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Killers

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Influências de new wave e do eightie rock britânico formam o mais novo hype indie, que vem da árida Las Vegas.

Sessões do deserto

Matt Hartman/ ReproduçãoGrupo de moleques saídos de Las Vegas torna-se o mais novo hype do circuito indie. Com o álbum de estréia Hot Fuss, o Killers prova que pode haver boa música até mesmo no árido clima da cidade que tornou-se referência mundial para a fase decadente de Elvis Presley. Diogo Dreyer fala mais sobre a banda que vem encantando muita gente com influências de new wve e o rock britânico dos anos 80.

Killers: álbum de estréia "matador".

Se você anda acompanhando a crítica musical nos últimos meses vem percebendo que muita gente não esconde sua babação para um bando de moleques de Las Vegas, conhecidos como Killers.

Você pode estar se perguntando que tipo de rock faz um grupo oriundo de Las Vegas, cidade cravada no meio do árido oeste norte-americano e que, por mais que freqüente o imaginário pop, nunca revelou grande coisa em termos musicais para o mundo. Referência ao rei Elvis em sua fase caratê, talvez?

Muito pelo contrário. “Hot Fuss” (sem previsão de edição nacional até agora) é o disco que o Robert Smith queria que sua banda tivesse lançado esse ano. Oitentista até a medula, o Killers soa muito britânico (há quem diga que a banda finge um sotaque inglês em algumas músicas), com influências fortíssimas de Duran Duran, Psychedelic Furs, Cure e, porque não, dos guris do Franz Ferdinand, que já ditam tendência. O toque electro/eletrônico fica por conta dos teclados, no melhor estilo New Order.

O Killers “apareceu” quando a new wave “Somebody Told Me” saiu em single na Inglaterra, em março. Daí pra frente o hype fez o resto. (Mais uma história de banda que faz muito sucesso antes do disco lançado. Na verdade, tenho uma teoria de que essa história de bandas estourando antes dos discos não tira a qualidade das músicas. A “culpa” é do mp3 e dos “ejaculadores precoces”, que não conseguem ficar longe de novidades. Mea culpa!)

A primeira vez que ouvi o vocalista Brandon Flowers cantando a balada “Indie Rock and Roll”, pensei que se tratava de Cedric Bixler Zavala, ex-vocalista do At the Drive In, agora líder do Mars Volta. Tirando o timbre da voz, que é muito parecida com a de Zavala, porém, a influência new wave e dançante do Duran Duran ficou mais nítida a cada audição. Principalmente porque de punk, o Killers só guarda o nome.

Além do primeiro single, a pegajosa “Somebody Told Me”, tem “Jenny Was a Friend Of Mine” (que tem a responsabilidade de abrir o álbum e o faz de maneira bem eficiente) e para “Mr Brightside” (indicada para DJs de clubes indie). Para quem não quiser morrer com uma grana em importação e não lida com o dia-a-dia dos downloads resta torcer para que o disco seja lançado logo por aqui.


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