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Out 13
2009
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Orgulho Curitibano - Psycho Fest 2009Postado por karen tortato | Tags: Sick Sick Sinners, psychobilly, Motorama, Diabatz, Brown Vampire Cats |
Sick Sick Sinners
A 15ª Psychobilly Fest começou numa noite típica de frio curitibano, neste último sábado 10 de outubro no Ópera I (antigo Operário), Largo da Ordem. Esse festival de música psychobilly e afins é realizado todo ano na capital dos pinhais. É um evento mais modesto que o Psycho Carnival, mas que tem sua relevância e este ano refletiu um bom momento para a cena nacional.
A banda que abriu a primeira noite do festival foi Os Degolados, banda paulistana que se apresentou pela primeira vez na city. Foram bem-vindos com seu punk/psychobilly recheado de letras bizarras. Acredito ser uma banda começando, mas com grande potencial.
Acho que o frio (que fazia nesta noite, com o perdão da palavra, de foder!) prejudicou um pouco o público, mas nem por isso deixou de ter adeptos de fé da "psycharada". Então a noite continuou um pouco tímida com a segunda banda: Voodoo Stompers, também paulistana, voltando "às ativas" depois de um período de ostracismo. Música psychochobilly mas com uma veia muito rockabilly, portanto mais sutil e um vocal menos agressivo.
As Diabatz
Quem conseguiu esquentar os tambores desta noite foi a banda As Diabatz, curitibana, psychobilly, tem sua formação só de meninas, gostaria inclusive, de uma licença poética para chamá-las de As bruxinhas do Psycho. Pra mim, bruxa que sou, esse show foi um prelúdio ao sabá de verão. Viva! A vocalista Baby Rebbel me faz lembrar uma banda rockabilly dos tempos dos idos: Hillbillymoon Explosion. Seu vocal é muito parecido, com gritinhos característicos de fazer a "caverada" suspirar, além do figurino de arrasar das moças. Essas garotas realmente são um orgulho curitibano. Cheers!
A quarta banda a habitar o palco veio de Santos: Big Nitrons. Aí a coisa pegou fogo, o pôgo comeu solto ao som desses caras fodões e suas melodias psychobilly com uma pegada muito forte da surf classic. O vocal tem uma performance e presença de palco do caralho. Eu diria que a melhor banda da noite. Eles chegaram ao cúmulo viking: encheram um barril de cerveja no palco com quatro mangueiras para o público, êita cachaceiros, digo, cervejeiros no caso!
Motorama
E finalmente, a atração internacional do evento sobe ao palco. A banda argentina Motorama já esteve aqui uma vez, no Psycho Carnival em 2008 e agora voltou mostrar seu novo trabalho, o CD Crisis. Tive a impressão de que eles tinham no início da trajetória influências mais ‘rockas', folk, até mesmo (se não for heresia) indie, que ainda deixam escapar em algumas canções, mas agora, eles já mostram na sua essência um psycho do demônio. Detalhe que o psycho fica incrível de bom em espanhol.
Pude conversar com o Nicolas, um dos integrantes, que me disse a importância deste evento para as bandas, sobre a turnê de lançamento de seu novo CD e sobre sua paixão por Curitiba, como referência para a cena, que sempre vem à nossa capital quando pode, especialmente para shows como Meteors, por exemplo, e eventualmente encontrar uma namorada (risos).
A segunda noite foi bem mais animada por conta do clima que melhorou e as caveiras saíram da tumba. Baby Rebbel & Koti, nova dupla curitibana estreando no festival, formada pela vocalista das Diabatz e pelo Lendário Chucrobillyman, monobanda conhecido aqui da terrinha. O duo se apresenta com Koti tocando com os pés uma mala de viagem que serve como bumbo, fazendo os graves, e a Baby Rebbel usa uma caixa de bateria e meia lua com os pés também, além do violão, guitarra havaiana e guitarra elétrica. Eles trazem os clássicos da country music da Velha Guarda como Hank Williams Sr, Rockabilly 50's como Wanda Jackson e Dolly Parton. Em uma entrevista informal, Koti disse querer ainda, misturar coisas da música negra, pitadas do swing sincopado e a pegada do Blues do Delta, tudo isso somando um pouco da energia da Garage Rock, fazer essas fusões talvez soe legal. E também que a pretensão da dupla é a de tocar por aí e fazer som com alma e sincero. Boa sorte!
Para esquentar a noite, os motores elegantes do rock Flatheads, banda rockabilly também curitibana que teve sua estréia no último Carnival, trouxe suas canções à moda antiga para as meninas elegantes do rock dançarem. Os rockabillies são sempre o deluxe dos eventos billy, as garotas cocótas nos seus melhores vestidos e mimos.

Brown Vampire Cats
A única formação não curitibana da segunda noite e uma das melhores do festival foi The Brown Vampire Cats. Banda psychobilly londrinense, "porruda" com um feelling hardcore. Show longo e nada cansativo. Eles registraram o melhor de seus oito anos de estrada com o recém Makabre Funeral Memory.
Para variar, o vocalista dos Ovos Presley não deu as caras. Pra quem conhece a banda, sabe que isso sempre acontece, o que é uma pena, sendo a performance de palco do Ademir insuperável. Mas a sorte desses meninos é que, com ou sem o vocalista oficial, eles seguram a onda e é show pra ninguém botar defeito. Os caras são foda desde sempre, banda com a trajetória de carreira mais longa da Fest. Além do pôgo básico, os Ovos conseguem fazer a "zombiezada" chacoalhar a caveira como se estivessem num bailinho. A galera toda sabe as letras de cor. Ovos Presley é orgulho curitibano e também com trabalho novo saindo das profundezas do inferno para o ano que vem, fechando os lançamentos deste evento.
E a banda que encerrou os trabalhos da segunda noite do festival é nada mais, nada menos que as feras do pântano (como diria um colega meu). Sick Sick Sinners é psychobilly nervoso até a alma, essa banda prova que o psycho está no sangue e que Curitiba é a Psycho Capital mêmo!
Na segundona do feriado a Psycho Fest se despediu na Tattoo Holic, com um evento de Psycho Art Tattoo (tatuador Cacau), pocket show acústico com Motorama e uma fodástica exposição "Garotas do Calendário", mostra fotográfica de sensuais pin-ups, projeto batuta de umas garotas bacanas que integram a cena nacional. Essa mostra agora segue para o Rio e depois vai para a ARgentina. Au revoir!
E eu fico por aqui me guardando pra quando o Carnival chegar.
Dani Baum (cobertura e texto)
http://www.danibaumg.blogspot.com
Fotos: Adriana Vecchi de Alencar
Calendário de Pinups com Gennie, também Orgulho Curitibano, veja aqui
Agradecimentos: eu, Karen, em nome do Mondo Bacana agradeço às meninas pelo empenho de cobertura do Festival e ao Abonico! Let's Rock!






