Domingo Nov 18

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Trilha Sonora - Kill Bill Vol. 1

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Preciosismo e músicas com mais de vinte anos de idade fazem da nova trilha de Tarantino um primor.

Trilha Sonora

ReproduçãoPreciosismo e faixas com mais de vinte anos de idade fazem da nova trilha de Quentin Tarantino um primor. Em Kill Bill Vol.1, o diretor ressuscita Charlie Feathers, relembra Nancy Sinatra, trabalha com música de faroeste, homenageia o papa black Isaac Hayes, flerta com o hip hop de RZA e revela para o Ocdente interessantes artistas orientais. Digão Duarte disseca o disco, com detalhes.

Capa da edição brasileira.

Preciosismo é uma palavra forte e bastante adequada para qualificar não só os filmes de Quentin Tarantino, mas também suas trilhas sonoras. Assim como o diretor não hesita em gastar o tempo que for preciso para lapidar da melhor forma possível seus trabalhos cinematográficos (vale lembrar que foram seis anos de hiato entre Jackie Brown e o recente Kill Bill, e imagina-se que vão-se mais uns bons longos anos até que ele finalize seu projeto Inglorious Bastards, ambientado na Segunda Guerra Mundial), Tarantino também é absurdamente preciosista com as trilhas que vão embalar as obras que dirige. Tanta pentelhação é gratificante, pois cada música escolhida se casa perfeitamente com a cena correspondente. Foi assim com Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Jackie Brown. Com Kill Bill não poderia ser diferente.

É notório que Tarantino tem em sua casa uma cômodo reservado exclusivamente para guardar sua generosa coleção de discos de vinil. Muitas das faixas que embalam a saga da noiva interpretada por Uma Thurman saíram daí. Aliás, a maioria das músicas têm pelo menos uns 20 anos de idade e – o melhor de tudo – não soam como datadas.

O CD de Kill Bill – Vol. 1 (já lançado no Brasil, pela WEA) começa em grande estilo, com Nancy Sinatra cantando “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, retirado do segundo disco da cantora, famosa nos anos 60. A música, composta por Sonny Bono, já havia sido interpretada por seu pai anos antes e até há uma versão feita pela Cher, mas quanto a isso é melhor nem entrar em detalhes. É curioso citar que a letra possui íntima relação com a cena inicial do filme.

Em seguida, vem Charlie Feathers, um tiozinho muito figura que desde os anos 70 prestava bons serviços ao country tradicional e ao rockabilly. A música escolhida até que é recente: “That Certain Female”, composição dos anos 90, mesma década em que Feathers morreu.

No mesmo clima, entra a faixa “The Grand Duel (Parte Prima)”, que como o próprio nome diz, é a primeira parte (de dez) do tema musical de “Il Grande Duello”, um faroeste italiano como Tarantino tanto gosta. A autoria é de Luis Bacalov, respeitado compositor de trilhas sonoras cinematográficas e que desde os anos 50 faz música para farorestes, histórias bíblicas e comédias tipicamente italianas. Ele ganhou um Oscar em 1995 por O Carteiro e o Poeta.

Um dos pontos mais altos da trilha é com certeza a faixa 4, “Twisted Nerve”, de Bernard Herrmann. É uma canção assoviada por Elle Driver, personagem de Daryl Hannah, enquanto ela entra no hospital em que a noiva está internada, passando-se por enfermeira – impossível se esquecer desta cena e desta música. O compositor foi um maestro norte-americano de calibre, que musicou muitos filmes de Alfred Hitchcock (Psicose, Vertigo), clássicos da ficção científica (O Dia em que a Terra Parou, Jornada ao Centro da Terra) e outros grandes clássicos (Cidadão Kane, Taxi Driver, Moby Dick, As Viagens de Gulliver).

Já se foram quatro músicas. Alguém sentiu falta de alguma coisa? Ah, sim, os diálogos extraídos do filme, é claro. Tarantino gosta de incluir isso em suas trilhas (só não vale sair falando que ele foi o primeiro a fazer isso, como muitos desinformados costumam dizer por aí). A faixa 5 traz o discurso de O-Ren Ishii (Lucy Liu) logo após decapitar um (até então) colega da máfia japonesa yakuza, com tradução simultânea para o japonês.

