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ESPECIAL - 100 Love Songs

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Amor e música pop sempre andaram de braços. Prova disso são as cem músicas listadas pelo Bacana. Cure, Smiths, Sonic Youth, REM [foto], Nick Cave, Marvin Gaye, Frank Sinatra... Aqui tem o relacionamento amoroso cantado de todas as formas.

100 Love Songs

Amor e música pop sempre andaram de braços. Prova disso são as cem músicas listadas pelo Bacana. De Cure e Morrissey a Marvin Gaye e Frank Sinatra, aqui tem o relacionamento amoroso cantado de todas as formas para um Dia dos Namorados com trilha sonora ideal. Textos escritos por Abonico Smith e Fabricio Muller.

Corações apaixonados são uma constante nas letras do Cure.

“Just Like Heaven”
Quem: Cure
Por quê: Declaração de amor das mais pungentes. Brinca com a sensualidade das palavras e a doçura típica da persona construída por Robert Smith, que diz ter “sonhado com todas as maneiras diferentes de fazê-la brilhar” e termina com um fulminante “você é como o paraíso”.

“Superstar”
Quem: Sonic Youth
Por quê: Um bandolim “chora” a melodia sobre uma enxurrada microfonias e ruídos mixada lá no fundo. Enquanto isso, Thurston Moore sussurra languidamente provocantes versos de amor platônico por uma estrela do rádio. Cover dos Carpenters que provoca arrepios.

“Drain You”
Quem: Nirvana
Por quê: Nada pode parar este amor apaixonado e desesperadamente carnal. Nem mesmo o fato de um organismo absorver o que vem do outro – mesmo que seja comida mastigada ou urina.

“Mockingbirds”
Quem: Grant Lee Buffalo
Por quê: Só a combinação do cello com o falsete de Grant Lee Phillips já seria suficiente para esta música aflorar todas as emoções. Versos como “Você veio de longe para requerer seu lugar no trono” e “Você me trouxe para dentro do seu coração e então afogou meu orgulho” podem derramar um mar de lágrimas caso alguém se identifique com a dor-de-cotovelo.

“The Wrong Girl”
Quem: Belle & Sebastian
Por quê: Stevie Jackson assume que “finalmente encontrou um amor verdadeiro, ainda que pela “garota errada”. A poética dos escoceses sugere um amor quase proibido: “The wrong girl/ The wrong kind/ The wrong hand to be holding/ The wrong eyes to go searching behind/ The wrong dream to have on my mind”

“Iris”
Quem: Goo Goo Dolls
Por quê: No filme, um anjo perde as asas porque não poderia suportar amar sem poder tocar ou ser visto pela amada. No videoclipe, o vocalista John Rzeznik se coloca na posição de flaneur, observando todos sem interferir nas ações. No refrão, o Goo Goo Dolls arrasa os corações: “Eu não quero que o mundo me veja/ Porque acho que não iriam me entender/ Quando tudo é feito para ser quebrado/ Eu só quero que você conheça quem sou eu”.

“Bizarre Love Triangle”
Quem: New Order
Por quê: Umas das mais belas letras já escritas sobre desencontros e desilusões amorosas. “Toda vez que que vejo você se apaixonar/ Eu me ajoelho e rezo/ Fico esperando por aquele momento/ Que você diga as palavras que eu não posso dizer”, lamenta-se Bernand Sumner no refrão.

“Beautiful”.
Quem: Smashing Pumpkins
Por quê: Enquanto a banda faz bastante barulho no primeiro disco, Billy Corgan reserva para a metade final deste álbum duplo canções mais românticas. Para contrastar com toda a simbologia da obra, barroca ao extremo no projeto gráfico e em varias de suas letras, o vocalista deixa de lado as grandiloqüências e se derrete sem rodeios: “Bela, você é bela, tão bela quanto o céu/ Maravilhosa, é maravilhoso saber que você é assim como eu/ (...) Nunca se esqueça de me chamar, a qualquer instante/ Eu estarei bem aqui esperando por você/ Estarei sob suas estrelas para sempre/ Nem lá nem cá, apenas bem ao seu lado”.

