Segunda Dez 10


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Set 02
2008

Você não conhece, mas deveria...

Postado por I Like It | Tags: Sem Tags 

ilikeit

Creio que todos nós aqui do mondo já nos sentimos frustrados por algum artista ou banda que não tem o sucesso merecido. 

É o caso do Jay Vaquer. Sempre me pergunto o por que de um cara tão talentoso não ser reconhecido.

Tá, mas quem é esse tal de Jay Vaquer? Que tipo de som ele faz?

Jay Vaquer faz música. Boa. Sem rótulos. As tendências são mesmo pop/rock. Da melhor qualidade, que fique bem claro. Ele tem uma característica comum entre os melhores, que é ter sempre uma música que se encaixa perfeitamente à situação que você está vivendo, e isso não é fácil de encontrar. 

Eu poderia falar do Jay como pessoa normal, como amigo, como uma pessoa com caráter e humildade acima de qualquer prova. Poderia rasgar seda por 20 parágrafos sem me cansar. Mas não. Vou apenas fazer minha humilde indicação dos discos desse cara que muita gente não conhece, mas deveria.

Vou indicar os discos de forma cronológica, seguindo também a linha de evolução que vem com a maturidade que o artista adquire.

O primeiro álbum, "nem tão são" é recheado de canções sobre relacionamentos frustrados e desilusões, e ao mesmo tempo tem os arranjos mais alegres e, por que não, dançantes, de todos os discos. Mostra uma pessoa que está se libertando do passado, do antigo, dando o primeiro passo para o futuro. Minha favorita dessse álbum é "impressões".

Na sequência temos o álbum "vendo a mim mesmo", onde as canções falam da vida, de amor, da sociedade, do cruel mundo do showbusiness. Mostra o amadurecimento do artista, especialmente coragem das letras, que dizem o que querem dizer, sem meias palavras. Talvez esse seja o álbum mais rock'n roll do jay. Talvez seja meu preferido (se bem que é quase impossível escolher).  A minha canção favorita é "pode agradecer (relationshit)".

O terceiro álbum é o "você não me conhce". Primeiro disco produzido e lançado por uma grande gravadora (EMI). O título do álbum, que também dá nome à minha música preferida, tem relação com este post. As pessoas não conhecem o artista, nem a pessoa, nem seu trabalho, mas gostam de julgar e rotular. Esse disco foge do "lugar comum", mesmo com a preocupaçãp de escolher para o disco aquilo que se acredite que vai agradar ao grande público, o que é quase sempre compulsório quando se deve satisfação à um selo como a EMI. Daqueles discos que você ouve do começo ao fim, várias vezes, e sempre percebe alguma coisa diferente à cada vez que ouve.

O quarto e mais recente (em breve não será o mais recente) álbum, entitulado "formidável mundo cão" é na mina opinião o mais intrigante de todos. Jay experimentou,  ousou, surpreendeu. Minha favorita é "estrela de um céu nublado", que conta com a grata participação da Meg Stock, do Luxúria.

No fim das contas, o que mais me agrada quando se trata de Jay Vaquer é a criatividade se limites. Cada disco parece ser feito por uma pessoa diferente. Embora a qualidade e o cuidado sejam o ponto em comum em todos os álbuns. Todos os detalhes, capa, encarte, produção, músicos convidados, arranjos, etc. Tudo conferido pelo próprio Jay.

E por fim, mas não menos importante, recomendo ver ao vivo. Um apanhado das melhores músicas, num show que é pura energia, feito por um artista que se entrega de corpo e alma, se conecta ao público, fazendo essa energia pairar no ar por tempo indeterminado...

 http://www.jayvaquer.com.br/

 

de Bela Talbot diretamente para o mondo bacana


Comentarios (10)Add Comment
123
...
escrito por Mandy Mcfly, 03 de setembro de 2008
Fiquei com vontade de ouvir...

Meu preferido é Vendo a mim mesmo.

Minha música preferida (que não é desse disco) é... putz, eu sempre esqueço o nome da música... é aquela do cachorro...

("cotidiano de um casal feliz" > com ajuda do google)
122
...
escrito por Camila Nicolellis, 03 de setembro de 2008
Se eu fosse música (mulher do músico... hahaha) o que eu mais desejaria seria ter uma fã como Bela...
Quando ela gosta, não basta curtir o som, ir num show!
Ela é fã de coração... Ela move o mundo para que o trabalho do(a)cara seja reconhecido!
E quanto ao Jay, por mais que eu implique para provocá-la, ele faz parte de muitos momentos da minha vida... E tem letras geniais...

