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Jun 04
2012
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A Falsa SuicidaPostado por Bárbara | Tags: Sem Tags |

A história gira em torno de um casal. Ele, Horácio, irremediavelmente aleijado quando tenta evitar a queda de uma suicida, encontra a pessoa que caiu sobre ele, Ofélia, como streaper numa cabine de peep show. A partir daí a começa discussão sobre pertinência da sobrevivência. Leandro Daniel Colombo conta que A Falsa Suicida trata do universo desses sobreviventes. “Isso é, pessoas que estão inseridas numa sociedade e não são aceitas por ela. São invisíveis e relegadas a ponto de ter que partir por conta própria por não serem aceitas no meio no qual deveriam ser todos iguais” comenta.
Para o diretor, os personagens buscam deslumbrar a possibilidade de ser um ser social. “Na peça uma mulher - aparentemente na tentativa de se suicidar - cai sobre um homem. Os dois sobrevivem. E então acompanhamos o drama dessa existência torta. Não há o poder de escolha sobre o que você vai ser na sociedade. A discussão que me interessa é sempre o drama humano. Eu não consigo pensar em nada estético que não esteja ligado ao sentimento humano”.
Há, ainda, um paralelo do texto com o teatro. A autora Angélica Liddell propõe um jogo shakesperiano. “Quando ela batiza seus personagens com o nome de Ofélia e do Horácio - que não são protagonistas na tragédia de Hamlet - eles ganham voz e importância, mas as palavras surgem num momento de destruição. Isso é uma ironia do espetáculo”, comenta Colombo.
Assim, a trama de A Falsa Suicida tem luz e trevas o tempo todo. Horácio é movido por inveja, ódio, amargura... Para ele o outro é apenas uma obsessão para justificar a sua tragédia. A tentativa de suicídio dela tem que ter um motivo nobre. E quando ele a encontra, algo muda em seus sentimentos.
Quanto à Ofélia, ela acha que está iluminada e não está. A personagem acredita que não vendo o outro conseguiria se esconder dos problemas que tem. E quando finalmente se ilumina ,entende que não tem mais o que fazer aqui. “A pretensão do amor acontece... mas a autora arranca isso deles. Essa tragédia é shakesperiana, no sentido clássico”, compara o diretor.
Serviço: A Falsa Suicida, texto de Angélica Liddell. Direção Leandro Daniel Colombo. Com Luiz Bertazzo e Ana Clara Fischer. Estreia quinta-feira, dia 7, no Espaço Cênico (Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305 – São Francisco - Tel: 3338-0450). Ingressos R$10 e R$5 (meia-entrada). Sessões de quinta a domingo, sempre às 20 horas. Nos dias 16, 17, 23 e 24 haverá sessão às 18 horas. Classificação etária: 18 anos. Incentivo Cultural: Caixa. A temporada vai até o dia 8 de julho.