“Automatic Stop”
Quem: Strokes
Por quê: “Tantos peixes no mar/ Ela o queria, ele me queria”. Triângulo amoroso que ainda deixa margem para uma leitura bissexual – sobretudo porque Julian Casablancas não é nada afeito a cantar letras baseadas em personagens que não sejam masculinos.

“My Funny Valentine”
Quem: Frank Sinatra
Por quê: “Mas não mude o cabelo por mim/ Não se você se importar comigo/ Fique Valentine [ou Namorada], fique”, canta Frank Sinatra neste clássico absoluto.

“Truth Doesn't Make a Noise”
Quem: White Stripes
Por quê: Jack White odeia quando tratam mal sua namorada. Ela não grita para se defender, “porque a verdade não faz barulho”. Genial!

“Killing Moon”
Quem: Echo & The Bunnymen
Por quê: Dilacerante canção de amor na qual Ian McCulloch lamenta a vitória do destino e do tempo sobre o desejo.

“Sometimes Always”
Quem: Jesus & Mary Chain e Hope Sandoval
Por quê: Ele se arrependeu dos erros do passado e pede para voltar. Ela, magoada, reluta no início mas acaba cedendo no final. Os diálogos protagonizados por William Reid e sua namorada Hope são o momento mais romântico da carreira do Jesus & Mary Chain.

“Love In Vain”
Quem: Robert Johnson
Por quê: Neste blues imortal, Johnson vê sua amada indo embora de trem. O apelo visual da canção a deixa ainda mais pungente.

“All Is Full Of Love”
Quem: Björk
Por quê: Sobre uma base esquisita, a islandesa dá conselhos para acreditar no amor, mesmo que a pessoa que o procure não esteja sintonizada na mesma freqüência receptora. Visão otimista para quem passa sozinho o Dia dos Namorados.

“Your Love Is The Place Where I Come From”
Quem: Teenage Fanclub
Por quê: Com um título desses nem precisava do resto da letra. Para completar, há o belo jogo vocal feito por Norman Blake, Gerard Love e Raymond McGinley.

“Heroes”
Quem: David Bowie
Por quê: Cantar o amor em tempos de guerra já é um feito heróico. Bowie foi além. Enquanto exilou-se na Alemanha no final dos anos 70, compôs este hino sobre um casal que consegue enxergar sinais positivos mesmo confinado pela frieza calculista do muro de Berlim.

“Creep”
Quem: Radiohead
Por quê: Nos anos da política intervencionista de Bush e sua política de “vencer a qualquer custo”, uma voz loser se perguntava: “Eu sou um fodido, um esquisito/ O que diabos eu estou fazendo aqui?/ Não pertenço a este lugar”. Os versos de duplo sentido também se referem a um conturbado relacionamento amoroso: “Quando você esteve aqui antes/ Não pude olhá-la nos olhos/ Você é como um ano/ Sua pele me faz chorar/ Você flutua como uma pluma/ Em um belo mundo/ E como eu queria ser especial/ Você é mais do que especial”.

“Buddy Holly”
Quem: Weezer
Por quê: Eu sou Buddy Holly e você, Mary Tyler Moore. Rivers Cuomo escancara toda sua nerdice ao celebrar os namoros ingênuos dos anos 50, fazendo referências ao rock e a seriados de televisão (na letra e no clipe) daquela época. O bubblegum que tinha tudo para fazer a banda cair no ridículo logo no primeiro disco, acabou funcionando. Melodia irresistível, guitarras pesadas e um refrão poderoso transformaram a letra em um dos maiores clássicos da música pop na década de 90.

“Everybody Hurts”
Quem: REM
Por quê: Clássica canção sobre desilusão amorosa. Em arranjo tocante, que no decorrer da gravação vai crescendo em emoção e nuances sonoras até voltar ao ponto de partida, Michael Stipe afirma que todo mundo magoa e todo mundo chora. Fossa garantida para quem ainda não se acostumou à idéia de perder um amor.

“N.I.B.”
Quem: Black Sabbath
Por quê: O baterista da banda disse uma entrevista que esta música mostrava satanás deixando de sê-lo pelo amor de uma mulher. De qualquer forma, é impressionante.