Isto serve de introdução para a sexta faixa, “Ode To O-Ren Ishii”, que faz uma quebra no CD, trazendo o hip-hop de RZA (membro do Wu-Tang Clan) onde até então havia apenas músicas mais tradicionalistas. RZA já trabalhara com trilha sonora antes: justamente de um filme que aborda artes marciais, Ghost Dog – The Way Of The Samurai, do diretor Jim Jarmush.

Em seguida vem “Run Fay Fun”, do papa da black music, Isaac Hayes. Taí um sujeito que dispensa apresentações – mas caso você tenha menos de 20 anos, vale citar que Hayes é um dos maiores nomes do funk, disco e soul music, está em atividade desde a década de 60, tem mais de 30 discos lançados e dubla a voz do personagem Chef no seriado de animação South Park.

Kill Bill – Vol. 1 tem uma cena em desenho animado japonês que conta um episódio perturbador da infância de O-Ren Ishii. O trompete histérico de Al Hirst embala a animação com a música tema do antigo seriado Besouro Verde (Green Hornet). E aí está mais uma referência, entre tantas do filme: foi nesta série em que Bruce Lee fez sua estréia, interpretando o personagem Kato.

“Battle Without Honor Or Humanity” é a conhecida música do trailer do filme, executada pelo guitarrista Tomoyasu Hotei, que já foi integrante do grupo de rock progressivo Asia (alguém lembra?). A canção foi extraída de seu novíssimo álbum solo, sugestivamente batizado Electric Samurai.

Socorro! A faixa 10 é uma terrível música presente em qualquer CD de flashbacks latinos que nossos pais costumam comprar por menos de cinco reais nas baciadas de hipermercados: “Don't Let Me Be Misunderstood”, do Santa Esmeralda. O pior de tudo: a faixa dura dez minutos!

Depois da escorregada, Tarantino se redime com a saborosa “Woo Hoo”, clássico do rock instrumental dos anos 50 regravado pelas japinhas endiabradas do 5.6.7.8's. Esta veterana banda de surf music e psychobilly aparece no filme tocando no restaurante onde a noiva enfrenta o exército de 88 loucos de O-Ren Ishii. Elas até executam uma segunda música na história – pena que ela ficou de fora do CD.

O rapper RZA reaparece, agora em companhia do compositor de trilhas Charles Bernstein – a parceria rende uma música instrumental curtinha, mas de sonoridade forte. Entre os trabalhos mais conhecidos de Bernstein para o cinema estão A Hora do Pesadelo, Cujo e vários faroestes dos anos 70 e 80. Atualmente Charles trabalha mais para TV.

O clima oriental recobre as músicas seguintes. Meiko Kaji, cantora e atriz nipônica, aparece com sua voz doce em “The Flower of Carnage”, que em muito lembra as canções de karaokês japoneses. Em seguida, o artista de easy listening Gheorghe Zamfir, um ocidental, aventura-se nas flautas orientais com “The Lonely Shepherd”. E se sai muito bem.

As demais faixas do álbum são supercurtas, praticamente vinhetas. Há o segundo (e último) diálogo extraído do filme, entre Bill (David Carradine) e Sofie Fatale (Julie Dreufuss) na cena final, seguida de uma ótima vinheta do mestre Quincy Jones. Ao ouvi-la vamos sempre lembrar dos olhos de Uma Thurman com expressão de fúria.

Por fim, há uma mini-faixa do Neu!, banda chave do kraut rock, (estilo alemão precurssor da música eletrônica – aliás, o Kraftwerk começou no kraut). Em seguida há duas vinhetas de RZA e três sons que parecem ser extraídos de discos de efeitos sonoros.

Como se vê, a trilha sonora de Kill Bill – Vol. 1 é um primor. Disco para se ouvir no repeat sem enjoar – assim como as já citadas trilhas dos filmes anteriores de Tarantino. E, ao que tudo indica, a do Vol. 2 não vai deixar cair o bom nível. Só para adiantar, a trilha do episódio derradeiro contará com Ennio Morricone, Johnny Cash, Malcolm McLaren, a cantora folk Shivaree, mais músicas de Charles Feathers, Meiko Kaji e Luis Bacalov – além de tensos diálogos entre a Noiva e Bill.


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