Quarta Mar 20

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Nervoso

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Ex-baterista disseca o que está por trás das catorze faixas do seu primeiro álbum solo.

Faixa a faixa

Nervoso sempre ficava escondido lá no fundo do palco, atrás de bumbos, pratos e tontons, segurando um par de baquetas. Cansado de ser sempre o baterista – mesmo que de importantes bandas independentes cariocas, como Autoramas, Acabou La Tequila, Matanza e Beach Lizards – ele resolveu dar uma de Dave Grohl. Assim como o ex-baterista do Nirvana, passou a empunhar uma guitarra e foi para trás do microfone central. No ano retrasado, soltou o EP de estréia, chamado Personalidade. No finalzinho de 2004, lançou pelo selo carioca midsummer madness o primeiro álbum, Saudades das Minhas Lembranças. Gravao em diversos estúdios, o disco cruza Jovem Guarda com pop, samba e alt-rock com muito romantismo, nostalgia e idéias vindas do trabalho anterior. A pedido do Bacana, Nervoso contou histórias e curiosidades que rondam cada uma das catorze faixas do álbum.

Nervoso: vários estúdios cariocas e alguns rascunhos do EP anterior.

“Maus Limites”
“Gravamos os baixos e baterias dessa no estudio do Stanley, na Barra da Tijuca [RJ]. Depois fomos para o Monoaural, estudio do Berna e do Kassin e, com ajuda do engenheiro de som Estevão, gravamos guitarras e vozes. Ela acabou ficando como musica de abertura depois que resolvemos [eu e o engenheiro de som Daniel Carvalho, que mixou o disco] puxar as freqüências médias da introdução para dar um climinha de rádio AM. Aí rola aquele contraste com a entrada da bateria do Robério.”

“O Mala”
“Essa sempre é a segunda do nosso set list. Ficou quase que emendada com a anterior. Tem uma introdução pesada e melódica, que colabora para servir de emenda, especialmente nos shows. O coro teve de ser regravado durante as mixagens. É sempre muito chato deixar passar algum erro comprometedor, é até meio broxante ter que dar uma caminhada pra trás. Tivemos um momento ou outro assim. O processo de gravação foi igual ao da faixa anterior. Baixo e batera no Stanley, o resto no Monoaural.”

“Moça Mimada”
“Essa passou por um processo bem distinto das outras. Seqüenciei toda a bateria em casa – ou seja, todos elementos percussivos são samples. Estávamos sem grana para gravar uma bateria com qualidade e boa captação. Tem um clima bem-humorado nessa bateria, pois ao compô-la, quis fazer com que soasse como uma bateria acústica mesmo. Entao você ouve achando que está ouvindo o Roberio, mas ai no meio rola aquela virada humanamente impossível, gratuita. Depois, tudo volta ao normal, sem satisfação. Após seqüenciar essa bateria, gravamos baixos, teclados, sintetizador e vozes no estúdio do musico amigo Arnaldo Brandão. Depois finalizei em casa. Ela soa bem diferente no disco.”

“A Visita”
“Peguei as bases que havia usado no EP e aproveitei para o álbum. Refiz alguns arranjos e vozes. Ficou melhor do que antes. Essa é a música que as pessoas mais pedem nos shows. Tem aquele refrão “Fly Me To The Moon”. Já me disseram que eu fiz plágio... Ha, ha, ha! Tem os metais do Marcelo Magdaleno, um grande artista que lamentavelmente acabou ficando sem créditos no disco.”

“O Percurso”
“Trata-se da queridinha da banda. Foi a última faixa a ser gravada, no estúdio Mills, em Santa Teresa. Talvez por ser a primeira canção composta por todos integrantes da banda, virou unanimidade. Todos adoram. Pois é. Eu adoro essa. Ficou linda mesmo. Antes tem a locução do Sergio Luis, um puta vozeirão. O cara faz aqueles programas românticos de rádio na madrugada e já gravou para uma cacetada de gente. A voz é bem familiar. Combinou com o clima Roberto Carlos presente na letra e na melodia. Destaque para as guitarras mágicas do Benjão.”

“O Bom Veneno”
“Essa foi outra que veio do Personalidade, só que remasterizada e com mais peso. Quisemos dar aquele clima Tom Waits e levamos umas sucatas para o estúdio. A bateria foi gravada pelo grande Marcelo Callado. Eu fiz os teclados, guitarras e vozes. Na época em que gravei essa, não havia banda. Assim como aconteceu com “A Visita”, “Clube da Luta” e “Mais Justo”, muitos arranjos pintavam na hora, no meio da gravação mesmo.”

“Nao Quero Dar Explicação”
Logo no início dessa temos a participação do poeta punk Chacal, recitando o texto “Latas Vazias” com o piano Rhodes no fundo. Costumamos abrir o show com essa. O guitarrista Bruno Levi fez um barulho e tanto.”

”Que Martírio!”
“Criei os loops em casa. Leo Massacre [Acabou La Tequila, Totonho e os Cabra] gravou percussão eletrônica; o Robério, bateria; e eu, os violões e vozes. Estamos começando a tocá-la nos shows. Não tocávamos antes por conta dos samples, mas agora estamos usando-os ao vivo.”

“Mais Justo”
“Essa compus para o meu filho, Guilherme. Gravamos as vozes no estúdio da Deck, cortesia do amigo Rafael Ramos. Tem a voz linda do Amarante [Los Hermanos]. Foi uma grande presença. Parece que compus essa musica para a voz dele. Ficou perfeita. O trompete foi gravado pelo Pedrão Selector, que toca com o B-Negão.”

“Já Desmanchei Minha Relação”
“Essa música virou clipe e é outra que as pessoas pedem muito nos shows. Tem ótimas guitarras do Benjão.”

“Clube da Luta”
“Havia feito essa para os Autoramas, mas acabei ficando com ela pra mim. Gabriel Thomaz toca uma das guitarras.”

“Despedida Sem Fim”
“Tem um clima de baile anos 50, com o sax do Mada. O órgão tocado pelo Alberto também é clássico.”

“Pra Terminar”
“O disco vai chegando ao fim e essa musica tem uma batida meio country/dixieland. O refrão lembra Erasmo Carlos.”

“Fim de Tarde em Bangladesh”
“Essa tem aquele clima pianinho de fim do seriado Incrível Hulk, saca? David Banner indo embora pela estrada afora...”


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