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O Retorno do Rei
Escrito por Abonico Ter, 22 de Abril de 2008 16:41
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Adaptação histórica
Você já pensou alguma vez em dar o nome de Legolas a um filho? Depois da forte emoção ao sair do cinema após assistir a O Retorno do Rei, Luís Guilherme Rodrigues teve esta idéia. Afinal, O Senhor dos Anéis, clássica trilogia literária de Tolkien e de inportância que pode ser comparada à da Bíblia, chega ao fim escrevendo mais um capítulo de ouro na história do cinema.
Fantasia épica de Tolkien chega ao fim sem perder a qualidade nas telas.
Cada pessoa que já viu O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – ou os outros dois filmes da trilogia – dificilmente não saiu da sala de cinema sentindo uma forte emoção. Pode ter sido uma extrema satisfação por ter visto cenas de grande impacto visual e sonoro e que com certeza já estão no rol dos momentos mais marcantes da sétima arte. Ou, então, um profundo desprezo por uma história que pode ser considerada escapista e muito fantasiosa, e que não passaria de diversão barata para adolescentes viciados em pipoca.
Como milhares de pessoas que estão lotando salas de projeção em todo o globo, me sinto orgulhoso de fazer parte do primeiro grupo. Sim, porque não vi apenas O Senhor dos Anéis: eu presenciei a história do cinema sendo escrita na frente dos meus olhos. Já virou clichê nessas últimas semanas, mas dane-se. Faço da minha palavra a palavra de outros: foi a mesma sensação que a geração de meu avô sentiu quando assistiu a E O Vento Levou no ano de sua estréia, assim como a mesma excitação daqueles que foram ao cinema por causa da trilogia clássica de Star Wars há mais de vinte anos.
Uma fantasia épica e com ares realistas escrita há meio século por J.R.R. Tolkien. Uma obra que chega perto da Bíblia em termos de importância, e que influenciou artistas de vários segmentos, de psicodélicos a metaleiros. Um livro extremamente detalhista e considerado por muito tempo impossível de ser adaptado – com qualidade – para qualquer outra mídia. Até o diretor Peter Jackson investir seu talento no projeto de adaptação para o cinema.
Foram anos de intensa dedicação e árduo trabalho, contando com um elenco e uma equipe primorosos. Depois de três filmes lançados, além de toda uma infinidade de produtos com a marca da saga, o que Jackson conseguiu foi traduzir para a linguagem da atual geração uma clássica história de heróis e vilões – mas com valores muito mais nobres e puros do que certas aventuras acéfalas que assolam o universo pop.
Chega de conversa. Se você ainda não assistiu às duas primeiras partes da trilogia, A Sociedade do Anel e As Duas Torres, veja. Ontem. E corra até os cinemas, para ter sua própria emoção forte depois da experiência de O Retorno do Rei.
Só pra constar... Quando saí do cinema, meu sentimento de satisfação foi tão grande que a primeira coisa que me veio à cabeça foi dar o nome de Legolas a um filho no futuro. Isso pode parecer muito piegas, mas acredite: depois de ver o filme, talvez você tenha a mesma vontade.
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