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Top Ten - Carlão Busato
Escrito por Abonico Qui, 24 de Abril de 2008 09:31
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Top Ten
Com a palavra, Carlão Busato, vocalista do Góticos4fun, banda curitibana que revive – em suas próprias composições – os climas, as sonoridades, as purpurinas, os sobretudos pretos e os cabelos armados da década de 70 e 80. “Bom, me pediram uma lista dos dez discos mais importantes, não os dez de que mais gosto ou os dez que mais escuto. Então selecionei os álbuns que de alguma forma marcaram fatos, sensações e fases da minha vida. Tem coisa aí que nem escuto mais, mas que faz parte da minha formação roqueira. Tive de deixar de fora bandas que adoro. Se a lista fosse das dez músicas que mais marcaram minha vida, as bandas, em sua maioria, seriam outras. Faço a lista também com um pedido de desculpas pela ausência para os meus guias roqueiros: Beach Boys, Jesus & Mary Chain, R.E.M, Kinks, David Bowie, Marc Bolan, Iggy Pop, Mutantes, Galaxie 500, Radiohead, Pulp, Flaming Lips, Nick Cave, Pavement, Ramones, Richard Hell, Joy Division, Echo & The Bunnymen, Los Hermanos, Built To Spill e Calvin Johnson”.
Os cabelos eriçados de Robert Smith e seu Cure não influenciaram Carlão Busato apenas na música...
Pixies – Doolittle (1989)
“Cresci em Maringá! Só esta frase seria suficeinte para justificar a colocação deste disco na lista. Quem é maringaense me entende. Além disso, quando os Pixies apareceram na minha vida, eu passei a entender e respeitar música. “Debaser”, além de ser a melhor canção já feita para se abrir um disco, ainda fala de outra paixão minha, o filme Um Cão Andaluz, do Buñuel. Agora o Curitiba Pop Festival que nos aguarde, que só vai dar pé ‘vermeio’.”
Sex Pistols – Nevermind The Bollocks (1977)
“Gostar dos Pistols foi, na verdade, um grito de protesto pessoal contra o grunge. Nada mais apropriado para um adolescente pseudo-revolucionário, que odiava tudo que era mainstream, do que falar para a molecada ‘Nevemind bom mesmo é o dos Sex Pistols, conhece?’. Doce ironia usar como argumento de protesto a primeira boy band conhecida. Coisas da adolescência. Fato é que virei um fã tardio do Nirvana...”
Beatles – Abbey Road (1969)
“O último álbum gravado pelos Beatles era o meu disco ‘para dormir’. Noites e noites seguidas com o lado B queimando na vitrola.”
Sonic Youth – Daydream Nation (1988)
“Everybody's talking 'bout the stormy weather/ And what's a man do to but work out whether it's true?”. Fiquei em dúvida entre o Daydream Nation e o Dirty, mas ‘Teenage Riot’ é foda. Fez a diferença.”
Cure – Greatest Hits (2001)
“Como eu poderia escolher um único disco do Cure? Apelei para o óbvio, mas os hits do Cure são ‘os hits do Cure’. Músicas que soam como trilha sonora da minha vida. Em ordem de importância e narrativa: “Just Like Heaven”, “Inbetween Days”, “Pictures Of You”, “Catch”, “Close To Me”, “Mint Car”, “Boys Don´t Cry”, “Love Song”, “Forest”, “Lovecats” e por aí vai.”
Velvet Underground & Nico – Velvet Underground & Nico (1967)
“Me recuso a falar...”
Guided By Voices – Bee Thousand (1994)
“É culpa do André Sakr [integrante do ESS]. Quando éramos dois aspones na extinta e inesquecível produtora Talk AART, André apareceu com esta jóia e o disco tocou por muitas madrugadas de trabalho semi-escravo e loucuras cinematográficas. Robert Pollard é gênio maldito.”
Talking Heads – True Stories (1986)
“Um amigo ganhou o vinil na festa de seus 15 anos, raridade no meio dos quinze discos da novela Hipertensão que ele ganhou na mesma noite. Mas o animal não se deu nem o trabalho de ouvir. Depois de tanto eu pentelhar para escutar o tal álbum, ele me emprestou. Depois descobri o filme, que é melhor que o disco. ‘Love For Sale’ é impagável e aquele riff de guitarra bagunçou o meu gosto musical.”
New York Dolls – New York Dolls (1973)
“Esta é uma banda que demorei para descobrir mas, sem ela e sem o Cure, os Góticos4fun não existiriam. Foi o desejo de misturar estes dois estilos, na estética e no som, que fez a cara da banda. Quando tocamos uma versão de ‘Trash’ no show do Nico, no ano passado, foi uma loucura generalizada. Para aproveitar o gancho, vou citar dois discos que também fazem parte da história do Góticos4fun: Electric Warrior (1971), do T-Rex, e Ziggy Stardust {1972), do Bowie.”
Roberto Carlos – Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967)
“É o Rei. É o Rei. Robertão é foda. Além de ser um disco de hits fantásticos, tem ainda “Você Não Serve Pra Mim” e “Folhas de Outono”. Esta última minha mãe cantava para mim quando eu tinha uns cinco anos, tocando-a sofrivelmente no violão, mais pra punk do que pra balada. Mal sabia ela que conseqüências isto poderia trazer...”
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