“Well I Wonder”
Quem: Smiths
Por quê: “Bem, eu queria saber/ Você me ouve quando vai dormir/ (...) Você me vê quando passamos?”... Morrissey querendo chamar a atenção da pessoa amada emociona até uma pedra. “Por favor me mantenha em seus pensamentos”, ele pede desesperadamente.

“Disco 2000”
Quem: Pulp
Por quê: Amor perdido nos tempos da pré-adolescência ressurge aos trinta e poucos anos. Contudo, somente de uma parte, que ainda mantém um fiozinho de esperança de realizar o seu grande sonho. Tocante letra de Jarvis Cocker, mestre em escrever sobre relacionamentos amorosos e seus mais diversos estágios.

“Into My Arms”
Quem: Nick Cave & The Bad Seeds
Por quê: O australiano chorou o fim da relação com PJ Harvey compondo mais um de seus belos hinos quase-religiosos (aqui, Cave suplica a Deus para que a amada volte a seus braços).

“Taillights Fade”
Quem: Buffalo Tom
Por quê: Reminiscências de um amor passado, que foi intenso enquanto durou mas ainda permanece vivo na memória.

“Will You Love Me Tomorrow”
Quem: Shirelles
Por quê: Ao mesmo tempo em que canta “todas as qualidades do amado, ela fica insegura com o futuro do relacionamento e questiona: “você me amará amanhã. Clássico pop da década de 60, com arranjo orquestrado, melodia irresistível e letra de chorar de tão bela.

“Please Mr Postman”
Quem: Marvelettes
Por quê: Letra bobinha sobre garota que espera o amado retornar da guerra, para onde foi mandado com a missão de defender o país. Enquanto isso, ela importuna o carteiro diariamente, querendo saber se o namorado havia escrito algo para ela. A força do refrão é impressionante e ainda ficou melhor depois da regravação dos Beatles.

“In Love With a Thug”
Quem: Snoop Dogg
Por quê: Snoop canta o amor de uma garota “de família” por um gangsta, contando já no início: “Esta é uma canção de amor gangsta, entende? (Ela estava apaixonada por um bandido!)”.

“Killing Me Softly With His Song”
Quem: Roberta Flack
Por quê: Resgatada pelos Fugees e pelo filme Um Grande Garoto, baseado no livro homônimo de Nick Hornby, esta balada do começo dos anos 70 fala sobre o desgosto de uma mulher que tem exposta sua privacidade através dos versos de uma canção romântica. Por incrível que pareça, isso acaba soando como uma declaração de amor às avessas.

“Anna Stesia”
Quem: Prince
Por quê: É genial a maneira como Prince transforma, nesta música, o amor por uma mulher (a Anna Stesia do título) no amor por Deus.

“Let´s Get It On”
Quem: Marvin Gaye
Por quê: Direto ao ponto (a expressão “let's get it on” significa "vamos fazer sexo"), Marvin Gaye faz aqui uma das músicas mais insinuantes da história.

“Glory Box”
Quem: Portishead
Por quê: Sobre a base sampleada de Isaac Hayes, o vcoal sofrido e choroso de Beth Gibbons mexe com as entranhas até mesmo de quem não está apaixonado.

“Moon River”
Quem: Henry Mancini
Por quê: Clássico romântico do cinema norte-americano, feito pelo maestro Henry Mancini (responsável por várias trilhas sonoras inesquecíveis) para o filme Bonequinha de Luxo. Além da beleza da melodia, a música também ficou marcada pela brilhante atuação da protagonista Audrey Hepburn.

“Slave To Love”
Quem: Bryan Ferry
Por quê: Ele já exala sensualidade em suas músicas. Nesta, que foi tema do provocante filme 9 ½ Semanas de Amor, extrapola seus limites ao se considerar “escravo do amor”.

“Sweet Child O’Mine”
Quem: Guns N’Roses
Por quê: Reza a lenda que Axl Rose não teria composto seu maior hit, mas o teria comprado de um “compositor fantasma” (profissional que faz de seu ganha-pão a tarefa de compor canções encomendadas por grandes estrelas que na verdade não compõem as músicas lançadas sob seu nome). Se é verdade ou mera especulação, não importa. Dizer que o sorriso dela lembra as memórias de infância já seria suficiente, mesmo não houvesse o clássico riff criado pelo guitarrista Slash.

