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Ao Vivo - Ludov :: Wonkavision
Escrito por Abonico Sex, 25 de Abril de 2008 17:25
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Em São Paulo, dois representantes da nova boa safra pop nacional provocam furor típico de novos ídolos nacionais.
Ludov + WonkavisionCentro Cultural São Paulo [São Paulo] :: 19.02.05
Woknavision (acima) e Ludov: CCSP sold out e recepção de novos ídolos.
Você percebe quando uma banda está em pleno processo de expansão de seu público através de fatos facilmente calculáveis, à custa de tempo e espaço. Esta é a terceira vez que vejo o Ludov tocando no Centro Cultural São Paulo – um oásis em termos de espaço e equipamento para que as bandas possam mostrar seus trabalhos. Na primeira, há um ano e pouco, cheguei cerca de meia hora antes do início da apresentação, sentei na primeira fila e vi que todos estavam espaçosamente sentados. Na segunda, julho do ano passado, com os paulistas dividindo palco com os Autoramas, cheguei atrasado, estava tudo lotado e só vi as três últimas canções.
Dia 19 de fevereiro de 2005. Chego cedo porque tenho entrevista marcada [com Will, do Wonkavision; Sérgio, do Gram; e Mauro, do Ludov; este papo você confere em breve no Bacana], por volta das 15h. E tomo um belo susto ao perceber que, espalhado por todo o Centro Cultural São Paulo, já há um bom número de pessoas devidamente uniformizadas com camisas do Ludov – esperando por um show marcado para as 19h. Claro, havia muita gente também por conta dos gaúchos do Wonkavision. E isso tudo me parece um bom sinal, acho.
Corro para a bilheteria! E Não dá outra. Apesar de previamente marcada para as 18h, a venda de ingressos tem de começar quase uma hora antes, tamanha a fila que se formara – atravessava todo o CCSP, que não é pequeno.
Vamos ao show. O Wonkavision entra no palco. Apesar de serem sete da noite, ainda não está escuro – o que justifica o “boa tarde” do vocalista Will. De início, a banda parece um pouco tensa, eles precisam repetir a entrada da primeira música, “Nanana” [segundo Will, o técnico não havia ligado o retorno do baterista Kiko]. Mas a calorosa recepção do público vai deixando-os mais à vontade. Daí pra frente os Wonkas engatam uma quinta embalada e que tem seus pontos altos nas ótimas “Quando 16”, “Brinquedos” [cantada pela tecladista Manu] e “Comprimidos”.
Os gaúchos mandam ver também “Power Bossa”, “Super-Homem” e “Ah, É Assim?”, todas do EP Preview e que ficaram de fora do álbum homônimo de estréia. Aliás, o disco desapareceu rapidinho das banquinhas montadas para a venda de CDs e camisetas.
E aí chega o Ludov. Tal é a aclamação da platéia antes mesmo do primeiro acorde que já dá para ver que o quinteto entra em campo com o jogo ganho. Mas eles não facilitam: com uma massa sonora impecável, fazem um show cheio de energia, mesclando músicas do EP Dois a Rodar – recentemente relançado pela Deck – com as novas do novo disco, O Exercício das Pequenas Coisas.
Me impressiono com Vanessa. Se à época do Maybees ela era uma bela crooner porém tímida, sua perfomance, com pleno domínio de palco, hoje adquire quase o status de uma diva.
Os pontos altos da apresentação vêm em “Trânsito” [cantada em uníssono pela platéia], na nova “Dorme em Paz” e em “Kriptonita”, primeira música de trabalho do álbum.
O set traz ainda “Sete Anos”, uma música “sobre um amor de infância”, segundo Mauro Motoki – prontamente ovacionado pelo público feminino presente. “Todo Esse Ar” conta com a participação do produtor Fábio Pinc na slide guitar [o que causa surpresa até para o próprio]. E, claro, para o final está reservado o hit “Princesa”.
Após o show, novas filas são formadas. Agora para autógrafos, fotos, beijos e muitos “vocês são demais!” para as duas bandas. É... Coisas dessa árdua vida de rockstar...
Vandson Lima
Dia 19 de fevereiro de 2005. Chego cedo porque tenho entrevista marcada [com Will, do Wonkavision; Sérgio, do Gram; e Mauro, do Ludov; este papo você confere em breve no Bacana], por volta das 15h. E tomo um belo susto ao perceber que, espalhado por todo o Centro Cultural São Paulo, já há um bom número de pessoas devidamente uniformizadas com camisas do Ludov – esperando por um show marcado para as 19h. Claro, havia muita gente também por conta dos gaúchos do Wonkavision. E isso tudo me parece um bom sinal, acho.
Corro para a bilheteria! E Não dá outra. Apesar de previamente marcada para as 18h, a venda de ingressos tem de começar quase uma hora antes, tamanha a fila que se formara – atravessava todo o CCSP, que não é pequeno.
Vamos ao show. O Wonkavision entra no palco. Apesar de serem sete da noite, ainda não está escuro – o que justifica o “boa tarde” do vocalista Will. De início, a banda parece um pouco tensa, eles precisam repetir a entrada da primeira música, “Nanana” [segundo Will, o técnico não havia ligado o retorno do baterista Kiko]. Mas a calorosa recepção do público vai deixando-os mais à vontade. Daí pra frente os Wonkas engatam uma quinta embalada e que tem seus pontos altos nas ótimas “Quando 16”, “Brinquedos” [cantada pela tecladista Manu] e “Comprimidos”.
Os gaúchos mandam ver também “Power Bossa”, “Super-Homem” e “Ah, É Assim?”, todas do EP Preview e que ficaram de fora do álbum homônimo de estréia. Aliás, o disco desapareceu rapidinho das banquinhas montadas para a venda de CDs e camisetas.
E aí chega o Ludov. Tal é a aclamação da platéia antes mesmo do primeiro acorde que já dá para ver que o quinteto entra em campo com o jogo ganho. Mas eles não facilitam: com uma massa sonora impecável, fazem um show cheio de energia, mesclando músicas do EP Dois a Rodar – recentemente relançado pela Deck – com as novas do novo disco, O Exercício das Pequenas Coisas.
Me impressiono com Vanessa. Se à época do Maybees ela era uma bela crooner porém tímida, sua perfomance, com pleno domínio de palco, hoje adquire quase o status de uma diva.
Os pontos altos da apresentação vêm em “Trânsito” [cantada em uníssono pela platéia], na nova “Dorme em Paz” e em “Kriptonita”, primeira música de trabalho do álbum.
O set traz ainda “Sete Anos”, uma música “sobre um amor de infância”, segundo Mauro Motoki – prontamente ovacionado pelo público feminino presente. “Todo Esse Ar” conta com a participação do produtor Fábio Pinc na slide guitar [o que causa surpresa até para o próprio]. E, claro, para o final está reservado o hit “Princesa”.
Após o show, novas filas são formadas. Agora para autógrafos, fotos, beijos e muitos “vocês são demais!” para as duas bandas. É... Coisas dessa árdua vida de rockstar...
Vandson Lima
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