sido nesta época que ele apresentaria uma nova faceta aos fãs, muito se especula que este episódio fora o princípio de todo o processo das cirurgias que modificariam por inteiro a cara de MJ.

Restabelecido e com um álbum há 37 semanas na primeira posição dos mais vendidos, a consagração pública de Jackson era fato. Porém, se alguém ainda sentia falta da benção da crítica, ela veio na noite de 28 de fevereiro de 1984. Em uma época em que UM prêmio Grammy era um feito, Michael Jackson ganhou oito – recorde absoluto de um único artista até então. Foram eles: gravação do ano [por “Beat It”], álbum do ano, melhor cantor pop masculino [por “Thriller”], produtor do ano [ao lado de Quincy Jones], melhor cantor de rhythm’n’blues [por “Billie Jean”], melhor revelação em rhythm’n’blues [por “Billie Jean”], melhor cantor de rock [por “Beat It”] e melhor gravação infantil [pela trilha sonora do filme ET, no qual ele fazia uma narração]. Ao seu tempo, a cerimônia do 26º Prêmio Anual do Grammy sugeria uma porta aberta ao futuro brilhante que a genialidade daquele menino de Indiana prometia. O que ninguém, nem nas previsões mais pessimistas, imaginava é que aquela noite era um topo que nunca mais seria alcançado por Jackson, musical ou pessoalmente falando.

Cinco anos depois de seu lançamento, Thriller era sucedido por Bad, disco honesto, porém sem nem metade do brilho anterior. Nas fotos de divulgação deste trabalho, o mundo começava a lidar com as primeiras imagens de um Michael Jackson mais claro e com nariz afinado. A partir de então, a enigmática sucessão de transformações físicas e os detalhes esquisitos sobre a vida pessoal do cantor cresciam na mesma medida que seu talento artístico parecia minguar a cada lançamento.

O triste declínio chegou ao ponto de, hoje, fãs se limitarem a comemorar vitórias do cantor em tribunais – para quem esteve em Marte nos últimos dias, MJ foi declarado inocente em dez acusações no recente 13 de junho. Mas restou Thriller nas prateleiras. Álbum que, se perdeu para um disco do Eagles posto de mais vendido na história da música, segue com suas mais de 50 milhões de cópias vendidas firme nas memórias, corações e passinhos moonwalk em algumas noites de sábado de muita gente.
Tazinha Pínin