“Hurt”
Quem: Johnny Cash
Por quê: Em seu último álbum, Cash transforma uma letra sobre uso de drogas em uma pungente canção de amor. A carga de dramaticidade triplicou com o videoclipe, na qual a lenda do rock’n’roll vê toda a sua vida passar antes de sua morte.

“She Loves Me Not”
Quem: Papa Roach
Por quê: A revolta por quando se leva um fora pode ser imensa. O barulhento grupo americano mostra isso.

“To Bring You My Love”
Quem: PJ Harvey
Por quê: Mulher vive grandes aventuras somente para levar o seu amor a alguém. Passa por desertos, rios e montanhas, lida com o diabo no inferno e amaldiçoa Deus no céu... Tudo em nome do amor.

“Sealed With a Kiss”
Quem: Bryan Hyland
Por quê: Mais um exemplar de letra tolinha que vira uma grande composição ao juntar-se com harmonia impecavelmente bem elaborada. Acorde menor vem na seqüência de seu semelhante maior e tudo mais.

“Je T’Aime... Moi Non Plus”
Quem: Serge Gainsbourg e Jane Birkin
Por quê: Dueto com riff de teclado brega e letra sussurrada pelo casal, que celebra o amor sem maiores compromissos. Passou para o inconsciente coletivo como trilha sonora de motel.

“(I Love You) For Sentimental Reasons”
Quem: Sam Cooke
Por quê: Sam Cooke diz que ama sua companheira por “razões sentimentais” e nós acreditamos. Sabe por quê? Porque ele pensa nela toda manhã e sonha com ela todas as noites.

“I Wanna Hold Your Hand”
Quem: Beatles
Por quê: Menos de três minutos de pura pérola pop que fica variando sobre o mesmo tema: o desejo incontido de andar de mãos dadas com a amada.

“I Know Very Well How I Got My Name”
Quem: Morrissey
Por quê: Este obscuro lado B tem linda melodia e é uma das maiores canções de amor de Morrissey (“Você acha que você foi meu primeiro amor mas está enganada/ Você foi o único/ Que veio e foi embora”).

“Friday I'm In Love”
Quem: Cure
Por quê: Robert Smith canta o seu amor nos dias da semana. Canção extraordinariamente luminosa.

“Like a Virgin”
Quem: Madonna
Por quê: “Você não sabe o quão perdida eu estava antes de encontrá-lo/ Eu estava para baixo, incompleta/ Fui usada, estava triste e deprê/ Mas você me fez sentir/ Nova e radiante/ Como uma virgem/ Tocada pela primeiríssima vez”. Nem precisa dizer mais nada ou fazer referências sobre o vestido noiva (o branco simboliza a “pureza” da mulher antes do casamento) usado por Maconna no clipe filmado pelos canais de Veneza.

“L’Amour A 3”
Quem: Stereo Total
Por quê: Groove para embalar qualquer pista e letra “engraçadinha” sobre as vantagens de um ménage a trois.

“Sea Of Love”
Quem: Phil Phillips
Por quê: Lançado em 1959, este compacto entrou para as paradas e alcançou o segundo posto de vendagem nacional (nos EUA). Contudo, o que pouca gente soube era o fato dos sete únicos versos da letra terem sido compostos pelo artista durante o high school, como prova de amor para a namorada Irene Cook.

“Solitaire”
Quem: Carpenters
Por quê: Melancólica história de um homem solitário, que perdeu seu amor por causa de sua indiferença e não se importa em continuar seguindo da mesma forma, “fingindo a si próprio que nunca irá amar de novo”.

“In The Wee Small Hours”
Quem: Frank Sinatra
Por quê: Uma das mais tristes e belas músicas de todos os tempos. É nas horas melancólicas da manhã é que mais se sente falta da amada.

“Doces Beijos”
Quem: Menudo
Por quê: Para muitas adolescentes dos anos 80, uma despretensiosa canção sobre timidez e paixão platônica. Duas décadas depois, o hit do grupo vocal porta-riquenho é cultuado como a primeira manifestação gay em uma música para adolescentes. Afinal, o que pensar de versos como “Lá em casa dizem que eu estou estranho/ Meus amigos se afastam de mim/ Eu não posso falar, tenho medo/ Ninguém pode conhecer meu segredo/ (...) Este amor é a coisa mais linda que eu já senti/ Doces beijos/ Você me deu/ Doces beijos/ Você e eu/ Doces beijos/ Quer te amar”?