Enfie a sua vida cor-de-rosa no rabo pro diabo e pode agradecer!
122
...
escrito por Camila Nicolellis, 03 de setembro de 2008
Ah, e viva o não julgamento e a não rotulação cultural!
123
...
escrito por Mandy Mcfly, 03 de setembro de 2008
Enfia sua vida cor-de-rosa no rabo, seu viado...
71
De fato...
escrito por Abonico, 03 de setembro de 2008
O cara é muito gente fina, já o entrevistei. E realmente, o trabalho dele tem mais qualidade no pop nacional do que o de muit agente por aí. Sem falar que o cara tem escola. É filho de Jane Duboc e Jay Vaquer (o pai, sênior, americano que tocou guitarra com Raul Seixas nos anos 70). E é enteado do dono do Tom Brasil (SP)...
82
...
escrito por giancarlo rufatto, 03 de setembro de 2008
sei não. Com todo apoio que o cara tem, o fato dele "não dar certo" se deve a alguns fatores que estão longe do nosso conhecimento. É como se ele tivesse um dedo mindinho ruim e por consequencia, todo o dinheiro e talento do mundo não o fará famoso e nós, ele, a gente deve se conformar. E talvez ele nem queira ser famoso, talvez ele queira ser cultuado.

Tem uma banda de ctba que passa por esse reves, uma boa banda com bons musicos que sofre por ter um dedão ruim na banda, um dedão que fala e queima o filme da banda. E ai não adianta ter "PF" investindo no tronco se a cabeça não se sustenta.
127
Gian
escrito por Bela Talbot, 03 de setembro de 2008
Olha Gian, não acho que o Jay queira ser famoso, tampouco cultuado.
Muito menos concordo que ele tenha um "dedo podre".
Talvez o que seja podre é o mercado fonográfico brasileiro, que aceita o que é raso, barato, fácil.
Mesmo estando numa gravadora como a EMI, pra ter tanto apoio e investimento ($ mesmo) é preciso atingir as grandes massas, e infelizmente, os brasileiros na sua grande maioria não sabem valorizar artistas como o Jay e tantos outros. Então não resolve muita coisa estar numa grande gravadora e ser deixado de lado.

Pra vc pensar um pouco no assunto, cito a crítica que saiu na revista rolling stone sobre o Jay:
"Se Jay Vaquer cantasse exatamente o que canta, em inglês, os roqueiros se ajoelhariam...Autêntico e original. Aqueles que são fãs só dos populares não sabem o que estão perdendo"
0
Jay?
escrito por Anderson de Souza, 04 de setembro de 2008
Não conheço muito Jay Vaquer. Mas posso adiantar - repito acho - que ele não sabe muito bem qual é o seu ouvinte. Ele tem influências do pop/rock mainstream, mas se comporta como um indie. Sei não acho que ele precisa é de um produtor mais antenado, em relações mercadológicas. A música dele parece falar para ninguém e ao mesmo tempo ele tenta soar pop para atingir o público faustão-gugu-transamérica-radiofônico-jovempan. Ele merecia ter reconhecimento? Não podemos saber. Só o tempo. De volta ao meu 'achismo', o tempo dirá sobre Vaquer.
125
...
escrito por Daniela Araujo, 04 de setembro de 2008
Eu tinha escrito um punhado de coisas que não consegui postar aqui nos recados, e depois de ver a repercussão toda, só me vem uma frase a cabeça: alguém sabe dizer o que é normal? :)
82
A vida é injusta, supere este fato ou se mate.
escrito por giancarlo rufatto, 04 de setembro de 2008
A frase é o refrão de psicology child da banda inglesa Black Box Recorder (quem?) e serve para iniciar uma historia sobre muita gente de talento que por algum motivo não chegaram lá.

fico pensando como que Grant-lee philips não é bem famoso?,
um cara que no grant-lee buffalo, com certeza uma das melhores bandas dos anos 90, deixou quatro discos e teve dois ou tres hits (fuzzy, jupiter and teardrop e o que mais? mockingbird?) e hoje continua lançando discos (todos são maravilhosos, mas virginia creeper é o do coração) que quase ninguem ouve e fazendo shows por cafés e lojas de discos. Penso eu que pelas referencias sonoras e pelas letras, grant-lee não seja um cara que almejou a fama exagerada, mesmo em 1993-96, periodo em que os buffalos eram badalados. Esse achismo fica claro para mim quando vejo ele tocando nas ruas da cidade do seriado de Gilmore girls (ele é o trovador da cidade), não consigo não imaginar que ele não seja exatamente aquilo ali: um cara com um violão e talento para fazer canções que realmente gosta daquela posição e talvez por isso acabou sendo cultuado.

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