Ficha Técnica

Título: Thriller
Artista: Michael Jackson
Lançamento: 1° de dezembro de 1982
Gravadora: CBS [atual Sony]
Produção: Quincy Jones e Michael Jackson
Faixas: “Wanna Be Startin’ Somethin’”, “Baby Be Mine”, “The Girl Is Mine”, “Thriller”, “Beat It”, “Billie Jean”, “Human Nature”, “P.Y.T (Pretty Young Thing)”, “The Lady In My Life”.
Participações especiais: Paul McCartney [vocal em “The Girl Is Mine”], Vincent Price [poema em “Thriller”], Eddie Van Halen [guitarra em “Beat It”] , Janet e La Toya Jackson [backings em “PYT”].
Curiosidades: Após “The Girl Is Mine”, Michael Jackson voltou a gravar uma música em parceria com Paul McCartney. “Say, Say, Say”, também de 1983, acabou entrando no disco daquele ano de Paul, Pipes Of Piece. A amizade que parecia “eterna” acabou-se quando Michael desembolsou 47 milhões de dólares para comprar a ATV Publishing, detentora dos direitos das músicas dos Beatles entre os anos de 1964 e 1971. Reza a lenda que Paul é quem teve a idéia da compra e havia comentado o negócio com Michael. O ex-beatle nunca perdoou a traição. *** Foi por causa de Thriller que aconteceu a primeira crise no Van Halen. Com ciúmes do convite recebido por Eddie para tocar guitarra em “Beat It”, Dave Lee Roth, vocalista da banda, decidiu fazer um disco solo. O problema é que a turnê do trabalho de Dave atrapalharia os planos do próximo disco do quarteto. Dave bateu pé e não voltou atrás. Foi quando ganhou a cartinha de demissão do Van Halen. *** A primeira vez que Michael Jackson mostrou o popular passinho moonwalk foi no dia 16 de maio de 1983, durante um especial que comemorava o 25° Aniversário da gravadora Motown. Esta apresentação pode ser vista no DVD History I. *** Entre o lançamento de Thriller [1982] e seu sucessor Bad [1987], Michael Jackson se envolveu com o projeto USA For Africa, cujo objetivo era reverter fundos para combater a fome na África. Para o tema da campanha, MJ e Lionel Richie compuseram a canção “We Are The World”. Com produção de Quincy Jones, a música foi gravada por 45 artistas, incluindo os próprios compositores. Estavam lá também Cyndi Lauper, Bruce Springsteen, Kim Carnes, entre outros astros da música pop americana da época. *** Se hoje Madonna pode se dar ao luxo de ter “permanecido por cima” enquanto Jackson entra em cada vez mais encrencas, a história nem sempre foi assim. Na sua primeira turnê, de 85, intitulada Virgin Tour, a cantora emendou um trecho de “Billie Jean” na execução de “Like a Virgin”. Em 1990, mais uma vez a cantora deixou claro sua admiração pelo Rei do Pop, levando-o como seu acompanhante na cerimônia do Oscar. Na ocasião, ela ganhou a estatueta de melhor canção, com “Sooner Or Later”, do filme Dick Tracy. *** Em 1989, Michael esteve em uma cerimônia na Casa Branca para receber o prêmio “Artista da década”. O mimo foi concedido pelo presidente dos EUA da época, o senhor George Bush Pai. *** Em 1992, Michael Jackson criou a Fundação Heal The World, que visa ajudar crianças necessitadas em todo o mundo. A renda integral da turnê Dangerous World Tour também foi destinada a ajudar os baixinhos. *** A primeira manifestação pública de MJ sobre o clareamento repentino de sua pele foi dada no programa de Oprah Winfrey, em 1993. A explicação: ele teria uma doença rara de pele chamada vitiligo. *** Onze anos antes de sua irmã Janet causar furor por mostrar acidentalmente um seio, Michael já havia feito história no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, evento esportivo que possui os mais caros intervalos comerciais de tevê de todo o mundo. Sua apresentação surpresa em 1993 é até hoje recorde de audiência com a marca de 133 milhões de telespectadores. *** Michael já encarou o matrimônio em duas ocasiões. A primeira esposa foi Lisa Marie Presley [ela mesma, a filha de outro Rei], com quem se casou em 1994. O “até que a morte nos separe” durou pouco mais de um ano e meio. A segunda vez foi com Debbie Rowie, enfermeira do cirurgião plástico de MJ. Os dois nunca viveram juntos, mas, através de métodos artificiais, Debbie deu dois filhos ao astro: Prince Michael Jackson Jr. e Paris Michael Katherine Jackson. A mãe do terceiro filho, Prince Michael II [aquele que foi dependurado na janela na Alemanha], ninguém sabe, ninguém viu. *** Jacko se apresentou no Brasil nos dias 15 e 17 de outubro de 1993. Fez shows em São Paulo. No primeiro, foram registradas 110 mil pessoas. O segundo teve ingressos esgotados, alcançando um público de 140 mil. Durante sua passagem, um dos carros de sua comitiva atropelou um adolescente. *** Três anos depois ele voltou ao país para gravar o clipe da música “They Don’t Really Care About Us”, dirigido pelo cineasta Spike Lee. Foram filmadas cenas na Favela da Santa Marta (RJ) e no Pelourinho (BA), com participação do Olodum. Curiosamente, existem dois clipes para esta faixa. No Brasil só é exibido o que foi filmado aqui. O outro, cuja história se passa em uma penitenciária, é o “oficial”, para o exterior. O que reforça a teoria de que sua vinda foi bancada pela gravadora, com o objetivo de impulsionar novamente as vendagens do cantor no mercado fonográfico brasileiro. O que, a exemplo do resto do mundo, nunca mais aconteceu. *** Michael foi o primeiro artista a ter duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood. A primeira foi dada em 1980, ainda com seus irmãos do Jackson Five. A segunda, ele ganhou em 1984, por sua carreira solo. *** Jacko também investiu em uma sutil carreira cinematográfica. Em 1978, interpretou o personagem Espantalho em uma versão black do musical O Mágico de Oz. O filme chamava-se The Wiz. Em 1986, foi a vez de Capitain Eo. O curta, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola, foi transmitido pela IMAX da Disney por 12 anos. Dois anos depois Michael estrelou Moonwalker. Também fez participações em Ghosts [1997] e Homens de Preto II [2002]. *** A partir dos anos 90, os clipes de Jackson passaram a ter tecnologia de ponta, efeitos digitais milionários e participantes de luxo, como supermodelos, astros da NBA, comediantes atores de renome. Uma das últimas tentativas de reerguer a carreira, o clipe de "Rock My World", faixa do álbum Invincible, contou com a última aparição profissional de Marlon Brando.


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  • 25/04/2008 19:13 - GIG

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