“Magnet’s Coil”
Quem: Sebadoh
Por quê: Um dos precursores do levante emo, Lou Barlow sempre fez letras bastante confessionais. Nesta ele abusa das emoções ao retratar uma relação conturbada, que não ata nem desata, mesmo que as partes saiam bastante machucadas com as ações do dia-a-dia.

“All I Want Is You”
Quem: U2
Por quê: Todas as promessas feitas, desde o berço até a sepultura, não importam quando tudo o que eu quero é você. Bono Vox fecha o álbum duplo Rattle And Hum (1988) com um romantismo até então incomum às letras do grupo irlandês.

“Are You Gonna Be My Girl?”
Quem: Jet
Por quê: Reciclagem de “Rock Around The Clock” cinquenta anos depois. O Jet faz contagem (“1,2,3, pegue minha mão e venha comigo”; “4,5,6, venha e saia na velocidade”) e paradinhas rítmicas em nome da paixão. Só há uma diferença: aqui ela tem outro e ele sonha com uma noite ao menos com sua amada de longos cabelos castanhos e compridas botas pretas.

“Gigantic”
Quem: Pixies
Por quê: Kim Deal propõe uma grande, gigantesca bola de amor. E faz um dos grandes clássicos do rock alternativo.

“I’ll Never Fall In Love Again”
Quem: Dionne Warwick
Por quê: “O que você ganha quando se apaixona?/ Você só consegue mentiras e dor e mágoa/ Pelo menos até amanhã”. Clássico da volubilidade composto pela dupla Burt Bacarach e Hal David, principais nomes do pop easy listening, que têm em Dionne Warwick sua intérprete “oficial”.

“The Golden Path”
Quem: Chemical Brothers e Flamig Lips
Por quê: “Por favor, acredite em mim/ Eu nunca tive a intenção de machucar você”. Com um pedido de desculpas desse, acompanhado por uma batida irresistível, qualquer um engole as estapafúrdias desculpas cantadas por Wayne Coyne (“eu fui confrontado por uma poderosa força demoníaca”) e celebra o retorno da união com muita dança.

“The Scientist”
Quem: Coldplay
Por quê: É difiícil emplacar uma balada romântica atrás da outra. O Coldplay conseguiu. Nesta, Chris Martin traça paralelos entre o amor (a emoção) e a ciência (a razão) para tentar explicar um amor que ainda não deu tão certo assim, apesar de todas as tentativas anteriores. A frase “Ninguém disse que seria fácil”, que inicia o refrão, entrou para a história como uma das linhas mais pungentes da música pop.

“Remember (Walking In The Sand)”
Quem: Shangri-Las
Por quê: O Aerosmith também gravou esta canção melancólica. Mas o original, feito pelo grande girl group Shangri-Las, é muito melhor – com direito a barulho de ondas e gaivotas.

“Shadow Of A Doubt”
Quem: Sonic Youth
Por quê: Enquanto as guitarras percorrem um crescendo de dedilhados dissonantes enquanto Kim Gordon sussurra “deve ser um sonho” e pede aos berros “beije-me na sombra de uma dúvida”. Três minutos e meio de asfixia e prazer.

“Perfect Day”
Quem: Lou Reed
Por quê: Passeio no parque, visita ao zoológico, um cineminha... Pode um fim de semana a dois ser mais romântico? Pode haver algo melhor para se esquecer dos problemas pessoais do cotidiano?

“Sexxx Laws”
Quem: Beck
Por quê: O artista anteriormente conhecido como loser agora se diz um homem maduro, mas sem medo de chorar. E vai mais longe: “Eu quero desafiar a lógica de todas as leis do sexo”. Provocativo ao extremo.

“I Don’t Want Your Money”
Quem: John Lee Hooker
Por quê: Um blues sincopado, executado por Hooker, sua guitarra e seu pé batendo no chão. Ele diz que não quer “o dinheiro dela, apenas o seu amor”.

“Love Will Tear Us Apart”
Quem: Joy Division
Por quê: Pequenas ambições, grande rotina. “Isso é algo tão bom/ Será que só nós não funcionamos mais?”, pergunta Ian Curtis, antes de declarar taxativamente que “o amor vai nos separar”. Angústia e tormento em altos graus.

“Please Please Let Me Get What I Want”
Quem: Smiths
Por quê: “Por favor, mê dê o que eu peço/ Deus sabe que esta vai ser a última vez”. A letra é belíssima, mas a melodia de Johnny Marr e a pungente interpretação de Morrissey é que fazem a diferença aqui.

“The Bitter End”
Quem: Placebo
Por quê: “Você me dá banho com cantigas de ninar/ Enquanto você vai embora”. Brian Molko canta as idas e vindas de uma relação. E conclui, irônico: “Encontro você no amargo fim”.

“Lady Jane”
Quem: Rolling Stones
Por quê: Mick Jagger canta versos de pura entrega a uma mulher, nem que para isso precise dispensar outras amantes. Por sinal, o discurso you're the one and only que o vocalista não levou para os bastidores.

“Ain’t Gone’n’Give Up On Love”
Quem: Stevie Ray Vaughan
Por quê: Este é um arrepiante momento do maior bluesmanbranco de todos os tempos, morto no auge da carreira em um acidente aéreo. Ray Vaughan diz que “não foi embora” e “na desistiu do amor”.

“Behind Blue Eyes”
Quem: The Who
Por quê: Pode um amor se transformar em vingança? Na voz de Roger Daltrey, o sentimento de frustração ganha contornos dramáticos. “Mas meus sonhos/ Não são tão vazios/ Quanto minha consciência parece estar”, canta. Para quem prefere uma balada, há ainda a opção da recente regravação do Limp Bizkit.

“Modern Romance”
Quem: Yeah Yeah Yeahs
Por quê: A guitarra toca repetidamente um riffminimalista enquanto a voz serena de Karen O tenta levantar a estima, em uma espécie de auto-reflexão: “Não fique na espera/ Vá, seja forte/ Ou você não sabe/ Não existe romance moderno”. Cura qualquer deprê amorosa.

“You Were Made For Me”
Quem: Sam Cooke
Por quê: Sam conta que, tão certo como as estrelas estão no céu, ele foi “feito para ela e ela foi feita para ele”. Tão simples quanto tocante.

“Baby One More Time”
Quem: Travis
Por quê: B-side despretensioso, com o primeiro hit de Britney Spears vertido para voz e violão. Por um lado, chega a ser engraçado ouvir o grupo escocês se segurando para não soltar gargalhadas – sobretudo no refrão, na hora do “Still believe” em falsete. Por outro, este é um arranjo que dá mais sensualidade à letra dor-de-cotovelo feita para o público adolescente da cantora.

“Get It On”
Quem: T-Rex
Por quê: No embalo da deliciosa batida glam, Marc Bolan sentencia: “Você é safadamente doce e você é minha garota”. E cai direto no assunto “sexo” no refrão: “Mantenha isso ligado/ Bata no gongo”.

“Darts Of Pleasure”
Quem: Franz Ferdinand
Por quê: Com versos como “Você pode sentir meus lábios despirem seus olhos” e “Palavras são envenenados dardos de prazer”, esta pós-new wave dos escoceses

“Unconditional Love”
Quem: 2Pac Shakur
Por quê: Autêntico como sempre, 2Pac emociona quando canta “Você deve lembrar que o amanhã vem depois do escuro/ Então você vai estar sempre no meu coração/ Com amor incondicional”.

“Give Me Another Chance”
Quem: Big Star
Por quê: “Não desista de mim tão rápido e me dê outra chance”, suplica Alex Chilton em uma das melhores faixas daquele que é um dos álbuns mais cultuado pelos fãs de power pop, o #1.

“Some Velvet Morning”
Quem: Primal Scream e Kate Moss
Por quê: Bobby Gillespie e Kate Moss revivem o dueto gravado por Lee Hazelwod e Nancy Sinatra nos anos 60. Vocais insinuantes alertam: “Aprendam conosco/ Olhe para nós mas não nos toque/ Phaedra é o meu nome”. Mitologia grega [Phaedra era a mulher de Teseu (quem matou o Minotauro), que se apaixonou pelo enteado Hipólito] com beats eletrônicos.

“Lucky Man”
Quem: Verve
Por quê: Richard Ashcroft se esquece de suas sinfonias agridoces para fazer um hino urbano sobre o amor. E ainda se diz um “sortudo” por ter um amor que nunca vai morrer.

“Femme Fatale”
Quem: Velvet Underground e Nico
Por quê: O vocal sussurrado da modelo germânica Nico anuncia sem dó nem piedade: “ela vai partir o seu coração em dois” e “ela vai sorrir para fazer você franzir as sobrancelhas, bobo”. O refrão é taxativo: “todo mundo sabe (ela é uma femme fatale). Canção sobre dominação feminina e paixão nada correspondida

“Toxic”
Quem: Britney Spears
Por quê: “Estou viciada em você/ Você não sabe que você é tóxico?”, canta Britney. Imagina se ela dissesse isso a você?

“Pounding”
Quem: Doves
Por quê: “Vamos partir ao nascer do sol/ Vamos viver pelo oceano/ Não me importo/ Se nunca mais voltarmos para casa/ (...) Aproveite bem o tempo/ É agora ou nunca, baby. Enquanto o baterista Andy Williams esmurra o kit de forma semi-automática, o baixista Jimi Goodwin mendiga pelo amor dela.

“Tiny Dancer”
Quem: Elton John
Por quê: Esquecida durante mais de duas décadas no limbo pop, esta balada acabou justamente resgatada pela clássica cena do ônibus no filme Quase Famosos. A letra é um dos momentos mais inspirados do letrista Bernie Taupin, eterno parceiro de Elton John: “Bailarina, você deve tê-la visto dançando na areia/ Agora ela na minha, sempre comigo, pequena dançarina na minha mão”.

“I Believe In A Thing Called Love”
Quem: Darkness
Por quê: Festa, glamour e muita purpurina. Justin Hawkins ressuscitou com seu Darkness o lado divertido e grandiloqüente dos anos 70, quando encher estádios com pirotecnias visuais era bem comum. Neste “meta-exagero”, nada melhor do que uma overdose de farofada. A começar pelo refrão: “Acredito em uma coisa chamada amor/ Somente ouça a batida do meu coração/ Há uma oportunidade que nós devemos aproveitar agora/ Nós iremos transar até o sol se pôr”.

“You Really Got Me”
Quem: Kinks
Por quê: Um riff básico e muito barulhento pode puxar versos românticos? Para Ray Davies, sim. “Garota, você me pegou de surpresa/ Me conquistou de um jeito que eu não sei o que estou fazendo/ Sim, você me pegou agora/ Me conquistou e eu não consigo dormir à noite”. Simples, direto e apaixonado.

“Lover, You Should’ve Come Over”
Quem: Jeff Buckley
Por quê: Antes de morrer trágica e precocemente, Jeff Buckley deixou para a história dos anos 90 uma obra-prima como o álbum Grace (1994). Em “Lover...”, ele chora a ausência de seu amor: “Onde está você esta noite/ Criança, você sabe muito bem o quanto eu preciso disso/ Muito novo para esperar e velho demais para simplesmente romper com tudo e seguir em frente”.

“I’ll Stand By You”
Quem: Pretenders
Por quê: É nas piores horas que eu estarei sempre com você. Esta é mensagem que Chrissie Hynde tenta passar nesta tocante balada do início da carreira de sua banda. “Nada que você confesse/ Vai me fazer amá-lo menos” é o trecho mais bonito da letra.

“Electricity”
Quem: Suede
Por quê: Brett Anderson passou a década de 90 inteira atiçado a libido de meninas e meninos. Mas demorou alguns discos para fazer sua canção de amor mais intensa, com versos que celebram as reações físicas da paixão. “Temos um amor entre nós e isso é como eletricidade/ Isso é maior que o universo/ É maior que nós dois”.

“Are You Lonesome Tonight?”
Quem: Elvis Presley
Por quê: Elvis gravou um monte de música romântica para seus filmes pós-exército, mas nenhuma delas superou “Are You Lonesome Tonight?”, do início de carreira. Um jovem branco de voz negra que emociona até hoje com esta balada country que é um grande desabafo posterior ao fim de namoro. Durante o período de solidão, no qual são enumeradas todas as culpas pelo término da relação (dela, por sinal), Elvis termina em grande estilo: “Seu coração está cheio de dor, devo eu retornar agora?/ Me diga, querida, você está solitária esta noite?”. De arrasar qualquer coração.

“Wonderwall”
Quem: Oasis
Por quê: Liam Gallagher adora uma confusão e nunca foge de briga de bar. Só que, pelas mãos mágicas do irmão Noel, o compositor da banda, pode se transformar em um sincero apaixonado. Como na letra desta balada, que estourou o segundo álbum do Oasis em todo o mundo. Com um refrão que tem versos como “Talvez você seja aquela que vai me salvar/ E depois de tudo/ Você é meu ‘tudo de bom’[Nota: tradução bem livre do título, já que ‘parede das maravilhas’não fica bem, né?].

“Honestly”
Quem: Zwan
Por quê: Foi só acabar o Smashing Pumpkins que Billy Corgan voltou a sorrir. Montou uma nova banda com amigos e resgatou as antigas (e boas) sonoridades dos Pumpkins. Na área amorosa, engatou um affair com a baixista Paz Lenchantin, que se refletiu diretamente na principal música do único álbum do Zwan. Não havia o que esconder quando um cantava para o outro versos como “Eu me sinto amado/ Honestamente/ (...) Não existe lugar que eu pudesse estar sem você”.

“So Alive”
Quem: Ryan Adams
Por quê: “Nos seus braços eu ficaria/ Para sempre se eu pudesse/ (...) Estou ao seu lado/ E tão vivo/ Tão vivo que isso não é real”. Depois destes versos basta dizer apenas uma coisa: Rock’n’Roll, o mais recente álbum de Ryan Adams, tem muuuuuito de Smiths...

“Crazy Little Thing Called Love”
Quem: Queen
Por quê: A banda de Freddie Mercury sempre teve dois lados bem distintos. Um era o do rock’n’roll, virtuoso e com energia, capaz de produzir momentos inesquecíveis durante os anos 70 (“We Will Rock You”, a mini-ópera-rock “Bohemian Rhapsody”). O outro, descartável, baixava o nível da banda para músicas com claro objetivo comercial (todos os anos 80) ou de breguice descarada (o hino “winner” “We Are The Champions”, a balada “Love Of My Life”). Em “Crazy Little Thing Called Love”, obra composta somente por Mercury, ele conseguiu unir as duas faces do Queen, equilibrando pegada e romantismo sem deixar cair a qualidade. Rock’n’roll básico, de veia fiftie e trechos picantes.

“Hotel Yorba”
Quem: White Stripes
Por quê: “Vamos nos casar/ Em uma grande catedral, com um padre/ Porque se eu sou o homem que você mais ama/ Você poderia dizer “eu aceito”, no mínimo”. Renée Zellwegger não tinha mesmo outra opção depois de ouvir Jack White cantar isso...

“Enjoy The SIlence”
Quem: Depeche Mode
Por quê: Curta o silêncio, porque as palavras são desnecessárias e podem apenas fazer mal. Romantismo melancólico do quarteto tecnopop britânico.

“Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t’ve Fallen In Love With)”
Quem: Buzzcocks
Por quê: Se Pete Shelley não tivesse provado que até mesmo um punk pode ter coração hoje não exisitiriam vertentes como o emo. Neste clássico da banda formada na cidade de Manchester, ele celebra sua paixão impossível pela amada que o rejeita e pisa em seus sentimentos

“Dry Your Eyes”
Quem: Streets
Por quê: Na hora da decepção amorosa, os amigos são a melhor coisa do mundo. Mike Skinner capturou bem o que é isso nesta letra. Palavras de carinho, conforto e estímulo (como “Existem muitos outros peixes no mar”) ajudam a curar a frustração com o tempo e a preparar o coração para uma nova (e feliz) história.

“A View To A Kill”
Quem: Duran Duran
Por quê: Sinta o arrepio de um beijo fatal e um encontro literalmente matador. Tema de filme de James Bond nos anos 80, este tecnopop traduz em letra e música os climas sedutores das aventuras do agente britânico com permissão para matar.


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